Carteiristas detidas em flagrante quando roubavam turista
Monday, June 25, 2012
Colina do Castelo: Carteiristas detidas em flagrante quando roubavam turista
Carteiristas detidas em flagrante quando roubavam turista
Thursday, April 8, 2010
Entrevista ao Arquitecto Manuel Salgado
Para quê?
Para reinvestir.
Em quê?
Por exemplo, para reabilitação do Bairro Padre Cruz e da Mouraria, que têm candidaturas ao Quadro de Referência Estratégico Nacional mas só para metade do investimento. Ou seja, vendem-se palácios para recuperar bairros degradados. E não só. Espaço público, equipamentos, escolas.
É legal o município passar a exigir aos promotores imobiliários que uma percentagem dos fogos que coloquem no mercado seja a custos controlados?
A Lei dos Solos prevê-o expressamente. E já a temos contemplada no projecto do novo Plano Director Municipal, que está pronto. Se a situação actual se mantiver, o mercado imobiliário desaparece em Lisboa. As pessoas não têm capacidade de pagar as rendas nem os valores de venda. E é garantido que, a prazo, as taxas de juro dos empréstimos vão subir. Estamos a tentar encontrar o ponto de equilíbrio que permita, sem pôr em crise o sector, criar uma oferta de habitação acessível a um leque mais vasto de pessoas. Lisboa vive uma situação absolutamente dramática em termos de falta de população. E também distorcida: temos um pouco menos de meio milhão de habitantes e 26 mil fogos municipais. Mais de metade destas 500 mil pessoas não pertencem à população activa. Só para se ter uma noção da gravidade da situação, Barcelona tem 1,7 milhões de habitantes e nove mil fogos municipais de habitação social.
É uma cidade de velhos...
...de velhos e de pobres, à qual afluem diariamente mais pessoas do que aquelas que cá vivem. As receitas municipais têm vindo a diminuir nos últimos dez anos por via da saída de empresas e de gente. É indispensável um consenso entre todas as forças políticas para pormos em prática medidas que invertam esta tendência.
E que percentagem dos fogos será a custos controlados?
Falou-se em 25 por cento e pode ser um ónus temporário, no caso dos arrendamentos. A partir de determinada altura o imóvel poderia ser posto no mercado livre.
Quando entrará a medida em vigor?
Espero que o novo PDM seja aprovado no início do ano que vem.
Como está a revitalização da Baixa?
É, porque o Igespar fez parte da equipa que elaborou o plano e definiu as regras de transformação do edificado, o que nos vai permitir licenciar obras mais depressa. Depois de o plano aprovado, só os edifícios que são monumentos nacionais é que têm de ter parecer do Igespar, que é o caso do Terreiro do Paço e do Teatro D. Maria. Também foi definido qual o comércio de tradição que tem de ser mantido. Muita da arquitectura de interiores das lojas da Baixa foi destruída. O plano ainda vem a tempo de salvar o que quer que seja? Vem. Mais do que planos que funcionem como instrumentos de polícia, necessitamos de outra cultura de abordar a cidade. Por exemplo, a loja Casa Portuguesa afirma-se pela valorização dos móveis antigos, das estantes antigas, de um determinado carácter que distingue a loja, para além dos produtos que vende. A Confeitaria Nacional está impecável. Isto parte muito da cultura dos próprios comerciantes.
Mas se essa cultura não existe...
Também é difícil impô-la.
Houve uma redução de trânsito na Baixa por causa do novo plano de tráfego?
Exactamente. E agora vai ter de ser aperfeiçoado para reduzir mais o ruído. Vamos alargar os passeios das ruas do Ouro e da Prata. Ainda temos de reduzir 25 por cento do actual volume de tráfego.
Quando é que vamos poder chegar ao castelo de elevador?
Uma vez que a obra está em curso, em meados do ano que vem.
Espero que, o mais tardar, em 2012. Outro projecto que espero que avance em breve é a criação de um pólo do Museu de Serralves na Praça do Município. O BPI é sponsor de Serralves e tem uma antiga dependência neste local.
Há mais novidades na Baixa?
A Loja do Cidadão dos Restauradores vai ser transferida para um prédio no cruzamento da Rua dos Fanqueiros com a Rua do Comércio. Por outro lado, queremos criar um espaço para expor o que de melhor se faz nas novas tecnologias em Portugal. Estamos à procura de um edifício na Baixa para instalar uma "megastore da inovação", que será uma parceria da câmara com outras instituições. O novo pavimento do Terreiro do Paço está quase pronto.
O que fica a faltar na praça?
A limpeza das fachadas, o restauro do Arco da Rua Augusta e a utilização dos pisos térreos.
E os estabelecimentos comerciais previstos para as arcadas do Terreiro do Paço?
Houve um primeiro estudo que deixava muito a desejar. Neste momento está a ser feita outra abordagem. Mas o que a câmara entende é que é urgente que seja definido o perfil dos estabelecimentos que ali vão ser instalados. Estando o espaço público concluído, é urgente que aqueles grandes passeios sejam usados com esplanadas, com sítios para as pessoas estarem. A praça vai ficar lindíssima. E é possível instalar algumas esplanadas sem que isso implique obras. Podem ali ser colocados uns belos quiosques, como o que está no Camões.
Que mais?
A Sociedade Frente Tejo terá de apresentar à câmara um projecto de urbanismo comercial, para aprovarmos. Sei que estão a tentar apostar mais na restauração e em determinado tipo de lojas-âncora. Mas o maior problema era o modelo de gestão a adoptar. É sobre isso que estão a ser exploradas hipóteses. Haverá áreas destinadas a usos culturais, restauração, livrarias, lojas de produtos nacionais...
Friday, March 5, 2010
Esta cidade não é só para velhos
Friday, May 22, 2009
Elevador para o castelo arranca em Agosto
Oito anos após ter sido abandonado devido às vozes contra da opinião pública, o projecto da ligação em elevador da Baixa ao Castelo de São Jorge, em Lisboa, foi reformulado e começa a ser construído já no mês de Agosto.
A ligação irá fazer-se por um primeiro elevador colocado num prédio devoluto no começo da Rua dos Fanqueiros, que terá uma saída [ao nível do último piso] para o Largo Adelino Amaro da Costa. Depois, um outro elevador dentro do Mercado do Chão do Loureiro estabelece a restante ponte com a cota do castelo.
Segundo o vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) já deu um parecer positivo ao projecto. "É uma obra que se insere no plano de acesso às encostas. O 'Mobilidade Suave", adiantou.
Além do elevador, o mercado integrará ainda um parque de estacionamento em silo automóvel, um supermercado e um restaurante panorâmico [ver pormenores na caixa ao lado]. Trabalhos que serão custeados pela Empresa Pública Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), à excepção do mecanismo de ligação ao castelo.
Fonte da empresa adiantou, ao JN, que a "transformação do mercado - actualmente sem actividade - em silo automóvel remonta ao mandato de Santana Lopes, tendo sido adjudicado à construtora Soares da Costa, em 2006". "Essa obra arranca em Agosto e o Município assume o custo relativo aos elevadores", disse a mesma fonte.
A Câmara aprovou anteontem a transferência de 380 mil euros para a EMEL, correspondentes ao projecto de inclusão dos elevadores no projecto.
In JN
Thursday, May 21, 2009
Câmara entrega à EMEL obra do elevador para o Castelo
«A Câmara de Lisboa aprovou hoje o estabelecimento de um contrato-programa com a EMEL para a criação dos elevadores de acesso ao Castelo, situados num edifício da Rua dos Fanqueiros e no Mercado do Chão do Loureiro
O contrato envolve uma transferência de 380.400 euros e inclui também a conversão do mercado do Chão do Loureiro em silo automóvel, a requalificação urbana do Largo Adelino Amaro da Costa, da zona envolvente ao mercado e do percurso até à cota do Castelo de São Jorge.
A proposta foi aprovada com os votos contra do PSD e dos Cidadãos por Lisboa, a abstenção de Lisboa com Carmona e do PCP e os votos favoráveis do PS e do vereador José Sá Fernandes.
O piso térreo do mercado irá acolher um supermercado e último andar um restaurante panorâmico, referiu o presidente da Câmara, António Costa (PS).
Estas obras foram eleitas pelo executivo como projectos-âncora da revitalização da Baixa-Chiado.
A vereadora social-democrata Margarida Saavedra questionou a oportunidade de a autarquia gastar cinco milhões de euros «numa obra deste calibre», considerando que as verbas provenientes do Casino deveriam ser canalizadas para a requalificação do espaço público.
Margarida Saavedra sublinhou ainda que em 2006 a EMEL (Empresa Pública de Estacionamento de Lisboa) tinha atribuído à Soares da Costa a empreitada de transformação do mercado do Chão do Loureiro num parque de estacionamento.
«Que obras vão adjudicar? A de 2006, a nova?», questionou.
A vereadora comunista Rita Magrinho considerou, por outro lado, que a obra «não tinha que ter enquadramento na EMEL».
«Não nos parece que nos estatutos tenha essa competência», argumentou.
«Estamos de acordo com soluções para acesso facilitado ao Castelo. Reservamo-nos para quando a proposta de empreitada vier à Câmara», acrescentou.
Lusa / SOL»
Friday, May 15, 2009
4ª F, vai a discussão de CML:


Trata-se do projecto de acesso mecânico previsto no âmbito da mobilidade na Baixa (e uma das 4 justificações para a suspensão do PDM na Baixa) e que é uma batalha de há muito, do Arq. Alves Coelho, do Arq. Tudela, entre outros, hoje reformados da CML … e que o Fórum Cidadania Lx pegou em tempos.
Só que isto que a CML apresenta agora é ... NADA.
Poderá servir para manchete publicitária mas:
1. Não resolve minimamente o acesso ao Castelo. Pois a ideia/projecto original previa o acesso por escada rolante dentro da plataforma/maciço da praça central do castelo onde está a estátua de D.Afonso Henriques. Este projecto diz zero sobre isso (podia-se inclusive usar um terreno sem dono na matriz que existe mesmo em frente ao Chapitôt).
2. A ideia inicial era usar-se sempre escadas rolantes (dentro do edif. da Rua Fanqueiros/R.Madalena e lado a lado no mercado/silo automóvel, nas Escadinhas aí existente. Mas nunca, por nunca fazer-se elevadores de carregar no botãozinho (implica tempo de espera, filas de pessoas, insegurança, etc.) o que NÃO SERVE OS MORADORES. As escadas possibilitam que se possa apanhá-las continuamente, sem tempo de espera e com muito maior capacidade de carga. Implica manutenção, sim, claro, e depois?
Além do mais, o desenho apresentado por este projecto é feio, pois faz nascer um corpo, ainda que transparente, paralelo à fachada lateral do edifício do mercado, que inclusivamente será um obstáculo às vistas desde a esplanada no cimo das escadinhas.
Além disso, na introdução, faz referência à requalificação do Lg.Amaro da Costa (que neste momento é um local para estacionar, apenas isso, e que não tem uma única árvore e um simples elemento que o valorize em termos de espaço público), mas depois nada diz de concreto sobre ele.
À parte estes aspectos, há um outro, a montante do problema: por que carga de água a EMEL está metida nisto?
Wednesday, March 26, 2008
'Projectos estruturantes' (1): Acesso ao Castelo

Como parece que há uma grande confusão quanto à 'solução final' para facilitação do acesso ao Castelo desde a Baixa, passando por São Cristóvão e São Lourenço, aqui deixo alguns esclarecimentos que, sujeitos a confirmação pelos directamente interessados, poderão ajudar a deslindar alguns equívocos. Aqui vai:
Por alturas da obsessão de João Soares em 'importar' o elevador (Mecano, diga-se) de Santa Catarina, no Brasil, para o Boarratém, uma dupla de colegas da CML, os Arq. Tudela e Arq. Alves Coelho, decidiram desenhar uns 'bonecos' em jeito de provocação e laracha ao elevador a 'importar'. Tudela desenhou um funicular, Alves Coelho, um sistema de escadas rolantes por dentro de prédios (na Rua dos Fanqueiros e na Rua da Madalena) e da própria plataforma que sustenta o Castelo de São Jorge. Ambas as ideias apresentam dificuldades e são polémicas, como é óbvio. Mas são apenas ideias. Não há nenhum projecto, salvo prova em contrário.
Tal como não há nenhum projecto, e penso que nem ideia sob a forma de desenho, ou laracha, sobre o tal sistema de 'elevadores públicos', dentro do Mercado de Chão do Loureiro, o que poderá chocar, inclusive, com a transformação, desejada por todos (?), do mercado em silo para automóveis.
Não estou a ver como é que elevadores no edifício do mercado (irão, eventualmente, desde o plano do Largo do Caldas à Rua da Costa do Castelo) podem resolver o problema do acesso pedonal ao Castelo. E as filas de espera que se criarão de certeza? E os elevadores avariados? Qual a capacidade dos elevadores? Serão seguros? Videovigilância? 'Pinga, pinga'?
Creio que a melhor solução será a das escadas rolantes, com os seguintes troços:
1. Por dentro de prédio da Rua dos Fanqueiros (propriedade da CML e actualmente devoluto), do piso térreo desta rua para o piso térreo da Rua da Madalena (não é nada por aí além).
2. Transformação das escadinhas do Largo da Rosa e/ou das do Chão do Loureiro em escadas rolantes cobertas (exequíveis e completamente despercebidas, com solução estética compatível) até à Rua da Costa do Castelo.
O funicular implicará demolições na malha urbana. Haverá outras soluções, a começar por um serviço de navettes, grátis para moradores, desde cá de baixo até lá acima (faz-se em Capri, de e para Anacapri, por exemplo). Elevadores é que não me parecem uma grande escolha, nem a solução final; muito menos que justifiquem a suspensão de artigos do PDM. Mas é a minha opinião, claro, não mais que isso.