Showing posts with label conceito de mobilidade na Baixa. Show all posts
Showing posts with label conceito de mobilidade na Baixa. Show all posts

Friday, June 26, 2015

Eléctricos: Mais para os Turistas, Menos para os Lisboetas


É cada vez mais frequente o uso por parte da CARRIS de material circulante dos electricos clássicos para fins meramente turisticos. 

Ontem, na Rua da Conceição, dia 25 JUNHO de 2015 pelas 15.30 passaram 4 electricos seguidos em serviço de «aluger».

Considerando que nós os utentes do electrico 28 estamos a perder qualidade no serviço devido à invasão insustentável por parte de turistas, é pois lamentável que a CARRIS continue a utilizar material circulante para uso exclusivo dos turistas em prejuízo dos moradores de Lisboa.

De igual forma é lamentável que a CARRIS esteja a utilizar parte dos carris do antigo electrico 24 também para mais um serviço destinado aos turistas.

Tanto interesse e investimento na direcção do "turista" e tão pouco investimento no serviço de transporte público. E assim se contribui irresponsavelmente para o conflito crescente entre turistas e residentes em Lisboa.

Tuesday, April 5, 2011

Denúncia: "Sem carros não há comércio" na Baixa-Chiado

In Diário de Notícias (5/4/2011)
por Lusa Ontem


«Empresários, comerciantes e habitantes da Baixa-Chiado, em Lisboa, apontaram hoje os problemas de circulação automóvel e a falta de estacionamento como os principais obstáculos ao desenvolvimento daquele centro histórico da capital, num fórum dedicado à zona.

No Fórum Baixa-Chiado, promovido pela Associação para a Dinamização da Baixa Pombalina (ADBP), empresários, comerciantes e habitantes da zona histórica afirmaram por várias vezes que "sem carros não há comércio". "A circulação na baixa é muito difícil, quando há carros estacionados nos dois lados é uma complicação. Onde não há carros não há negócio, limitar o acesso aos carros não é boa ideia. Está condenado ao fracasso", disse o director do jornal Sol, com sede na baixa, José António Saraiva, sugerindo também a construção de "silos urbanos" para resolver "o problema de estacionamento". Também um empresário da zona, Pedro Saraiva, considerou que "é preciso resolver a falta de estacionamento" e de circulação, afirmando, novamente, que "não há comércio sem carros" e lembrando ainda que "o problema começou com as obras do metro".

Vários comerciantes e empresários presentes na plateia do Fórum repetiram a ideia "no car, no business" (sem carros não há negócio) e apontaram que "a Câmara [de Lisboa] conseguiu o inexplicável: cortou o trânsito na Baixa e matou a Baixa", considerando que "devia ter sido feito exatamente o contrário". O vereador da mobilidade da Câmara de Lisboa, Nunes da Silva, disse que a "Baixa é a área da cidade de Lisboa com maior serviço de transportes públicos e com maior densidade de transportes que servem toda a cidade". "Cerca de 30 por cento das carreiras passam com uma frequência entre cinco a dez minutos", disse.

Quanto ao estacionamento, Nunes da Silva considerou que "não é um problema de quantidade": em cerca de um quilómetro quadrado de área existe uma oferta pública de quase seis mil lugares, enunciou. "E estão previstos mais 200 lugares no estacionamento no Mercado do Chão do Loureiro, e em estudo 450 no Cais do Sodré e 500 em estudo no Campo das Cebolas", disse o vereador. Para Nunes da Silva é "importante trazer pessoas à Baixa", mas, para isso, "é preciso garantir boas condições para andarem a pé, comodamente, e para deambularem entre vistas e lojas". Os comerciantes e empresários apontaram ainda a falta de segurança, de iluminação e de limpeza da Baixa e o excesso de burocracia para fazer obras na zona como outros problemas a resolver, e sugeriram ainda a criação de um "centro comercial ao ar livre". Segundo o diretor geral da Associação de Turismo de Lisboa, Victor Costa, 91,8 por cento dos turistas que visitaram Lisboa em 2010 procuraram a Baixa Pombalina, fazendo desta zona histórica o local mais visitado da capital.»

...

O português tem efectivamente um problema de locomoção. Do que a Baixa precisa não é de carros mas de falta qualidade na oferta de serviços e tudo o mais, do comércio aos restaurantes, dos equipamentos culturais (ou da falta deles), das esplanadas pindéricas (parece que agora isso vai mudar, até que enfim! ... pelo menos Baixa) e tudo o mais. Tudo o resto são balelas, rubbish.

Tuesday, March 15, 2011

MICRO-PASSEIOS de Lisboa: Rua da Padaria


Recebemos de uma munícipe este desabafo/apelo sobre os passeios numa freguesia do centro histórico de Lisboa:

«Grande parte dos passeios da freguesia da Sé não têm largura suficiente para a circulação pedonal (Travessa de Santo António da Sé com passeios de 20cm!); muitos outros, apesar da largura mínima para a circulação de peões, estão quase sempre indevidamente ocupados por carros e/ou caixotes do lixo - como podem ver pelas imagens da Rua da Padaria. Como é possível atrair novos residentes, famílias jovens como a minha com crianças, se os passeios dos arruamentos são tratados assim? É um desespero descer/subir com um carrinho de bébé a Rua da Padaria! São caixotes do lixo, são móveis abandonados, são espelhos retrovisores, tudo a dificultar a passagem com carrinhos de bébé ou sacos de compras. Por onde devo circular? No meio da faixa de rodagem? E quando chegamos à Rua dos Bacalhoeiros é outra cruz! Não era suposto existir ali uma rua pedonal? Mas o que vemos? Passeios minusculos e estacionamento em segunda e até terceira fila! Alguns dos arruamentos da Sé deviam ter apenas serventia pedonal. Noutros casos já se deviam ter suprimido lugares de estacionamento para criar passeios que cumprem com a largura mínima de lei. Com os melhores cumprimentos, MJ»

Tuesday, September 21, 2010

Rua da Conceição agitada pelo novo esquema de trânsito da Baixa lisboeta

In Público (21/9/2010)
Por Carlos Filipe


«Ligação entre a Sé e o Chiado mistura transporte público e particular e tenderá a ficar saturada

Sinalização horizontal vai terde esperar mais alguns meses
Buracos mantêm-se

Está em vigor, desde sábado, a primeira parte de mais um novo esquema de circulação automóvel na Baixa de Lisboa. E com potencial carga polémica. Foi aprovado em sessão camarária de Junho e substitui o que vigorava desde 2009, que gerou discussão sobre os seus méritos e defeitos, contrapondo os argumentos da Câmara Municipal aos do Automóvel Clube de Portugal.

O curioso é que foi o actual vereador, Fernando Nunes da Silva, que propôs o modelo em execução, o subscritor da proposta alternativa da associação de automobilistas. Prevaleceu o projecto camarário, que não gerou consenso.

Para já, a peça-chave do quebra-cabeças é a Rua da Conceição, aberta a transporte público e particular, e que deverá saturar, com frequência, o ar respirável dos (poucos) residentes, a tranquilidade do negócio dos (muitos) comerciantes e a paciência dos automobilistas.

Porém, e para os indefectíveis do carro, atalhar pela Baixa, de colina em colina, da Sé para o Chiado, ainda pode ser a melhor opção.

Logo no segundo dia do novo esquema caiu o "pregão" de António Costa, segundo o qual "aos domingos o Terreiro do Paço é para as pessoas". É verdade que o novo esquema prevê a passagem de veículos particulares, nos dois sentidos, pelo lado sul da praça, junto ao Cais das Colunas. Mas de futuro, também aos domingos? Um cortejo, lentamente, compactou-se até à entrada do Cais do Sodré. Eram 17h, corria (e corre) a Semana da Mobilidade.

Arsenal ou infernal?

Se assim está previsto daqui por diante, então será um dos locais a evitar. Aliás, toda a circulação pelo Cais do Sodré é uma infâmia. Diz-se que assim tem de ser, enquanto não avançar nova messiânica alteração de circulação de transportes públicos, que só entrará na Rua do Arsenal quando deixar a Ribeira das Naus e virar à esquerda para o Corpo Santo.

Por ali há, agora, uma zona expectante que passou a ser de estacionamento (ad hoc). Há um parque de estacionamento de difícil acesso (e que na fila de entrada complica a vida do bus). E há outro previsto, subterrâneo, do lado do rio. Mas isso só quando for requalificada a Ribeira das Naus.

A Rua do Arsenal - que entre os moradores e comerciantes é classificada como infernal - tem no seu acesso, na Bernardino Costa, uma placa de zona 30 (limite máximo de velocidade: 30 km/h). Até ao Corpo Santo convivem todos os tipos de transportes, e a partir daí os veículos da Carris tomam-na para si em possante cavalgada e enchem a rua, que parece tomada por um "rio amarelo" - a cor da Carris, até ao Terreiro do Paço, antes de romper pelas ruas da Prata e da Alfândega.

Voltar ao mesmo

Delfim Santos, de 75 anos, está na Conceição para apanhar o carro da Graça (o eléctrico 28). Foi à Caixa Geral de Depósitos, mesmo nas suas costas, e já vai lamentando a sua vida, pois os carros vêm cheios. Nota diferenças e recorda que por ali já passaram carros nos dois sentidos, que noutra ocasião os automóveis eram desviados para a Rua Nova do Almada e depois seguiam pela de São Julião. Mas também nota que agora é ao contrário, que por São Julião se acede à da Nova do Almada, e que por ali se pode chegar ao Chiado, mas também pela Calçada do Sacramento. O que não se pode é fazer algumas viragens à direita, para entrar na Rua da Prata, por exemplo, via ruas da Madalena e Comércio.

"Isto pode dar sarilho devido às paragens dos eléctricos", nota Delfim Santos. "Olhe, não sei, não sei, o que não podem é tirar daqui o eléctrico, pois se o tiram deixo de poder vir à Baixa", diz e avança, com dificuldade, para o estribo do 28.

Quem não tem dúvidas é o presidente da Junta de São Nicolau, António Manuel, que num comunicado, ainda em Agosto, colocava reservas à eficácia deste sistema. E identificava os problemas na Conceição: volume de tráfego desadequado às suas características; por não salvaguardar a segurança dos peões e dos patrimónios municipal e arqueológico; por degradar seriamente a qualidade do ar. E, em síntese, pedia a suspensão do plano.

Ouvem-se silvos, dos apitos da Polícia Municipal, condescendente para com os automobilistas, que olhando para a sinalização diziam desconhecer as mudanças. A abordagem do jornalista é infrutífera: "Não posso falar sobre esse assunto." Obviamente...

Os turistas desconhecem o que passa. Há-os muitos, ainda, acumulam-se na Rua do Comércio para a viagem panorâmica, ou pelo arco da Rua Augusta acedem ao rio. Ali se deslumbram até se depararem com outra infâmia: o esgoto de Lisboa, que desagua no Tejo. As gaivotas aplaudem.

...

Estava-se a ver que fazer voltar os carros nos 2 sentidos da Rua da Conceição seria um erro crasso. Além do mais, perigoso para os peões, ainda ontem assisti à iminência de um atropelamento grave, uma vez que os srs.condutores que vêm do Chiado e viram à direita na Rua do Ouro fazem-no sem ter em conta que muitas pessoas estão habituadas a atravessar à vontade esta última, desde há vários anos, ainda que fora das passadeiras... Toca a fazer voltar tudo ao que estava, S.F.F.

Tuesday, September 14, 2010

Baixa vs. Bruxelas


Ao que parece, a Baixa vai ser zona para transitar de automóvel a 40 km/h. Mas era para ser 30 km/h, se bem me lembro. Aliás, o que faz sentido é ser a 30 km/h, mesmo que todos saibamos de antemão que isto não passa de uma medida simbólica pois o português nada costuma cumprir. Mas, seja como for, devia ser 30 km/h.

Até pelo simples facto da Baixa, com os seus escassos 0,25 km2, ser uma zona claramente receptiva a este limite. Basta pensarmos em Bruxelas, por exemplo, que numa decisão surpreendente (ou nem por isso) acabou de anunciar que passará a ter todo o centro da cidade como zona de 30 km/h; Bruxelas que tem 4,6 km2 de área...

Aqui ficam dois links elucidativos da distância de anos-luz que medeia entre Lisboa e a outra Europa:

* http://www.streetfilms.org/copenhagens-car-free-streets-and-slow-speed-zones/

* http://www.eltis.org/show_news.phtml?mx_trk=1&mx_id=0178951584859012281699411&newsid=1985&mainID=461&Id=1

Friday, August 13, 2010

Novo pavimento vai absorver ruído do trânsito da Baixa

In Diário de Notícias (1378/2010)
por DANIEL LAM


«Alterações ao esquema de circulação entram em vigor em Setembro com um sistema de semaforização que impõe um limite de velocidade de 40 quilómetros por hora.

A zona da Baixa pombalina não consegue, para já, livrar-se de mais tráfego automóvel, mas vai receber um conjunto de medidas para minimizar os efeitos nefastos produzidos pelo trânsito, principalmente a poluição do ar e o ruído. Entre essas soluções contam-se novos autocarros mais amigos do ambiente, um tipo de pavimento que absorve o ruído e um sistema de funcionamento dos semáforos para levar os automobilistas a praticar uma condução mais ecológica, revelou ao DN o vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa, Fernando Nunes da Silva.

"Não é possível reduzir mais tráfego na zona sem matar a Baixa", confessou o autarca, anunciando que o novo plano de circulação de tráfego para a frente ribeirinha e Baixa pombalina, entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré, começa a ser implementado já em Setembro, com um "sistema de semaforização diferente".

Segundo explicou, o sistema tem uma valência que mede a velocidade de circulação dos veículos, passando o semáforo para vermelho se ultrapassar o limite de 40 quilómetros por hora. O objectivo é levar os automobilistas a conduzir a uma velocidade constante até aos 40 quilómetros por hora, o que permite reduzir o ruído e a emissão de gases poluentes.

No fundo, é um sistema semafórico semelhante ao que está instalado na Estrada Marginal, ao longo da costa do Estoril.

O vereador esclareceu que, se os condutores cumprirem esse limite de velocidade, "conseguem atravessar toda a Baixa sempre com os semáforos todos verdes sem terem de parar em nenhum".

Salientou que "as emissões de gases poluentes aumentam muito com o pára-arranca dos veículos".

O autarca adiantou que a empresa Carris "vai fazer um esforço para substituir os autocarros que passam pela Baixa por outros veículos híbridos, que são muito mais silenciosos e produzem menos gases poluentes do que as viaturas actuais".

A título de exemplo, Fernando Nunes da Silva referiu que "basta passarem dez autocarros - dos actuais - por hora numa rua para serem ultrapassados os limites de poluição e ruído admissíveis em zonas residenciais".

Outra medida prevista consiste na colocação de pavimento absorvente de ruído nas ruas do Ouro e da Prata, as artérias da Baixa onde se regista mais tráfego. Esta solução, mais complicada de executar, não será realizada este ano, desconhecendo-se ainda quando se tornará realidade.

Além destas medidas, que minimizarão os incómodos para quem reside na Baixa, o vereador da Mobilidade defende que "os primeiros pisos dos edifícios só devem ter utilização comercial, destinando--se os andares superiores para habitação, pois ficarão sujeitos a níveis de ruído muito mais baixos".

Ainda no que se refere à habitação, o autarca considera que "é necessário melhorar as condições de isolamento acústico dos edifícios, nomeadamente com a instalação de janelas de vidro duplo".

Fernando Nunes da Silva recorda que o tráfego rodoviário na Baixa "reduziu quase 45% nos últimos dois anos e estabilizou. Ali já só circula o trânsito necessário ao funcionamento da Baixa. Tudo o que era para sair já saiu".»

Thursday, August 12, 2010

Tráfego e poluição afastam moradores

In Diário de Notícias (12/8/2010)
por DANIEL LAM


«Junta de Freguesia de S. Nicolau exige suspensão do novo plano de circulação rodoviária na Baixa pombalina.

O presidente da Junta de Freguesia de S. Nicolau, António Manuel, enviou ontem um ofício ao vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa, Fernando Nunes da Silva, propondo a suspensão do novo plano de mobilidade da Baixa - previsto para entrar em vigor em Setembro - porque "aumenta o tráfego e a poluição na zona, inviabilizando o processo de repovoamento". O vereador garante que "não vai haver mais trânsito".

"O novo plano de mobilidade para a Baixa dá preferência ao tráfego automóvel em detrimento dos peões e dos moradores", disse ao DN o autarca da Freguesia de S. Nicolau. Salienta que "o aumento do trânsito faz subir os níveis de poluição, que na área da Baixa já ultrapassam os limites admissíveis para zonas residenciais, segundo dados da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo. Assim, põe em causa o plano de reabilitação e urbanização da Baixa, que procura trazer mais moradores e melhorar a qualidade do ar".

António Manuel contesta principalmente a parte relativa à Rua da Conceição, que tem actualmente tráfego automóvel apenas no sentido da Sé para o Chiado. "O novo plano de mobilidade pretende abrir também a circulação automóvel no sentido inverso, o que fará aumentar o trânsito na Baixa."

Na sua opinião, "também coloca em risco a segurança dos peões, porque os passeios na Rua da Conceição são muito estreitos e por vezes as pessoas têm de andar na estrada. Até já houve acidentes ali".

Salienta que nesta rua "há grande fluxo pedonal, por ser bastante residencial e com grande actividade comercial, com lojas de retrosarias e restaurantes" (ver caixa).

"O plano de mobilidade deve ser parte integrante do plano de reabilitação urbana da Baixa e não colidir com ele nem prejudicar os seus objectivos", adverte o presidente da junta de freguesia.

O autarca discorda também do ponto do plano que pretende "desviar parte dos transportes colectivos da Rua do Arsenal para a Avenida da Ribeira das Naus, que já é o eixo da Baixa mais carregado de tráfego, com cerca de 160 mil veículos por dia".

Por tudo isto, António Manuel propõe "a suspensão do plano, até serem criadas as condições de funcionamento das estruturas circulares que desviem e impeçam o tráfego na Baixa, sejam construídos os parques de estacionamento previstos e se dedique o espaço público aos peões aos transportes de proximidade". Em suma, "que se acabe com todo o trânsito na Baixa, que passaria a ser toda pedonal", conclui António Manuel.

O vereador Fernando Nunes da Silva considera "estranha esta posição, porque o presidente da junta nunca se opôs a este plano, que tem estado a ser discutido desde Novembro de 2009".

O autarca garante ao DN que a Rua da Conceição "até vai ter menos tráfego, porque deixa de receber trânsito das ruas do Ouro e da Prata com destino ao Chiado. Com o novo plano, essas viragens não são permitidas e passam a ser feitas para a Rua do Comércio, que é mais larga e tem menos lojas".

Adianta que a Rua da Conceição "passa a servir apenas para atravessar a Baixa entre a Sé e o Chiado" e vice-versa, prevendo-se que o tráfego actual nesta artéria, "de 220 a 250 veículos por hora, reduza para 125 veículos por hora".

De acordo com o mesmo responsável, "nos últimos dois anos, o tráfego na Baixa já diminuiu cerca de 45%. Ao fim deste período, podemos concluir que ali só circula o trânsito necessário ao funcionamento da Baixa. Tudo o que era para sair já saiu".

Em Junho, o plano de circulação rodoviária "foi aprovado em reunião de câmara e entra em vigor em Setembro", conclui o vereador.»


...


Há muito que a Rua da Conceição devia ser só eléctricos e veículos prioritários, a do Crucifixo para peões, etc., etc. Na Baixa o problema é a montante, que é como quem diz ao nível do Marquês de Pombal. Depois, é preciso coragem e não andar como até agora "un pasito adelante, dos pasitos para atras".