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Tuesday, June 28, 2016

Cais do Sodré: as Árvores e as Obras Municipais




Cais do Sodré: as Árvores sem qualquer medida de salvaguarda apesar de estarmos perante "Obras Municipais". Um mau exemplo!

Monday, December 1, 2014

PUBLI-Cidade: Cais do Sodré

...é assim em «ROMA CAPITALE» quando faz restauro de monumentos!
 ...e é assim que se faz restauro de monumentos em Lisboa capital!
 Rua do Alecrim / Cais do Sodré, vista do impacto da publicidade
E assim vai ficar o Monumento ao Duque da Terceira nos próximos 90 dias!

Saturday, November 22, 2014

PUBLI-Cidade: Rua Bernardino Costa

Mais um exemplo da total anarquia na área do Cais do Sodré com telas de publicidade, ILEGAIS, publicitando marcas de cerveja, instaladas nos vãos de imóveis pombalinos classificados de MIP. Lisboa, de joelhos a lamber as marcas de cerveja... Lisboa cada vez mais uma capital do alcool?

Sunday, August 4, 2013

PASSEIOS DE LISBOA: Jardim / Cais do Sodré

Estes motoristas de autocarros de turismo sabem estacionar na perfeição nos passeios do jardim do Cais do Sodré - afinal, já são muitos anos de experiência. Reparar na perfeição do estacionamento, com os dois veículos absolutamente paralelos ao lancil (pobres lancis que têm de aguentar aquelas toneladas todas!). Quem estava na paragem do autocarro mesmo em frente assistiu às lentas mas confiantes manobras de estacionamento - assim tão bem estacionados não prejudicam em nada a circulação dos automóveis naquele local... Os peões? A faixa de rodagem é bastante larga, cabem todos! Em Lisboa os peões são cidadãos de segunda, naturalmente.

Monday, November 15, 2010

S. Paulo pombalina: decadente, suja, esquecida, arruinada

A área da freguesia de S. Paulo é, em termos urbanos, das mais interessantes de Lisboa. Pela proximidade do rio, do Cais do Sodré, da estação de comboios, pelos dramáticos viadutos pombalinos da Rua do Alecrim e por todo o desenho urbano pombalino ainda bastante intacto. Mas apesar destes ingredientes, em teoria mais do que suficientes para a existência de um extraordinário bairro histórico europeu, o bairro está mais morto que vivo. Porque está quase tudo degradado, em ruínas decadentes e sujas. É um cenário de doença, aflitivo e deprimente. É a capital Lisboa no seu pior. Porque razão a República Portuguesa se mostra insensível, e tão incapaz, de curar, dar vida, numa palavra, HABITAR este notável bairro da capital?

Toda esta zona ribeirinha de Lisboa foi profundamente atingida pelo terramoto de 1755, tendo sido totalmente refeito o seu traçado urbano sob desenhos da Casa do Risco, criando-se uma praça rectangular com chafariz/obelisco central - a Praça de São Paulo. Na cabeceira poente da praça ergueu-se a paroquial, obra dirigida por Remígio Francisco de Abreu, assistente de Eugénio dos Santos. Atrás da praça, junto ao rio, criou-se em 1771 o novo mercado de S. Paulo, também chamado da Ribeira Nova.

A família do Marquês de Pombal possuía algumas propriedades nesta zona, tendo reconstruído os seus prédios, como aquele que fecha a praça a nascente, iniciativa do irmão de Pombal, Paulo de Carvalho e Mendonça. Deste facto resultou a designação toponímica da Rua Nova do Carvalho. Nesta zona há a destacar o grande quarteirão conhecido como Prédio dos Remolares erguido pelo Morgado de Oliveira, futuro Conde Rio Maior, genro do Marquês de Pombal.

Fotos: Travessa do Carvalho, Rua do Alecrim, Largo dos Stephens, Largo do Corpo Santo

Friday, November 5, 2010

«AVENIDA» 24 DE JULHO?

As placas toponímicas dizem que é uma «AVENIDA»... No séc. XIX foi de facto pensada como grande boulevard arborizado à beira rio para passeio dos lisboetas. Foi por aqui também que passou a primeira linha de eléctricos da capital. Mas como chegou aos nossos dias? Reduzida a uma espécie de IP dentro da cidade. É apenas um arruamento em que os automóveis são imperadores. Já repararam nos micro passeios? Todos concordam, esta avenida tem excesso de faixas de rodagem. Quando uma cidade, capital, deixa as suas avenidas serem transformadas nisto, é porque o estilo de vida dominante está esgotado, podre, obsoleto. A Avenida 24 de Julho está doente. E enquanto Lisboa mostrar arruamentos com estes agudos sintomas, Lisboa está doente.

Wednesday, October 21, 2009

MONUMENTO NESTLÉ




O que têm em comum a Praça do Comércio, A Praça da Figueira, o Largo do Calhariz e a Estação do Cais do Sodré? Não, não é só o serem imóveis classificados pelo Estado Português. Todos têm um «Monumento Nestlé». A imagem mostra o quiosque que aterrou junto ao Padrão dos Descobrimentos na zona monumental de Belém (do outro lado existe um quiosque da "Olá", igualmente kitsch e de mau gosto). As marcas de gelados, tal como as de cerveja, estão cada vez mais agressivas nas suas campanhas de marketing e publicidade. Equipamentos muito intrusivos e ruidosos como estes quiosques exigem novas regras da parte do Pelouro do Espaço Público da CML.

Saturday, September 26, 2009

POSTAIS DA BAIXA: quiosque no Cais do Sodré



Mais alguma coisa para instalar no passeio? Ainda lá cabe um carro (dos pequenos), uma barraca de gelados, um mupi da Jcdecaux e um cartaz de propaganda. Sugestões? Isto é que é espaço público com qualidade de vida!

Tuesday, August 4, 2009

Arquitectos projectam Ribeira das Naus "contemporânea" mas que revela a história

Arquitectos projectam Ribeira das Naus "contemporânea" mas que revela a história

In Público - 04.08.2009, Inês Boaventura

Criar dois prismas relvados com a forma das rampas varadouro e desaterrar as docas seca e da Caldeirinha, sobre a qual haverá uma ponte automóvel e pedonal, são algumas das ideias

Criar um novo espaço verde entre o Cais do Sodré e o Terreiro do Paço onde os utilizadores possam estabelecer uma relação "informal" e "descontraída" com o rio, proporcionando-lhes em simultâneo a hipótese de acederem a uma espécie de "óculo vertical" que revele a história do lugar, é uma das intenções que justificam a proposta dos arquitectos paisagistas João Nunes e João Gomes da Silva para transformar a zona da Ribeira das Naus.

O estudo prévio encomendado pela sociedade Frente Tejo aos ateliers PROAP e Global está concluído e já foi apresentado à Câmara de Lisboa. Prestes a arrancarem com o projecto de execução, os arquitectos dizem que o seu maior medo é que não haja debate e sublinham as vantagens de se avançar até à solução final "de forma muito dialogante".

"Lisboa contacta directamente com o rio em pontos muito exíguos", começa por explicar João Nunes, acrescentando que "isso faz com que a Ribeira das Naus seja um sítio tão inacreditavelmente singular". Tirando o Parque do Tejo e Trancão, que fica no Parque das Nações e foi projectado pelo gabinete do qual é director-geral, o PROAP, o arquitecto não se recorda de qualquer outro sítio "feito com o propósito de ligar a cidade ao rio".

Espaço "descontraído"
A frente ribeirinha entre o Cais do Sodré e o Terreiro do Paço será, segundo João Nunes, "sobretudo um espaço verde, descontraído", onde lisboetas e visitantes poderão estabelecer "um contacto informal, livre", com o Tejo. Para isso haverá "dois prismas relvados" junto aos edifícios da Marinha, numa evocação das rampas varadouro, outrora utilizadas pelas embarcações. Na margem do Tejo, contida entre dois pontões, haverá uma espécie de praia, uma rampa em pedra que, como explica João Gomes da Silva, constituirá "um plano suave que vai descendo para dentro de água".

A circulação automóvel passará a ser feita entre a praia e as duas plataformas relvadas. Os carros transitarão em duas vias paralelas ao rio, assinaladas dentro de uma mancha ziguezagueante em calçada de basalto com um recorte que corresponde à antiga linha de costa do local, cuja vocação industrial e naval só foi transformada nos anos 40 do século XX com o rasgar da Avenida Ribeira das Naus. A ideia, sintetiza João Nunes, é que este seja um espaço "fundamentalmente pedonal", no qual os carros circulem a uma velocidade baixa.

O "uso" da frente ribeirinha entre o Cais do Sodré e o Terreiro do Paço, sublinha João Gomes da Silva, será "perfeitamente contemporâneo", mas isso será feito em paralelo com a intenção de "revelar uma série de elementos históricos da cidade". Nesse sentido, será posta a descoberto a doca seca (construída em 1790) da qual actualmente apenas uma pequena parte está exposta, mas que os arquitectos esperam que esteja "íntegra". Também a estrutura da Doca da Caldeirinha, que de acordo com João Gomes da Silva foi "um dos elementos mais persistentes" deste lugar e remonta a 1500, vai ser retomada, passando a "assinalar o hiato" entre a Ribeira das Naus e o vizinho Terreiro do Paço, ultrapassável através de uma ponte para automóveis e peões.

Tuesday, April 8, 2008

«Frente Ribeirinha: Câmara discute plano que prevê investimento de 165 milhões»

O documento é 'bonito' e tem alguns pontos bem conseguidos. Mas, também tem umas coisas estranhas ... a começar por umas tais de 'rótulas de tráfego', certamente copiadas do Brasil, e que, dado a iminência do acordo ortográfico, os autores do estudo (a auto-elogiada Parque Expo) se esqueceram de traduzir. A ideia é semear rótulas por tudo quanto é sítio, nos chamados 'estrangulamentos'. À parte a bizarria, há outras coisas que convém esclarecer, desde já:

a) 1/2 Hotéis no Terreiro do Paço, nos edifícios do MAI (edif. entre a Rua do Ouro e a Rua do Arsenal/esquadra por detrás dos Paços do Concelho) e do MJ (edifício que ladeia o Arco). Que alas? Todos os andares? Que hotéis? Quantos quartos?

b) Parques de estacionamento subterrâneo no Largo do Corpo Santo e no Campo das Cebolas; sob o novo Museu dos Coches e sob o Jardim Vasco da Gama parece-me um exagero. Está-se a recuperar a Baixa e a Frente Ribeirinha para os carros? Para o négócio de quem constrói e/ou explora os parques? Não aprendem?

c) Construir-se uma passagem viária subterrânea defronte à estação ferroviária de Belém parece-me uma ideia rocambolesca e contraproducente (mais vaia terem deixado aberta a cancela e deixado lá estar o polícia sinaleiro (era mais castiço e não poluía visualmente). Passagens inferiores, só para peões.

d) Construção de um 'equipamento cultural' na Doca da Marinha, entre o Cais do Sodré e o Terreiro do Paço, é perigoso. Construção? Deixem aquilo liberto de monos, S.F.F.

e) Afinal de contas, a APL e o documento voltam a reafirmar o 'moderno terminal' de cruzeiros de Santa Apolónia como 'indispensável' para todo o objectivo. Alguém consegue entender porque razão os terminais da Rocha Conde d'Óbidos e a Gare Marítima de Alcântara não são passíveis de ser remodeladas e modernizadas? Não serão essas zonas mais funcionais para a atracagem de turistas? Para autocarros? Para uma visita a Lisboa, entrando pela porta de entrada e não 'caídos de pára-quedas' num bairro como Alfama? Não aprendem, mesmo.

Estar-se a afirmar, por todo o texto, que convém reaver para o Terreiro do Paço a sua centralidade política e depois colocar-se 2 hotéis lá, parece-me contraditório. Mas há mais contradições: o modelo Expo não é, como o texto indica, um sucesso. É um 'flop', urbanisticamente falando. Muito menos, as construções monolíticas do Cais do Sodré, das agências europeias, são uma nova centralidade do que quer que seja, nem um exemplo de boas práticas, é todo o contrário.


In Sol Online