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Friday, February 10, 2017

LISBOA, Capital Europeia da Demolição: Rua António Maria Cardoso 9-13




Está concluída a demolição integral de mais um interior de prédio pombalino no Chiado.

Este imóvel, mais do tipo palácio que prédio de rendimento pombalino, tinha bons interiores com pinturas murais e também nos tectos, para além de importantes vestígios arqueológicos no subsolo que estão agora a ser registados antes das máquinas sôfregas dos "investidores imobiliários" avançarem para destruírem o resto. Aqui passava a muralha medieval da cidade e isto foi chão do grande palácio urbano dos Duques de Bragança. Mas com certeza que no final das obras tudo vai ser "vendido" como obra exemplar, amiga da História e orgulhosa do Património único de Lisboa... Qualquer slogan do tipo «Venha viver de mãos dadas com a História do Chiado»? E querem apostar como até irá ganhar um prémio nacional do imobiliário?

Wednesday, November 30, 2011

POMBALINO DE BETÃO: Rua Ivens 21-33

Está quase pronto mais um "pombalino de betão" no CHIADO, na Rua Ivens 21-33, e desta vez é uma iniciativa to BES imobiliário. Apenas foi mantida a fachada principal (para manter as aparências...) na Rua Ivens - tudo o resto foi demolido, incluíndo a fachada de tardoz. Se o Dr. Ricardo Espirito Santo estiver a ver o que o seu banco anda a fazer por esta Lisboa fora... das Avenidas Novas, passando pelo Princípe Real e no Bairro do Castelo, é só demolir e reconstruir novinho em betão, nada de restauro, nem sequer a mais elementar regra de recuperação/reabilitação é seguida, nenhum respeito pela autênticidade do património de Lisboa. «BES Reabilitação» dizem os cartazes! Que melhor exemplo de publicidade enganosa?

Sunday, May 1, 2011

Reconversão Urbana «BES STYLE»: Palácio do Contador Mor

Mais um lamentável exemplo da FALSA reabilitação que está a ganhar terreno nos Bairros Históricos. O PDM, e o Plano de Urbanização da Colina do Castelo & Alfama, proíbem a demolição integral dos interiores dos edifícios (a não ser em caso de ruína iminente o que não era o caso). Acresce ainda que este antigo Palácio faz parte da Carta Municipal do Património, anexa ao PDM o que lhe conferia ainda maior protecção. Os pareceres obrigatórios e vinculativos do IGESPAR foram de início negativos mas mais tarde, não se percebe como, fecharam os olhos à demolição. De facto, de nada lhe valeram as supostas protecções legais pois o seu proprietário parece que esteve acima da lei do comum dos mortais: os interiores foram integralmente demolidos sem um pestanejar. E para piorar a situação, está a ser reconstruído com recurso a tecnologias modernas, isto é, atrás das fachadas antigas estão a surgir uma construção nova totalmente em estrutura de betão armado (até a estrutura da cobertura é em aço). O proprietário é o BES e os autores do projecto de arquitectura: Atelier Aires Mateus e Frederico Valssasina. Que diferença existe entre este palácio reconvertido em prédio de habitação de luxo e um prédio 100% novo na Alta de Lisboa desenhado por Frederico Valsassina ou Aires Mateus? Apenas a fachada é diferente. O que têm em comum? A máquina municipal que aprova e os autores do projecto de Arquitectura. Esta obra do BES é um verdadeiro crime contra o património de Lisboa.

Saturday, May 29, 2010

REPÚBLICA DE FACHADA: Calçada da Estrela 129

Esta obra, que visa a manutenção do uso habitacional, recebeu da CML licença para demolir integralmente o miolo do edifício a fachada tardoz e as duas empenas. Motivos? Dizem que apresentava um medíocre estado de conservação geral. Afirmam que a empena lateral apresentava ausência total de tinta. E dizem ainda que no interior, já adulterado, havia fendas, manchas negras de humidade e tectos com zonas de estuque caído, etc.. Mas a razão central para esta opção pela demolição em vez da reabilitação autêntica é outra já bem conhecida: o modelo de mobilidade insustentável que a CML, Estado e sociedade em geral continuam a alimentar cegamente. Porque afinal foi também aprovada pela CML a ampliação da área de implantação do edifício sobre o logradouro para permitir o habitual estacionamento subterrâneo para as viaturas de transporte individual. Por essa razão será mantido apenas uma parcela permeável do logradouro. E no alçado principal uma porta original dará lugar a esse simbolo ainda tão adorado, o "portão de garagem". De que vale então ser um imóvel em "Zona Histórica Habitacional" e em "Núcleo de Interesse Histórico" (PDM) e ainda estar na "Área de Protecção especial" de um "Monumento Nacional" (Palácio de S. Bento)? Em Portugal esta pergunta tem quase sempre a mesma resposta: «Fachada». Este será mais uma construção nova em Lisboa com uma máscara antiga.
É preocupante constatar que a arquitectura pombalina na BAIXA e CHIADO está a ser vítima também deste fachadismo, desta desvalorização dos conteúdos dos edifícios.

Tuesday, January 26, 2010

REPÚBLICA DE FACHADA: Rua Ivens 1 a 15


Rua Ivens, 1 a 15. É mesmo só fachada! E neste caso só mesmo a fachada virada para a rua para manter as aparências. Tudo aprovado e benzido pela CML e IGESPAR. Entretanto a nova construção está quase pronta. Os novos residentes que com certeza afirmam "amar" o Chiado (e que vão trazer talvez mais de 2 carros por fogo) poderão brevemente ocupar a luxuosa estrutura de betão armado. Lisboa, uma cidade com um centro histórico cada vez mais esvaziado de conteúdos.

Wednesday, January 13, 2010

RUA CAPELO, 14, 16 e 18




Para este imóvel pombalino em pleno Chiado existe um projecto aprovado e licenciado (processo 2282/OB/2001 e 960237/EDI/2001, com o Alvarás de Construção nº 2/O/2008 e Alvará de Demolição n.º 2/D/2008). O edifício encontra-se nas seguintes áreas do PDM:

Área Histórica Habitacional; Áreas de Potencial Valor Arqueológico (Nível de Intervenção 1) e Núcleo de Interesse Histórico. Encontra-se também incluído numa zona urbana classificada como Imóvel de Interesse Público (IGESPAR).

A proposta aprovada apenas manutem as fachadas, cercea e cumeeira do edificio. Os interiores foram integralmente destruídos, incluíndo as características abóbadas pombalinas do piso térreo. São criadas 5 fracções de habitação, uma por piso, e no piso térreo, uma fracção destinada ao uso terciário.

Motivo da opção da destruição dos interiores? A construção de duas caves para área de estacionamento e de arrecadações (25 lugares de estacionamento!).

O logradouro foi completamente impermeabilizado para permitir a construção de caves mais amplas de estacionamento.

Concluindo, estamos perante mais um triste exemplo do paradigma do imobiliário do centro histórico de Lisboa: demolição dos interiores, impermeabilização do logradouro, mobilidade centrada na viatura de transporte partricular e ênfase na habitação de luxo.

Este paradigma de desenvolvimento urbano insustentável é sistematicamente aprovado tanto pela CML como pelo IGSPAR.

Um imóvel integrado num bairro histórico, classificado de valor nacional, e com pretensões a ser classificado Património Mundial da Humanidade, está reduzido a uma fachada.

Alguns consideram estes projectos como uma mais valia porque se mantem a aparência de um Ambiente Histórico. Para nós é apenas uma Lisboa superficial, autista e no caminho da auto-destruição.