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Saturday, May 23, 2015
Wednesday, April 16, 2014
Wednesday, September 18, 2013
Visita Guiada ao Bairro das Colónias
pelo Professor Arq. José Manuel Fernandes, às 18H na Praça das Novas Nações (junto da entrada da Escola).
Sunday, October 21, 2012
LISBOA (1825-1826) vista por Charles Landseer
Aguarelas e desenhos de Charles Landseer (1769-1863)para ver no Centro Cultural de Cascais
A exposição ficará patente até 27 de janeiro e tem entrada livre.
Conhecido como Álbum de Highcliffe, este conjunto de aguarelas e desenhos pertencente ao Instituto Moreira Salles desde 1999 reúne representações de aspetos da vida quotidiana nas regiões que Landseer visitou em Portugal e no Brasil, entre paisagens, fortificações, flora ou figuras humanas.
O artista permaneceu durante três meses em Lisboa e dez meses no Brasil, integrado na missão diplomática britânica, chefiada pelo Embaixador Charles Stuart, que estava encarregada de negociar o reconhecimento do Brasil independente, país onde chegou a bordo do HMS Wellesley.
Na viagem de ida o navio zarpou de Inglaterra, passando por Lisboa, Madeira e Tenerife e, no regresso, oriundo do Rio de Janeiro, fez escala nos Açores e novamente em Lisboa, antes de rumar ao país de origem. Dessa missão partir-se-ia para a ilegalização do tráfico negreiro e para a abolição da escravatura, numa ação em que Inglaterra, Brasil e Portugal mutuamente se empenharam. A coleção, cuja qualidade artística é reconhecida por todos os especialistas, tem ainda um importante valor documental.
Centro Cultural de Cascais
Av. Rei Umberto II de Itália, s/n | Cascais
Terça-feira a domingo, 10h-18h
Entrada gratuita.
Charles Landseer | Natural de Londres, foi um dos sete filhos sobreviventes do conhecido gravador e arqueólogo John Landseer (1769-1852). Iniciou a sua aprendizagem artística com o pai e aperfeiçoou-se com o pintor Benjamin Robert Haydon (1786 - 1846). Em 1816, ingressou na Royal Academy of Arts, em Londres e entre 1851 e 1873 tornou-se o principal instrutor daquela instituição. O conjunto de seus trabalhos feitos no Brasil, que ficou na posse de Charles Stuart, compõe o Álbum de Highcliffe, que conta também com desenhos do pintor francês Debret (1768 - 1848) e dos ingleses William John Burchell (1781 - 1863) e Henry Chamberlain (1796 - 1844). As obras de Landseer foram localizadas em 1924 pelo historiador Alberto Rangel, que publicou, com Cândido Guinle de Paula Machado, o livro Landseer, em 1972. Em 1999, o Álbum de Highcliffe passou a integrar o acervo do Instituto Moreira Salles - IMS
Wednesday, August 15, 2012
«O FUTURO DA MEMÓRIA»?
Jornadas Europeias do Património 2012 - O FUTURO DA MEMÓRIA
Realizam-se este ano, a 28, 29 e 30 de setembro, as Jornadas Europeias do Património, sob o tema “O FUTURO da MEMÓRIA”.
As Jornadas Europeias do Património são uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, envolvendo cerca de 50 países, que tem por objetivo a sensibilização dos cidadãos para a importância da salvaguarda do Património. Neste sentido, cada país elabora, anualmente, um programa de atividades a nível nacional, a realizar em setembro, acessível gratuitamente ao público, na sua grande maioria.
A Direção-Geral do Património Cultural, entidade responsável pela coordenação do evento a nível nacional propõe, para as Jornadas Europeias do Património de 2012, o tema “O Futuro da Memória”, com o qual pretende promover a aproximação do público ao património cultural, no seu sentido mais amplo, realçando a sua importância enquanto memória e documento da história e do desenvolvimento das sociedades e também o seu papel para a construção do futuro.
Com este objetivo, e à semelhança dos anos anteriores, estendeu o convite aos vários agentes públicos e privados, no sentido de se associarem a esta iniciativa através da realização de atividades apelativas e diversificadas.
Tendo terminado, no passado dia 30 de julho, o prazo para envio das propostas de atividades, a Direção-Geral do Património Cultural promoverá a divulgação do programa nacional das Jornadas Europeias do Património de 2012, convidando todos a participarem nestas comemorações.
Para mais informações contactar:
Ana Catarina Parada
Carla Lopes
Teresa Mourão
FOTO: Que «Futuro» para o Challet Mello, de 1905, no Alto do Varejão, 46?
Saturday, August 27, 2011
FREDERICO RESSANO GARCIA (Lisboa, 12 Novembro 1847 - Lisboa 27 Agosto 1911)
Faz hoje exactamente um século que morreu o Engenheiro Ressano Garcia (Lisboa, 12 Novembro 1847 - Lisboa 27 Agosto 1911), autor de vastas zonas urbanas da capital onde actualmente vivem e trabalham milhares de cidadãos (Avenidas Novas, Campo de Ourique, Bairro Barata Salgueiro, Bairro Camões, Bairro da Estefânia, Avenida 24 de Julho). A sua obra de planeamento 'progressista' está em risco? Como é hoje viver ou trabalhar na Lisboa planeada por Ressano Garcia? O que é que sobreviveu? E o que faremos do que resta dela no futuro próximo? A CML tem a obrigação moral de incentivar os lisboetas a olhar para o legado de Ressano Garcia com mais atenção e sentido crítico. Esta é uma questão urgente no contexto dos cada vez mais frequentes pedidos de demolições em toda a zona das Avenidas Novas e outros bairros de génese idêntica. A divulgação deste valioso e único espólio arquitectónico e urbanístico do país (nenhuma outra cidade do país desenvolveu e implementou planos urbanos desta escala) pode ajudar-nos a encontrar melhores respostas para o futuro da nossa cidade.
Recentemente Lisboa deixou passar em branco duas datas importantes:
120 ANOS DO PLANO DAS AVENIDAS NOVAS (1888-2008)
Hoje em dia é já unânime que o Plano das Avenidas Novas de Ressano Garcia está numa situação de crise porque os seus princípios fundadores foram esquecidos ou até mesmo desvirtuados. Um exemplo bem revelador é dado pelo estado em que se encontram as placas centrais dos arruamentos, criados à maneira de Alamedas arborizadas para o conforto dos peões. Actualmente estão todas, sem excepção, invadidas pelo estacionamento de viaturas de transporte individual ou foram prontamente destruídas pelos engenheiros de tráfego para dar lugar a mais faixas de rodagem. A outrora densamente arborizada Avenida da Republica, que podemos ver nas imagens de arquivo, está hoje reduzida a poucas dezenas de árvores de alinhamento. Os interiores dos quarteirões foram destruídos com a ocupação selvagem de novas construções onde se incluem garagens em caves. Quanto à Arquitectura, ao parque construído do periodo Romântico, a situação é muito preocupante. Desde a década de 70 do séc. XX que se iniciou uma fase galopante de demolições de imóveis e quarteirões de referência da arquitectura da capital (vários prémios Valmor foram já demolidos). Salvo raras excepções, a capital entrou em perda sempre que as pioneiras construções deram lugar a novos imóveis. A embaraçante baixa qualidade arquitectónica do que se tem erguido é um facto. Com o aproximar do final do séc. XX, o Plano das Avenidas Novas foi sendo amputado de páginas importantes da sua história, desvirtuado nos seus princípios urbanísticos, e desqualificado com novas intervenções sem mais valias para o futuro da cidade.
Hoje em dia é já unânime que o Plano das Avenidas Novas de Ressano Garcia está numa situação de crise porque os seus princípios fundadores foram esquecidos ou até mesmo desvirtuados. Um exemplo bem revelador é dado pelo estado em que se encontram as placas centrais dos arruamentos, criados à maneira de Alamedas arborizadas para o conforto dos peões. Actualmente estão todas, sem excepção, invadidas pelo estacionamento de viaturas de transporte individual ou foram prontamente destruídas pelos engenheiros de tráfego para dar lugar a mais faixas de rodagem. A outrora densamente arborizada Avenida da Republica, que podemos ver nas imagens de arquivo, está hoje reduzida a poucas dezenas de árvores de alinhamento. Os interiores dos quarteirões foram destruídos com a ocupação selvagem de novas construções onde se incluem garagens em caves. Quanto à Arquitectura, ao parque construído do periodo Romântico, a situação é muito preocupante. Desde a década de 70 do séc. XX que se iniciou uma fase galopante de demolições de imóveis e quarteirões de referência da arquitectura da capital (vários prémios Valmor foram já demolidos). Salvo raras excepções, a capital entrou em perda sempre que as pioneiras construções deram lugar a novos imóveis. A embaraçante baixa qualidade arquitectónica do que se tem erguido é um facto. Com o aproximar do final do séc. XX, o Plano das Avenidas Novas foi sendo amputado de páginas importantes da sua história, desvirtuado nos seus princípios urbanísticos, e desqualificado com novas intervenções sem mais valias para o futuro da cidade.
130 ANOS DA INAUGURAÇÃO DA AV. DA LIBERDADE (1879-2009)
Estamos perante mais uma obra planeada por Ressano Garcia. É outro arruamento emblemático da capital em crise, com graves problemas ambientais e em rápida transformação - raramente sinónimo de qualidade. Parece não existir a reflexão teórica prévia que a sua importância histórica naturalmente exige. Exemplo disso é a recente intervenção pueril (e ilegal) no mobiliário urbano oitocentista da avenida levado a cabo pela própria CML de mãos dadas com uma marca de tintas ávida de publicidade.
Estamos perante mais uma obra planeada por Ressano Garcia. É outro arruamento emblemático da capital em crise, com graves problemas ambientais e em rápida transformação - raramente sinónimo de qualidade. Parece não existir a reflexão teórica prévia que a sua importância histórica naturalmente exige. Exemplo disso é a recente intervenção pueril (e ilegal) no mobiliário urbano oitocentista da avenida levado a cabo pela própria CML de mãos dadas com uma marca de tintas ávida de publicidade.
Fotos: Dois entre muitos condenados para demolição: R. Duque de Palmela 21 e R. Camilo Castelo Branco 25
Saturday, August 13, 2011
DEMOLIÇÃO INTEGRAL até na Praça da Estrela?
Mais um exemplo, proposto para demolição integral, desta vez em plena ZEP da Basílica da Estrela! A destruição do património arquitectónico do séc. XIX/XX não parece ter fim. O que restará de Lisboa se a CML e o IGESPAR aprovarem a demolição de todos estes imóveis correntes da Lisboa Romântica? Tomados isoladamente são banais e simples mas é no papel que desempenham num conjunto urbano que reside a sua importância para o bairro e cidade. Porquê demolir este prédio recuperável? Sabemos que é possível - e corrente nas cidades da Europa desenvolvida - reconverter, adaptar, remodelar, modernizar os interiores deste tipo de imóveis. Mas em Lisboa cada vez mais se opta pela lógica da tábua rasa, pelo apagar da memória colectiva. Lisboa é cada vez mais uma cidade anti-restauro, anti-conservação. E já são poucos os casos que consideram a outrora popular "solução" simplista e pueril da "manutenção da fachada" (salvo na Baixa e Chiado, por enquanto!). Afinal, tudo se reduz à especulação dos solos da cidade e à imposição de estilos de vida contrários à cidade histórica. E isso fica bem claro pelo modo como os proprietários estão a vender este prédio, considerado apenas como mero "lote de terreno" para construção nova:
«Edifício para demolição integral com projecto em apreciação na CML para 2 T4 Duplex com estacionamento. Área de construção 716 m2. Excelente localização.»
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