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Tuesday, March 2, 2010
Monday, May 18, 2009
A Nunes Correia faliu?

Se assim for, trata-se de mais uma machadada no comércio tradicional da Rua Augusta, que é o troço final do eixo fundamental de Lisboa, Avenida da Liberdade-Terreiro do Paço, que está a definhar a olhos vistos, sendo neste momento uma artéria que de nobre tem muio pouco, onde se trafica droga e óculos escuros à descarada; a pedincha é uma "indústria criativa"; e a CML assobia para o lado no que toca ao urbanismo comercial.
Mais a mais uma loja que já ia na 3ª geração, desde finais do séc. XIX.
Mais a mais uma loja com uns interiores lindíssimos, que importa preservar quanto antes.
Isto tudo numa semana em que a CML abre as portas do MUDE, na mesma rua. Triste.
Monday, April 20, 2009
Um centro comercial para o Rossio
In Público (20/4/2009)
«A Câmara de Lisboa aprovou há poucos dias um projecto de arquitectura que vai transformar o quarteirão onde se encontra a Pastelaria Suíça, no Rossio, num hotel de cinco estrelas.
Parece-me que esta não é a melhor foram de reabilitar e revitalizar a Baixa, porque uma unidade hoteleira daquela classe irá certamente funcionar, e não é difícil de prever, como um "clube de ricos", com porteiro à porta, no centro da cidade, isolado do resto da população. Se pensarmos que em vez do Centro Comercial Armazéns do Chiado se tivesse instalado um hotel de cinco estrelas naquele local, hoje provavelmente aquela zona da cidade teria uma menor circulação de pessoas, sobretudo à noite.
Os centros comerciais são hoje em dia espaços de convívio, por excelência, nos quais as pessoas se podem sentar às mesas para conversar, sem haver consumo obrigatório, o que agrada a quem tem poucas posses, e onde se pode tomar um copo ou uma refeição, fazer compras, ir ao cinema, estudar, namorar ou, muito simplesmente, comprar o jornal. Poderá parecer de mau gosto, principalmente a puristas e elitistas, a minha escolha para recuperar e dar nova vida à Baixa: O quarteirão em causa deveria ser transformado num centro comercial que tivesse um excelente projecto em que fossem mantidas as abóbadas do piso térreo, como no do que o vereador Manuel Salgado referiu aos jornalistas. Sim, um centro comercial que tivesse um excelente projecto, com abóbadas e esplanadas.
Mário Júlio,
Lisboa»
Uma boa ideia, só que redundante: o Rossio já é um centro comercial.
«A Câmara de Lisboa aprovou há poucos dias um projecto de arquitectura que vai transformar o quarteirão onde se encontra a Pastelaria Suíça, no Rossio, num hotel de cinco estrelas.
Parece-me que esta não é a melhor foram de reabilitar e revitalizar a Baixa, porque uma unidade hoteleira daquela classe irá certamente funcionar, e não é difícil de prever, como um "clube de ricos", com porteiro à porta, no centro da cidade, isolado do resto da população. Se pensarmos que em vez do Centro Comercial Armazéns do Chiado se tivesse instalado um hotel de cinco estrelas naquele local, hoje provavelmente aquela zona da cidade teria uma menor circulação de pessoas, sobretudo à noite.
Os centros comerciais são hoje em dia espaços de convívio, por excelência, nos quais as pessoas se podem sentar às mesas para conversar, sem haver consumo obrigatório, o que agrada a quem tem poucas posses, e onde se pode tomar um copo ou uma refeição, fazer compras, ir ao cinema, estudar, namorar ou, muito simplesmente, comprar o jornal. Poderá parecer de mau gosto, principalmente a puristas e elitistas, a minha escolha para recuperar e dar nova vida à Baixa: O quarteirão em causa deveria ser transformado num centro comercial que tivesse um excelente projecto em que fossem mantidas as abóbadas do piso térreo, como no do que o vereador Manuel Salgado referiu aos jornalistas. Sim, um centro comercial que tivesse um excelente projecto, com abóbadas e esplanadas.
Mário Júlio,
Lisboa»
Uma boa ideia, só que redundante: o Rossio já é um centro comercial.
Sunday, March 15, 2009
World-class city or grim ghost town?
in Financial Times, 7 March 2009
If the past few weeks have been devoted to dropping in on cities up and down the length of Asia, then this one has seen me stick closer to home. On Monday I jumped on the Eurostar to Brussels and found myself going through what’s become a ritual task of rethinking and redesigning the experience.
As I passed through the X-ray machine at St Pancras International, questions raced along the ridge of my forehead. Why does this rail service need a business lounge? Why are there silly airline-style cut-off times? Surely the joy of rail travel is being able to walk down the platform just as the doors close? Why am I paying for a mediocre meal when it would be better to have a well-stocked trolley or a proper dining car? And what about those seats? They were uncomfortable when the service was launched and they haven’t been updated, save for new upholstery.
At Brussels Midi rail terminal a fresh set of questions started swirling around. Who the hell designed this facility? (It’s poorly signed. Traffic flow is dreadful. And the lighting is cold and far too dim.) Who thought it acceptable to install just two bank machines for a major transport hub? And who were the contractors? Tiles were coming off the floor and the whole place offered a series of first impressions that suggested Belgium’s not that interested in warm welcomes and isn’t too fussed about what visitors might think about the place. Departure from the city’s airport five hours later reinforces this message with an equally complicated terminal layout. I was left with a set of impressions that made me wonder if it might not be time to review whether this is the most appropriate home for the EU.
On Wednesday I descended into Lisbon and had one of those final approaches in crosswinds that had me pining for the Eurostar. Anyone who had to fly in and out of the Portuguese capital midweek will agree it was not the airport’s finest hour, though I did step off the aircraft with renewed respect for Portuguese pilots and their abilities to land an aircraft sideways in fresh Atlantic gusts. The parade of “non-brand” enterprises lining the boulevards was a curious and refreshing sight. Of all the capitals in the old EU, Lisbon is perhaps home to the lowest number of multinational retail brands. Sure, there are branches of Zara and El Corte Inglés but the majority of the shops are local, family-owned enterprises that are so frozen in time they almost seem modern. And indeed many of them are. Before I left London I took stock of a couple of its main shopping streets and soon found myself a little depressed by the number of shuttered store-fronts, “closing down” and “final reduction” signs and the number of shop spaces that have real-estate broker signs fixed on the front that are just longing for someone to dial the numbers listed and make an offer.
Perhaps one of the most dramatic areas is in west London’s Notting Hill, where in certain stretches it seems like every second shop has closed for business and you get the feeling that it would only take a few more high-profile closures and the whole area could easily capsize. Over the past weeks government agencies and the odd think-tank have been spelling out the dangers of ghost-town Britain (you can quite easily insert Australia, Canada or the US here as well).
Apparently, whole town centres are teetering on the brink of collapse and countless neighbourhoods could soon tip from being pleasant zones of commerce to derelict no-go areas. Unfortunately, much of the discussion concerning the perils of the empty store-front epidemic and the potential solutions is coming too late. For too long, landlords have been happy to see their once interesting neighbourhoods fill with deep-pocketed chain stores that bring a more transient workforce (gone are the locals who might remember you if you go in every day), façades that are unsympathetic to the local look, and with the cash to take over a series of spaces and turn them into one superstore. Many local communities up and down the country have seen the arrival of national brands as a sign of progress and have ushered them in with much fanfare only to see them undercut Mom-and-Pop shops and then pack up for greener pastures when a better rent or location offer comes along. With the collapse of a host of high street names, landlords and local authorities are wondering if all those mediocre chain stores were such a good idea. As empty retail blocks become magnets for nasty, idle urchins, some councils are thinking it might be clever to use the empty spaces for youth centres. This is a bad idea as it does nothing to solve the bigger issue of bringing locally owned businesses back to the community, and gives the badly-behaved heating and a roof over their hoodies.
Which brings me back to Lisbon. Portugal may not be the biggest exporter of international brand names but it should work hard to preserve its strong culture of family-owned and operated businesses. This binds together communities and makes the city more interesting for visitors.
Tyler Brûlé is editor-in-chief of Monocle
Foto: Baixa, «World-class historic center or grim ghost town»? Largo da Boa Hora
Thursday, February 26, 2009
Monday, February 9, 2009
Tuesday, November 18, 2008
Que comércio para a Baixa? (2)
In Público 15.09.2007
António Sérgio Rosa de Carvalho
«A Baixa pombalina lisboeta e a dinâmica "Chindia"
A Baixa vive no presente uma crise profundíssima, que poderá levar a ser interpretada como "terra de ninguém"
Afinal, qual é a importância da Baixa pombalina para o património mundial, ocidental e europeu? Qual é o seu significado para Portugal, visto precisamente neste vasto contexto da história urbanística e das ideias?
A reacção do Marquês ao cataclismo transporta em si, através de uma estratégia sócio-política e de um método racional, uma vontade de aproveitar este desastre para conceber uma nova sociedade.
A Baixa, apesar da sua unidade tipológica, da sua racionalidade de composição no espaço, da sua estandardização dos métodos de produção, não abdica, através da grande tradição barroca, de um urbanismo monumental e simbólico, bem patente na alternância dos seus espaços públicos, das suas igrejas e praças, culminando este jogo espacial na grande Place Royale, grande espaço institucional, a que se decidiu de forma ilustrativa do projecto político-social chamar de Praça do Comércio.
A Baixa constitui, portanto, um décor de um projecto iluminista de reforma da sociedade, da criação de uma classe mercantilista e de uma dinâmica comparável às sociedades protestantes. A construção do décor cumpriu-se. O projecto sócio-político não.
A Baixa constitui, portanto, um grande monumento urbanístico, técnico, sociológico, e portanto, na perspectiva ocidental, um monumento civilizacional.
Ora, em toda a Europa, nos centros históricos desta importância, é aplicada uma estratégia de planeamento comercial, que determina as características e a qualidade do comércio a instalar por zonas.
A Baixa vive no presente uma crise profundíssima, de uma decadência híbrida, que poderá levar a ser interpretada como "terra de ninguém" pelas dinâmicas expansionistas do comércio global.
A pressão exercida nos pequenos espaços que vão vagando pela dinâmica "Chindia" é tremenda.
Interpretar este desafio numa perspectiva étnica é um absurdo ilustrativo de como algumas manifestações do "politicamente correcto", inibem e toldam o discernimento e a evidência.
Trata-se de determinar se as características de um certo tipo de comércio se enquadram na dimensão cultural e civilizacional de tão importante monumento. Daí a necessidade também de rigor nas actividades a desenvolver na Place Royale que constitui a Praça de Comércio, em virtude da sua carga simbólica e da gravitas que o seu peso institucional e dimensional implicam.
Citando aquilo que já afirmei num artigo anteriormente publicado no PÚBLICO: "A Baixa não é um "bairrozito". Apesar de decadente, é uma city europeia e foi assim que ela foi concebida."
Afinal, os representantes destas duas grandes e antiquíssimas civilizações estão no seu papel nesta nova dinâmica de expansão económica no contexto globalizante. Cabe-nos a nós desempenhar o nosso. Historiador de Arquitectura»
António Sérgio Rosa de Carvalho
«A Baixa pombalina lisboeta e a dinâmica "Chindia"
A Baixa vive no presente uma crise profundíssima, que poderá levar a ser interpretada como "terra de ninguém"
Afinal, qual é a importância da Baixa pombalina para o património mundial, ocidental e europeu? Qual é o seu significado para Portugal, visto precisamente neste vasto contexto da história urbanística e das ideias?
A reacção do Marquês ao cataclismo transporta em si, através de uma estratégia sócio-política e de um método racional, uma vontade de aproveitar este desastre para conceber uma nova sociedade.
A Baixa, apesar da sua unidade tipológica, da sua racionalidade de composição no espaço, da sua estandardização dos métodos de produção, não abdica, através da grande tradição barroca, de um urbanismo monumental e simbólico, bem patente na alternância dos seus espaços públicos, das suas igrejas e praças, culminando este jogo espacial na grande Place Royale, grande espaço institucional, a que se decidiu de forma ilustrativa do projecto político-social chamar de Praça do Comércio.
A Baixa constitui, portanto, um décor de um projecto iluminista de reforma da sociedade, da criação de uma classe mercantilista e de uma dinâmica comparável às sociedades protestantes. A construção do décor cumpriu-se. O projecto sócio-político não.
A Baixa constitui, portanto, um grande monumento urbanístico, técnico, sociológico, e portanto, na perspectiva ocidental, um monumento civilizacional.
Ora, em toda a Europa, nos centros históricos desta importância, é aplicada uma estratégia de planeamento comercial, que determina as características e a qualidade do comércio a instalar por zonas.
A Baixa vive no presente uma crise profundíssima, de uma decadência híbrida, que poderá levar a ser interpretada como "terra de ninguém" pelas dinâmicas expansionistas do comércio global.
A pressão exercida nos pequenos espaços que vão vagando pela dinâmica "Chindia" é tremenda.
Interpretar este desafio numa perspectiva étnica é um absurdo ilustrativo de como algumas manifestações do "politicamente correcto", inibem e toldam o discernimento e a evidência.
Trata-se de determinar se as características de um certo tipo de comércio se enquadram na dimensão cultural e civilizacional de tão importante monumento. Daí a necessidade também de rigor nas actividades a desenvolver na Place Royale que constitui a Praça de Comércio, em virtude da sua carga simbólica e da gravitas que o seu peso institucional e dimensional implicam.
Citando aquilo que já afirmei num artigo anteriormente publicado no PÚBLICO: "A Baixa não é um "bairrozito". Apesar de decadente, é uma city europeia e foi assim que ela foi concebida."
Afinal, os representantes destas duas grandes e antiquíssimas civilizações estão no seu papel nesta nova dinâmica de expansão económica no contexto globalizante. Cabe-nos a nós desempenhar o nosso. Historiador de Arquitectura»
Que comércio para a Baixa? (1)
Que comércio para a Baixa? (1)
Chegado por email:
«Caros Amigos,
Envio-lhes estes dois textos da minha autoria publicados no Público.
Eles ilustram a minha profunda preocupação em relação a este tema, tão importante para aquela que foi e que deveria continuar a ser a nossa zona de excelência no que diz respeito o comércio tradicional.
O "caso" da "Lua de Mel" é apenas mais um exemplo daquilo que está a acontecer todos os dias, de forma progressiva, na Baixa, temendo-se o pior com a Crise que se anuncia.
Basta compararmos a evolução positiva que toda a zona do Largo de S. Carlos, Rua Anchieta até ao Largo de S. Carlos com estabelecimentos como a "Brasserie Austriaca", o "Café do Chiado", a Loja do "EL Caballo" ( etc.)e diga-se de passagem a verdadeira loja de Artigos Turísticos dirigidos ao Turismo Cultural que constitui a Loja da Catarina Portas, com o que está já a contecer com os dois importantes eixos de rota turística que passo a descrever :
- O primeiro trata-se daquele que se inícia na Rua da Conceição (outrora zona consolidada de retrosarias e que já começa a apresentar as suas "brechas" e "rupturas" com a penetração do tipo de Comércio que descrevo nos meus textos ) e que se prolonga através do Largo da Igreja de S. António, passando pela Sé até ao Largo das Portas do Sol. Ora esta zona que tinha uma função de prestigio consolidada com Antiquários e outras lojas de artigos turísticos de qualidade, começa a ver nela instalados estabelecimentos do tipo descritos e carcterizados por mim nos meus textos.
- E que pensar da instalação de uma loja deste tipo num antigo Antiquário em plena Rua D. Pedro V ( Zona con função comercial de prestigio consolidada )entre os Antiquários tal como aconteceu ?
Tudo isto tem uma importância extraordinária para a imagem de Lisboa como produto europeu de Turismo Cultural que tem que ser baseado na Qualidade, Autenticidade e Criatividade !
Isto também ilustra uma ausência total de estratégia por parte da C.M.L. na área do Urbanismo Comercial com consequências graves para a nossa qualidade de vida no quotidiano, para o potencial turístico de Lisboa, dependente de Identidade e Autenticidade, e consequência de indeferença ou de total incompetência por parte da Câmara.
Um Abraço de António Sérgio Rosa de Carvalho»
Chegado por email:
«Caros Amigos,
Envio-lhes estes dois textos da minha autoria publicados no Público.
Eles ilustram a minha profunda preocupação em relação a este tema, tão importante para aquela que foi e que deveria continuar a ser a nossa zona de excelência no que diz respeito o comércio tradicional.
O "caso" da "Lua de Mel" é apenas mais um exemplo daquilo que está a acontecer todos os dias, de forma progressiva, na Baixa, temendo-se o pior com a Crise que se anuncia.
Basta compararmos a evolução positiva que toda a zona do Largo de S. Carlos, Rua Anchieta até ao Largo de S. Carlos com estabelecimentos como a "Brasserie Austriaca", o "Café do Chiado", a Loja do "EL Caballo" ( etc.)e diga-se de passagem a verdadeira loja de Artigos Turísticos dirigidos ao Turismo Cultural que constitui a Loja da Catarina Portas, com o que está já a contecer com os dois importantes eixos de rota turística que passo a descrever :
- O primeiro trata-se daquele que se inícia na Rua da Conceição (outrora zona consolidada de retrosarias e que já começa a apresentar as suas "brechas" e "rupturas" com a penetração do tipo de Comércio que descrevo nos meus textos ) e que se prolonga através do Largo da Igreja de S. António, passando pela Sé até ao Largo das Portas do Sol. Ora esta zona que tinha uma função de prestigio consolidada com Antiquários e outras lojas de artigos turísticos de qualidade, começa a ver nela instalados estabelecimentos do tipo descritos e carcterizados por mim nos meus textos.
- E que pensar da instalação de uma loja deste tipo num antigo Antiquário em plena Rua D. Pedro V ( Zona con função comercial de prestigio consolidada )entre os Antiquários tal como aconteceu ?
Tudo isto tem uma importância extraordinária para a imagem de Lisboa como produto europeu de Turismo Cultural que tem que ser baseado na Qualidade, Autenticidade e Criatividade !
Isto também ilustra uma ausência total de estratégia por parte da C.M.L. na área do Urbanismo Comercial com consequências graves para a nossa qualidade de vida no quotidiano, para o potencial turístico de Lisboa, dependente de Identidade e Autenticidade, e consequência de indeferença ou de total incompetência por parte da Câmara.
Um Abraço de António Sérgio Rosa de Carvalho»
Wednesday, October 1, 2008
Comércio incontornável (9)
«Tabacaria Mónaco: This narrow tabacaria (magazine and tobacco shop) opened in 1893 and has kept its original Art Nouveau look. Tiles from Rafael Bordalo Pinheiro and an adobe painting by Rosendo Carmalheira adorn the interior. You'll find a selection of international periodicals, guidebooks, and maps.»
(Foto e fonte)
Thursday, September 25, 2008
Comércio incontornável (8)

«“Agora é que ninguém vem cá comprar nada”. Todos os dias de manhã, Alberto Sampaio ouve as notícias na rádio enquanto faz a barba. Há vinte anos, a 25 de Agosto, falhou a rotina. Veio para Lisboa, no comboio de Cascais, e mal saiu no Cais do Sodré foi salpicado com água preta na camisa. Quando olhou para cima, para a cidade, percebeu o que metade do país já sabia: o Chiado estava a arder. E bem junto à zona onde trabalhava – na Joalharia do Carmo. “Passei a manhã sentado em frente da loja até abri-la da parte da tarde”, conta o comerciante de 66 anos. “Não apareceu nenhum"».
Fazia-se assim notícia no Diário Económico em Agosto passado, aquando da triste efeméride do último incêndio do Chiado. Parece mentira que assim seja porque esta joalharia é dos maiores achados lisboetas em matéria de filigrana, feita à mão, claro. Além do mais, é um belíssima loja, por dentro e por fora. De montra sem cuidada e montada com bom gosto.
(Foto)
Comércio incontornável (7)

«"Esta é a loja dos vícios”. A expressão é de Luís Alves, proprietário da ““Casa Macário”” que, não querendo deixar a frase tomar um mau sentido, lhe acrescenta o lema do estabelecimento: “damos mais e melhor sabor à sua vida”. Percebem-se, então, que se trata de “vícios” saudáveis, aqueles que não só alimentam o corpo como também a alma. Chocolates, café, chás, doces, vinhos, são tratados na “Casa Macário” com a atenção que merecem as coisas especiais. Atrás do grande balcão que se abre generosamente frente à porta da loja, há “uma tradição de receber, de explicar as coisas, de tratar os produtos como uma parte da cultura”, explica-nos Luís Alves.
Uma tradição que se iniciou em 1913, quando a “Casa Macário” abria pela primeira vez as suas portas, em plena Rua Augusta.»
Foto
Comércio incontornável (6)

«Todos os tipos de peixes, com muita pimenta. Quem quer levar um pouco de sabor português para casa pode dar uma passada na Conserveira de Lisboa (rua dos Bacalhoeiros, 34, tel. 351-21-887-1058). A casa tem dezenas de conservas: todos os tipos de peixes e ovas, com diferentes temperos e muita pimenta piripiri (atenção, é forte!). As latinhas com visual antigo são presentes simpáticos.»
Fotos
Thursday, August 7, 2008
Comércio Incontornável (5)

A 'Victorino de Sousa' é a hoje a única correeiria da Rua Correeiros! Pelo que me dizem tem os dias contados porque o novo proprietário do prédio quer fechar a loja para fazer do prédio, ao que se diz, um hotel. Foram-se os sapateiros, estão em risco as retrosarias, foram-se os fanqueiros, estão em risca os ourives da Prata e do Ouro, resta-nos o pechisbeque e o advento dos hotéis (quiçá de charme), em que a CML aposta como salvadores do estado da cidade. Puro engano (intencional?). Adeus ao último correeiro da Rua dos Correeiros? Ninguém quer saber das lojas de tradição e de carácter?
(Foto)
Tuesday, May 13, 2008
Comércio Incontornável (4)
Retrosaria Bijou (Rua da Conceição, Nº 91): «Planta rectangular estreita e profunda com divisão de dois espaços, o do atendimento ao público e armazém através de protas de madeira batentes. Balcão lateral que se estende no comprimento da loja integrando um conjunto de móveis pintados a cor cinzenta que forram o interior da loja. A fachada é caracterizada pela moldura do estilo "arte nova", que integra duas montras nos extremos e porta central. A decorar, nº de polícia e letreiro pintado a cinzento nos vidros da fachada. Na base, embasamento em mármore.»
Fotos: Sérgio Gonçalves
Tuesday, May 6, 2008
Comércio incontornável (3)


«Esta é uma das Pérolas de Lisboa que resiste ao comércio global. O estado de conservação (ou pelo menos o que acreditamos ser o estado de conservação do projecto original de 1941) é por si só insólito, e tem vindo a ser mantido e recuperado por uma gestão inteligente. A porta e montras em cobre, de linguagem modernista internacional valem por si só a pena. A consciência de ex-libris da Baixa já os fez conservar um espólio da antiga actividade de chapeleiros, que lhe dá um toque de bric-à-brac. Mas passa»
Fotos
Wednesday, April 16, 2008
Comércio incontornável (2)
Memento:
«Fica no Chiado, na Rua Anchieta, Nº 11 (a seguir à Livraria Bertrand), é a primeira (de muitas, espero!) loja d' Uma Casa Portuguesa, é uma lufada de ar fresco no comércio lisboeta, e ninguém consegue resistir a sair de lá de mãos a abanar. Além disso, a loja em si é fabulosa, pois é uma antiga fábrica de perfumes, da extinta "David & David". Um grande beijinho à CP, que ela merece!»
Thursday, April 10, 2008
Comércio incontornável (1)

Memento:
«Aberta a 22 de Outubro de 2005, a nova loja A Outra Face da Lua na Baixa tem uma cuidadosa selecção de roupa vintage, roupa costumizada por Carla Belchior, acessórios, papel de parede, brinquedos de lata, sapatos Melissa e produtos tradicionais portugueses tais como cerâmica Bordalo Pinheiro e sabão Clarim. Situada na rua da assunção, 22 o horário de funcionamento é de Segunda a Sábado das 10h às 19h. Para mais informações: baixa@aoutrafacedalua.com ou 21 886 34 30.»
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