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Monday, July 29, 2013

BBC: «Portuguese culture feels the pinch as arts budget slashed»

Na BBC: Portuguese culture feels the pinch as arts budget slashed
 
"We have to survive so we are looking everywhere - except towards our government which doesn't help us."

Portugal does not have a strong tradition of private cultural philanthropy, nor does it have many private foundations dedicated to supporting the arts.
 
With state funding halved, many theatres, operas, galleries have been left in a precarious state and cultural historian and former Culture Secretary Rui Vieira Nery wonders how they will recover.

"The cuts will have a tragic affect on all aspects of Portuguese cultural life," he argues.

"Remember that in Portugal we don't have sound cultural institutions - ours are rather recent and haven't been established deeply enough to survive these brutal cuts."

He goes on to remind me that for much of the 20th Century Portugal was stifled under a right-wing dictatorship, and when it emerged after a bloodless coup in 1974, more than 40% of the Portuguese people were illiterate.

"We've spent so much money in the last 25 years on developing the arts scene in Portugal, and now we have architects, artists, film directors and writers who are all internationally acclaimed.

"It's just such a terrible waste."
 
(...)
 
 
Foto: Palácio Nacional da Ajuda, sede do defunto Ministério da Cultura...

Saturday, August 18, 2012

O Estado da nossa Cultura: MUSEU DE SETÚBAL









Num anexo da Igreja do antigo Convento de Jesus (MN) funciona há vários anos a famosa Galeria de Pintura Quinhentista. O que estas imagens mostram só pode criar indignação e profunda tristeza.
 
A vergonhosa situação em que se encontra o edifício do Convento de Jesus é um autêntico murro no estomâgo de qualquer cidadão consciente do enorme valor nacional das colecções deste museu. Mas a demora do projecto de reabilitação/reconversão do convento em passar do papel para a realidade é, infelizmente, apenas mais um caso entre muitos pelo país fora  (outro exemplo vergonhoso é o do Museu de Beja).
 
A simples aproximação, entrada e visita da temporária (já quase permanente!) exposição na Galeria de Pintura Quinhentista constitui uma experiência sem qualquer dignidade, uma verdadeira vergonha nacional. Entramos por uma porta do tipo "oficina de reparação de automóveis" para dentro de um pátio repleto de sinais de degradação e obras abandonadas. Uma placa metálica do tipo das que vemos nas "auto-estradas" manda-nos subir por umas escadas ingremes que nos levam até uma bruta porta de grades. Nada nos sugere que estamos a entrar num museu que contém alguns tesouros nacionais de Portugal (e como será se um cidadão de mobilidade reduzida desejar visitar a Galeria?).
 
É necessário adquirir bilhete de ingresso para este Museu.  
 
Tão importante museu/colecção da cidade de Setúbal (e de Portugal!) merece, com certeza, um esforço maior de todos para que as coisas mudem. Esperamos que para breve se resolva de uma vez por todas a situação grave em que se encontra há demasiado tempo o Museu de Setúbal.

Sunday, August 8, 2010

ETNOLOGIA? NACIONAL? MUSEU?

Não, não houve nenhum engano com as imagens. Estas duas fotografias são mesmo do nosso Museu Nacional de Etnologia, na Av. Ilha da Madeira, em Lisboa. É do conhecimento público o insuficiente financiamento da Cultura em Portugal - mas o que vemos nas imagens vai mais além das políticas actuais da cultura. Estão assim "equipadas" as instalações sanitárias do Museu Nacional de Etnologia de Portugal. Caixas de cartão a servir de papeleiras, e outros objectos com idênticos padrões de qualidade. É assim um museu nacional da capital portuguesa. Alguém se lembra quantos milhões vai custar esse capricho do governo chamado «Novo Museu dos Coches»? E assim está Portugal em Agosto de 2010.

Mas que ninguém deixe de visitar o Museu Nacional de Etnologia por causa das suas instalações sanitárias! http://www.mnetnologia-ipmuseus.pt/Museu.html

Sunday, February 28, 2010

A Popular Arte de Abandonar: Museu de Arte Popular





A Popular Arte de Abandonar Património Arquitectónico em Portugal. Museu de Arte Popular, Belém. Propriedade do Estado, Ministério da Cultura. Se o Estado é o primeiro a dar este mau exemplo, como criticar os privados que abandonam património arquitectónico?

Friday, February 12, 2010

Prioridades Estratégicas do Ministério da Cultura: os personagens esquecidos

Ministério da Cultura - PRIORIDADES ESTRATÉGICAS:

EIXO 1

Reenquadramento do sistema de gestão dos museus tutelados pelo MC/IMC

1. 1 Transição faseada para as tutelas municipais, ou afectação a Direcções Regionais de Cultura, de alguns dos vinte e oito museus do MC/IMC, seleccionados com base em critérios patrimoniais e museológicos e assentes em contratos-programa.

1.2 Reprogramação e reabertura do Museu de Arte Popular.

1.3 Reprogramação e abertura do Museu dos Coches em construção nova.

1.4 Reprogramação e transferência do Museu Nacional de Arqueologia para o edifício da Cordoaria Nacional.

1.5 Constituição de uma rede integrada dos equipamentos culturais no eixo Ajuda/Belém, Lisboa, com as parcerias da autarquia e da Associação de Turismo de Lisboa.

1.6 Constituição de uma Rede Nacional de Reservas Arqueológicas, com a parceria estratégica do IGESPAR.

1.7 Decisão sobre o destino do edifício e das colecções da Casa-Museu Manuel Mendes (Belém, Lisboa)

1.8 Estudo de viabilidade e programação de uma nova unidade museológica dedicada à viagem, à língua e à diáspora do povo português.

1.9 Projecto de recuperação dos espaços do antigo Gabinete de História Natural da Ajuda(1764-1836), em parceria com o Instituto Superior de Agronomia.

Estranhamos a ausência dos seguintes personagens neste cenário planeado pela nova Ministra, como por exemplo:

1-Museu do Chiado (ainda não há data para o início das obras de alargamento do único museu nacional de arte contemporânea do país; desde a sua abertura, em 1911, que se fala na necessidade de aumentar o espaço de exposição!)

2-Museu da Música (instalado num anexo de uma estação de Metro desde 1994; aguarda por uma casa definitiva desde a sua inauguração em 1911!)

3-Museu / Instituto da Arquitectura (Portugal é o único país da UE que ainda não tem uma instituição desta natureza!)

4-Museu de Etnologia do Porto (encerrado desde 1992 porque o Palácio de S. João Novo, onde se encontra instalado, precisa de uma intervenção profunda; ainda sem data para obras!)

Porque continuam esquecidos estes personagens maiores da Cultura Nacional?

Foto: Maqueta de Rigoletto da autoria de Tomás Alcaide, 1964 (Museu da Música)

Tuesday, December 15, 2009

Museu de Arte Popular vai reabrir em 2010

O Museu de Arte popular, em Lisboa, vai reabrir em 2010 no edifício onde originalmente funcionou, na zona de Belém, afirmou hoje a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.

O Museu de Arte Popular "é para manter-se tal como estava e para o qual foi concebido, dedicado à arte popular portuguesa", disse Gabriela Canavilhas à agência Lusa no final da inauguração de uma nova sala de ensaios do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.

A decisão contraria, assim, a decisão das anteriores tutelas do Ministério da Cultura de adaptar o edifício do antigo Museu de Arte Popular para acolher o futuro Museu da Língua Portuguesa.

Segundo Gabriela Canavilhas, o objectivo é reabrir o Museu de Arte Popular até ao final de 2010, inserindo-o nas comemorações do centenário da República, e nos próximos meses serão desenvolvidos os projectos museológico e museográfico. "Os espaços têm uma vida própria, os conteúdos que se decidem para os espaços têm que ter em conta o espírito do lugar. E aquele espaço foi concebido para receber o espólio e contar a história da nossa arte popular e todo ele está direccionado nesse sentido", justificou a nova ministra da Cultura. Gabriela Canavilhas escusou-se a revelar quem assumirá a direcção do renovado Museu de Arte Popular, referindo que a decisão caberá ao Instituto dos Museus e da Conservação.

O Museu de Arte Popular, com projecto do arquitecto Jorge Segurado, foi fundado em 1948 e actualmente o seu espólio, com cerca de cinco mil peças, está depositado no Museu Nacional de Etnologia.Para o edifício, numa zona privilegiada de Belém junto ao rio Tejo, foi anunciado o futuro Museu da Língua Portuguesa, com a remodelação a ser enquadrada na requalificação da frente ribeirinha de Lisboa pela Sociedade Frente Tejo.

Quanto ao Museu da Língua Portuguesa, Gabriela Canavilhas referiu que faz mais sentido que seja concebido num outro espaço e no contexto de um Museu da Viagem, dedicado aos Descobrimentos, já anunciado pela tutela anterior. "Do meu ponto de vista, a Língua Portuguesa deve ser associada à expansão da cultura portuguesa no mundo e a todo o fluxo da saída dos portugueses para o resto do mundo levando com eles a língua", disse."Será um projecto comum da língua e da cultura portuguesa no mundo", referiu, sem adiantar mais pormenores.

A hipótese de adaptar o espaço do Museu de Arte Popular para o Museu da Língua Portuguesa foi largamente contestado este ano por um movimento cívico, que exigia a reabertura do processo de classificação do edifício e a reabertura ao público.Desse movimento cívico faziam parte a museóloga Raquel Henriques da Silva, a artista plástica Joana Vasconcelos, o crítico de arte Alexandre Pomar, entre outros. (in PÚBLICO 3-12-2009)
NOTA: E para quando as obras de expansão do Museu do Chiado?

Monday, December 22, 2008

ROSSIO: o mega cenário autista da «Jogos Santa Casa»



Mais algumas imagens das insensíveis «Decorações de Natal» que a Jogos Santa Casa e a CML prepararam para desfigurar o Rossio até Janeiro. E, afinal, esta gigante construção kitsch que tapa completamente a base do monumento a D. Pedro IV, não teve parecer do IGESPAR/Ministério da Cultura. Eis a resposta do IGESPAR ao nosso pedido de esclarecimentos:

«Exmo. Sr.

Em resposta ao seu email, informo que não deu entrada neste Instituto qualquer pedido de parecer sobre as decorações de Natal a que se refere.

No entanto, solicitámos informação à Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo.

Com os melhores cumprimentos,

Cíntia Pereira de Sousa

Assessora da Direcção
IGESPAR, IP»

Nada de novo. Mais um exemplo da República das Bananas? E agora? Os responsáveis pela classificação e salvaguarda dos Monumentos Nacionais vão fazer respeitar a lei? As fotos provam que apesar dos protestos - e até da irregularidade da falta do parecer obrigatorio do IGESPAR - ainda ninguém se levantou da cadeira para «defender» o património classificado. Não há a menor dúvida a quem pertence a Baixa durante o Natal.