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Thursday, January 5, 2017

RUA DA VITÓRIA 79 - 85 sucumbiu ao "trash"



Todo o piso térreo deste imóvel está ocupado com lojas de souvenirs do tiupo "trash", "tourist trap". Até há poucos meses existiam 2 sapatarias. Enquanto não houver Urbanismo Comercial para a Baixa, a situação vai continuar a piorar.

Sunday, November 27, 2016

O Turismo pode trazer problemas, mas Lisboa e Porto não o reconhecem...

















O Turismo pode trazer problemas, mas Lisboa e Porto não o reconhecem
 
in Público, 26 de Novembro de 2016
 
Autarcas criticados por pouco ou nada fazerem para impedir a descaracterização das cidades num debate sobre património organizado pelo Icomos, no Porto. (...)
 
O arquitecto Pedro Bismark, outro dos convidados para esta sessão, elencou na sua intervenção “treze tristes teses sobre o turismo”, sendo uma delas a de que o turismo, na sua voracidade, destrói aquilo de que se alimenta, seja ela a autencidade social, arquitectónica ou outra, de um lugar. Num artigo de opinião no PÚBLICO, A coordenadora deste encontro, Maria Ramalho, já tinha alertado que, depois de ter destruído frentes de mar por esse país fora, o ímpeto turístico - que não dissocia do imobiliário - está a atingir o coração das cidades, principalmente das mais antigas e acessiveis por meios de deslocação low-cost, a uma velocidade “estonteante”. Ao contrário de Veneza ou Barcelona, onde os problemas se foram agudizando ao longo de anos e anos, estamos numa fase em que tudo acontece mais rapidamente, insistiu.
 
O arquitecto Pedro Bismark, outro dos convidados para esta sessão, elencou na sua intervenção “treze tristes teses sobre o turismo”, sendo uma delas a de que o turismo, na sua voracidade, destrói aquilo de que se alimenta, seja ela a autencidade social, arquitectónica ou outra, de um lugar. Num artigo de opinião no PÚBLICO, A coordenadora deste encontro, Maria Ramalho, já tinha alertado que, depois de ter destruído frentes de mar por esse país fora, o ímpeto turístico - que não dissocia do imobiliário - está a atingir o coração das cidades, principalmente das mais antigas e acessiveis por meios de deslocação low-cost, a uma velocidade “estonteante”. Ao contrário de Veneza ou Barcelona, onde os problemas se foram agudizando ao longo de anos e anos, estamos numa fase em que tudo acontece mais rapidamente, insistiu.
 
O sociólogo João Queiroz aludiu às dificuldades que se colocam a quem, como ele, pretenda investigar os impactos do turismo num dado território. Dificuldades que se prendem com o défice de financiamento do sistema científico mas também, vincou, com a inexistência de dados estatísticos acualizados, que permitam uma leitura atempada de alguns indicadores. O Censos 2011 já lá vai há cinco anos, mas, avisou, 2021 pode ser tarde demais para reverter alguns efeitos, como o afastamento de populações de menores recursos económicos dos centros históricos, situação já reportada em Setembro em Alfama, Lisboa, pelo presidente da Junta de Santa Maria Maior. (...)
 
“O problema é que, como o PIB cresce por causa do turismo, não se pode criticar isto, sem se ser olhado de lado”, atirou Maria Ramalho, insistindo que no país, e principalmente nas duas cidades mais sujeitas a esta pressão, a crítica deve transformar-se num movimento, sob pena de ser inconsequente. Na plateia, entre as mais de duas dezenas de pessoas que assistiram ao debate, somaram-se os apelos à actuação reguladora do poder político. 
 
Um dos presentes, o arquitecto Pedro Figueiredo, argumentou que o problema se resolve com políticas urbanas que passam por deixar de usar fundos públicos e comunitários para apoiar novos hóteis que surgem a partir de “uma reabilitação de fachada, que deixa carapaças e faz demolição do interior de quarteirões inteiros”, desviando esse dinheiro para habitação a custos controlados. Por outro lado, acrescentou, é possível dialogar com as plataformas de alojamento e, tal como está a ser testado em Nova Iorque, exigir que só seja possível alocar para o airbnb um apartamento por pessoa. E, do ponto de vista do licenciamento, introduzir aspectos de natureza social nos regulamanentos, para controlar o movimento de transformação de casas que serviriam para famílias em T0 que apenas têm em vista o arrendamento a turistas.
 
O artigo completo aqui:

https://www.publico.pt/2016/11/26/local/noticia/para-travar-a-turistificacao-lisboa-e-porto-tem-de-reconhecer-o-problema-1752685

Tuesday, October 25, 2016

Mais uma souvenir shop... na entrada do futuro elevador na Rua do Carmo, em propriedade Municipal!

 Porque razão ainda não se inaugurou este novo equipamento municipal?

 A porta do futuro elevador público municipal...
 ...e na loja ao lado também municipal, outra loja de souvenirs!

Tuesday, May 17, 2016

Turistificação de Lisboa: O Turista, o "cidadão principal" da cidade?



Em vez das vozes dos nossos vizinhos (cada vez mais a desaparecer dos nossos bairros historicos) ouvimos o barulho das rodinhas destas bagagens. Parece que se decidiu (quem?) que estes passam a ser o "cidadão principal" da cidade. Abram alas para deixar entrar o Exmo. Turista e mais os seus dollars & euros! A agonia da turistificação do centro histórico de Lisboa... o Turista, o "cidadão principal" da cidade?

Wednesday, May 4, 2016

"Berlin's government legislates against Airbnb" (E Lisboa? Nada faz!)

Berlin's government legislates against Airbnb Owners can no longer rent whole properties to tourists, as officals blame  websites including Airbnb, Wimdu and 9Flats for driving up rents

Berlin began restricting private property rentals through Airbnb and similar online platforms on Sunday, threatening hefty fines in an attempt to keep housing affordable for local people.

Authorities in the German capital fear the trend for people to let apartments to tourists through sites such as Airbnb, Wimdu and 9Flats is cutting into a limited property supply and driving up rents.
A new law – Zweckentfremdungsverbot – has been described by Andreas Geisel, Berlin’s head of urban development, as “a necessary and sensible instrument against the housing shortage in Berlin … I am absolutely determined to return such misappropriated apartments to the people of Berlin and to newcomers”.
Rents in Berlin rose 56% between 2009 and 2014 but are low compared with other major European cities at about €10 (£8) a square metre this year.
As Berlin has become one of Europe’s top travel destinations, with 30.2m overnight stays last year, the Airbnb trend has affected the local hotel industry. According to research company GBI, the private online bookings represent a “parallel market of an additional 6.1m” overnight stays a year.
The law was passed in 2014 but gave a two-year transition period that ended on Saturday, when owners became limited to renting only rooms via such sites, not entire flats or houses. Offenders can face fines of up to €100,000.
The city has appealed to the “civic spirit” of residents, asking them to anonymously report suspected misuse online.
Tim Boening, 41, who rents out a loft in the trendy Kreuzberg district, said he was not shocked by the law, given practices he had seen. He cited “the nice couple with two small apartments who move in together to a bigger place and keep the two apartments to rent them out on Airbnb … I don’t think that’s good – it should be stopped.”
But a 48-year-old woman who did not want to give her name expressed fury about the change, having rented out four apartments near the city centre via Airbnb. She claimed the city was making Berliners pay for its failed housing policy while serving the needs of the hotel industry.
She was especially angry about the request to inform on offenders, saying that “in Germany, of all places, maybe we should reconsider this kind of thing”.
Airbnb Germany said: “Berliners want clear and simple rules for home sharing, so they can continue to share their own homes with guests. We will continue to encourage Berlin policymakers to listen to their citizens and to follow the example of other big cities such as Paris, London, Amsterdam or Hamburg and create new, clear rules for normal people who are sharing their own homes.”
Wimdu has filed a lawsuit, arguing the law breaches the constitution of Berlin. The owners of 9Flats told the daily Frankfurter Allgemeine Zeitung: “We face a law in Berlin that would drive us into bankruptcy.”
https://www.theguardian.com/technology/2016/may/01/berlin-authorities-taking-stand-against-airbnb-rental-boom

Wednesday, March 30, 2016

NY TIMES: «Tuk-tuks, uma praga como a dos pombos»




LISBON — Residents of this port city of faded beauty and ornately tiled facades have welcomed a surge of tourists in recent years who have helped turn around its economic slide.

But the foreign visitors, they will tell you, have also come with their share of trade-offs. Rapid redevelopment, spurred by tax breaks granted to foreign property buyers, has driven up rents and widened disparities. Streets are more crowded, the traffic worse.
And then, there is the tuk-tuk.

In just a couple of years, about 300 of the motorized, three-wheel vehicles have swarmed Lisbon’s narrow cobblestone streets, offering tourists an alternate way of navigating this hilly city, famous, too, for its network of trams and funiculars.
While visitors have flocked to the tuk-tuk, those who live in this city of about 550,000 have begun to fume about pollution, noisier streets and a verging “quality of living problem,” according to Miguel Gaspar, a Portuguese transportation consultant.
“The growth of the tuk-tuks has been such that they’re even being sold to tourists as something typical of Lisbon, which really isn’t true,” he said. “They’re now like pigeons, just everywhere.” (in NY Times, 26 Outubro 2015)

Para ler o artigo completo:

http://mobile.nytimes.com/2015/10/27/world/europe/tuk-tuks-lisbon-portugal.html?referer=&_r=0

Tuesday, March 15, 2016

RUA AUGUSTA: «Is this enough Mr. Mayor?»































O Circo, o Carnaval, o Reino do Plástico e o Império do Luxo Barato em que a Rua Augusta se está a transformar é um espectáculo degradante... Este é talvez o arruamento de Lisboa onde os sépticos podem mais facilmente verificar a trágica erosão da cidade histórica que sempre acontece quando se deixa o Turismo à Solta. Porque quando uma Câmara Municipal, e Governo(s), se mostram incapazes de ter uma ideia de Turismo e do seu respectivo planeamento, o desastre é inevitável. Estamos a caminhar para um cenário irreversível. Infelizmente muitos de nós - e dos nossos políticos - ainda olham para o Turismo como uma actividade meramente económica, do interesse do Ministério da Economia, e não como coisa cultural como poderia ser. 

Monday, March 14, 2016

Há uma nova «Fábrica de Mentiras» em Lisboa








Há uma nova fábrica de mentiras em Lisboa para o turista engolir!

Desta vez a fabricação recebeu o nome de FÁBRICA DA NATA e está em plena Praça dos Restauradores!

Tudo parece indicar que se trata de mais um projecto dos mesmos artistas de Circo dos "pastéis de bacalhau com queijo" na Baixa - ou serão outros artistas que estão a competir com o "Circo & Carnaval" da Rua Augusta?

O cenário criado é mais uma vez do tipo "luxo barato & antiguidade inventada".

No tecto, à maneira decorativa e para entreter turista, estão sempre a circular tabuleiros metálicos iguais aos que vão ao forno com pastéis de nata...

O chão é de mosaicos hidráulicos falsos e os balcões e outros elementos numa infeliz imitação do cobre! E ainda há oliveiras de plástico a decorar!

Mas logo na entrada está um cozinheiro a representar empenhadamente o seu papel do "faz de conta" que os pasteis de nata são feitos em panela antiga de cobre, à mão e um a um... Cada vez mais a Baixa se consagra como uma verdadeira, tourist trap. Lisboa já não tem vergonha? Ninguém se indigna com todas estas mentiras que a nossa cidade vomita diariamente?