Tuesday, January 27, 2009

RUA AUGUSTA: «Molinhas Felicio - Hand Made in Portugal»

LEGENDA: «Molinhas Felicio - Hand Made in Portugal», «Por favor Não Puxar / Don't Pull Please»


URGENTE: URBANISMO COMERCIAL PARA O CENTRO HISTÓRICO DE LISBOA!

Friday, January 23, 2009

LARGO DO CARMO: largo da circulação rodoviária?


Placa toponímica no Largo do Carmo parcialmente obstruída por sinalização rodoviária. Trata-se de mais uma lamentável prova de como em Lisboa ainda se priveligia a mobilidade rodoviária em detrimento da pedonal. As "sacro-santas" necessidades dos automobilistas estão acima de quase tudo e todos (basta ver a recente furiosa reacção do ACP à proposta de devolver parte da Baixa / Praça do Comércio aos peões). Mas a falta de visibilidade desta placa toponímica, devido a sinalização de trânsito, não é caso único na nossa cidade. Na hora de escolher o que é mais importante, Lisboa raramente hesita: os carrinhos de transporte individual.

Sunday, January 18, 2009

«LISBOA, CAPITAL do CHARME» - Largo da Igreja de S. Domingos

"Objecto Degradado Estacionado" no Largo da Igreja de São Domingos (Freguesia de Santa Justa). Fotografia tirada no dia 14 de Janeiro de 2009.

Tuesday, January 13, 2009

LISBOA É...

...uma sinalização pública reduzida à patética função de poste de publicidade privada - no gaveto da Travessa do Almada com a Rua de Santo António da Sé

Que muitos automobilistas não respeitem os sinais de proibição de estacionamento não constitui novidade nenhuma. Mas ver sinalização vertical a ser ilegalmente apropriada para publicitar venda de imóveis isso sim, já é um fenómeno relativamente novo. Como é possível que isto aconteça em pleno centro histórico? Uma triste ironia é o facto desta esquina corresponder a um prédio construído pelo próprio Marquês de Pombal (as armas da família podem ser vistas no cunhal mais acima).

Não existe um regulamento que estabelece regras para a publicitação da venda de imóveis no concelho de Lisboa?

Como se pode observar na fotografia, estamos perante um abuso inaceitável - da parte de uma das maiores empresas do ramo.

Se a CML não intervir junto das empresas responsáveis iremos ver estas más práticas proliferarem no espaço público da nossa cidade.

Monday, January 12, 2009

LISBOA É...



...placas toponímicas desdentadas. No Bairro Alto, em São Bento, no Chiado e em muitos outros bairros. Já para não referir as cada vez mais numerosas placas toponímicas desfiguradas com graffiti. A TMN poderia pagar o seu restauro no âmbito dos lucros da publicidade «natalícia» na Praça do Comércio e Praça Marquês de Pombal...

«Portuguese Brands: Why the Past is the Future»

12 de Janeiro de 2009

Tucked down the Rua Anchieta is A Vida Portuguesa, a boutique filled with a huge selection of Portugal’s historic and still-thriving brands. For anyone interested in a brand-wise archaeological dig of this country’s last century (even more time than that, actually) and a study on how to take age-old brands and turn them into luxury goods, this is the place. The store’s brochure indirectly boasts that it is full of Proust-worthy madeleines, which would be a painfully dumb claim if it weren’t true.

Owner Caterina Portas started the digging several years before the store opened in May 2007. As such, she’s an expert on the country’s best brands and what makes them tick.

“I started looking for products that were at least 40 years old,” she says, “where the quality of the product was important and the packaging was beautiful.”

Her shop is a shrine to the past, but curiously and cleverly in tune with the present. It exalts everything from ceramic swallows, which are a national symbol, to a soap that Oprah can't get enough of, to Coração metal polish, which still uses its original 1928 logo of a heart pierced by an arrow.

“Brands spend millions to create a history for themselves. Normally items that are 60 to 80 years old won’t be bad things,” she says with a touch of irony. “If they’ve lasted this long, they’re bound to have a certain quality.”

The objects Portas stocks are iconic brands and part of the greater "national brand”—each one having reached a hallowed status where it can be equated with what it means to be Portuguese—each possessing little bits of the country’s collective soul and the reverence that brand managers around the world would die for. The products trace the arc of the 20th century, including the 42-year reign of dictator Antonio de Oliveira Salazar, up to the country’s 1986 inclusion in the European Union and the rapid modernization that followed.

Now many say the country is going through a reflective period where people are weeding out the globalized products they don’t want and keeping what they’ve been doing right the whole time.
"My feeling was that with globalization, we were all starting to be alike, to dress alike, to use the same products. It was clear that we'd see a resurgence of the local," Portas says.
“A chocolate manufacturer told me the other day, ‘We’re successful today for the same reasons we had trouble ten years ago: we’re small, local, have a tiny production, are artisanal and have an old-time image and packaging.”

Portas is conscious of the blooming nostalgia of older Portuguese citizens for the good products from their past and of a younger generation’s newfound appreciation of them.

Some of A Vida Portuguesa’s clients are of the generation that grew up with these products and sees them as practical, nostalgic and part of something good that came from a tough time. Younger clients seek a connection to the past and often use the products simply because they work well.

“Our clients are old, young, rich, poor, people from Lisbon, Portuguese, foreigners and old ladies who still want their favorite hand cream,” Portas recounts. After the better part of a century, her brands are still expanding. “Couto toothpaste is 75 years old and still finding new clients,” she says, citing one example: “Now vegans like it because it was never tested on animals.

“When you get to investigate products from daily life, you touch on a lot of subjects,” she says, explaining that many of her products are still in production thanks to their quality and connection to the Portuguese past. “It’s quite possible to tell the story of a country from the products they use.”
Para ler o artigo completo, Portuguese Brands: Why the Past is the Future, visite:

http://www.brandchannel.com/start1.asp?fa_id=459

Hotel ameaça último correeiro da Rua dos Correeiros

In Diário de Notícias (12/1/2009)
LUÍSA BOTINAS

«Lisboa. No prédio junto à extinta Lanalgo

Helena Roseta quer propor ao executivo classificação da loja

O último correeiro de Lisboa, a loja Vitorino de Sousa, Lda. a funcionar na Rua dos Correeiros há 88 anos, corre o risco de desaparecer do mapa e do imaginário lisboeta para dar lugar a um hotel . A abertura de um processo de classificação como imóvel de interesse municipal poderá ser a tábua de salvação desta loja, derradeiro exemplo do comércio tradicional.

Os vereadores do movimento Cidadãos por Lisboa deverão apresentar nas próximas semanas uma proposta nesse sentido uma vez que a Vitorino de Sousa "nem sequer faz parte da mais recente versão da carta de Inventário do Património Municipal", conforme referiu ao DN Helena Roseta, lembrando que o CPL manifestou a sua oposição à "aprovação condicionada" do projecto de arquitectura do pedido de licenciamento de obras de ampliação e alteração de interiores e exteriores do edifício localizado na Rua de Santa Justa, n.ºs 42 a 48 e Rua dos Correeiros, n.ºs 194 a 218.

A proposta do requerente, a Falabela, Sociedade de Investimentos Imobiliários, Lda pretende adaptar dois edifícios existentes, com vista à instalação de um hotel, foi aprovada em Dezembro de 2008 pelo executivo municipal, apesar dos votos contra dos representantes do CPL, PCP e Lisboa com Carmona. [...]»

Saturday, January 10, 2009

World Monuments Fund: 2010 Watch nominations are now being accepted.

Cidadãos de Lisboa, candidatem monumentos em risco para o WORLD MONUMENTS WATCH de 2010!

2010 Watch nominations are now being accepted. Deadline for nominations is March 15, 2009.

The World Monuments Watch calls international attention to cultural heritage around the world that is threatened by the forces of nature and society. From archaeological sites to iconic architecture, cultural landscapes to historic city centers, the Watch identifies places of significance in need of timely action. Every two years, WMF accepts new nominations to the Watch, from which 100 are selected for listing. Watch listing provides an opportunity for sites and their nominators to raise public awareness, foster local participation, advance innovation and collaboration, and demonstrate effective solutions. The Watch nomination process also serves as a vehicle for requesting World Monuments Fund (WMF) assistance for select projects. More than 500 sites from over 110 countries have benefited from the seven cycles of the Watch; nearly half of these have received WMF grants, totaling $50 million.

Additional information about the 2010 World Monuments Watch and downloadable PDFs of the Guidelines and Nomination Forms are available at http://www.wmf.org/watch.html

Questions or concerns about the nomination or electronic submission process should be directed to watch@wmf.org

Foto: Teatro Capitólio (1925-1931) no Parque Mayer, o primeiro edifício de Lisboa a ser seleccionado para o Watch da WMF, apareceu na lista dos 100 monumentos mais ameaçados do mundo no ano de 2006 [ http://www.wmf.org/pdf/Watch_List_2006.pdf ]. A frente ribeirinha histórica de Lisboa seria uma forte candidatura para a lista de 2010.

Thursday, January 8, 2009

Lisboa: Conselho de Ministros aprova área crítica de recuperação da Baixa-Chiado

O Conselho de Ministros aprovou hoje um decreto-lei que estabelece a área crítica de recuperação e reconversão urbanística da Baixa-Chiado, em Lisboa, e concede à Câmara da capital o direito de preferência nas alienações dos edifícios naquela zona.

A delimitação da área crítica de recuperação e reconversão urbanística (ACRRU) da Baixa vem possibilitar à autarquia de Lisboa o "recurso aos meios legais disponíveis que possibilitem a recuperação e reconversão urbanística daquela área", refere o comunicado do Conselho de Ministros.

O diploma hoje aprovado concede ainda ao município de Lisboa o "direito de preferência nas alienações a título oneroso entre particulares dos edifícios situados na referida área, até à extinção da declaração da ACRRU".

Dos 20,2 milhões de metros quadrados de edificado da Baixa, estima-se que mais de metade (14,4 milhões) precise de reabilitação.

De acordo com a proposta de elaboração do plano de pormenor para a Baixa Pombalina, aprovada pela Câmara em Março do ano passado, mais de 700 milhões de euros deverão ser investidos até 2020 nas diversas intervenções para revitalizar esta zona da capital.

In RTP.pt

Wednesday, January 7, 2009

Câmara de Lisboa estuda habitação a custo controlado na Baixa

A Câmara de Lisboa aprovou hoje a realização de um estudo económico-financeiro e jurídico sobre medidas de financiamento e fiscais que incentivem a reabilitação para habitação em regime de custos controlado na Baixa

A proposta conjunta da vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa Helena Roseta e do vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS) foi aprovada com a abstenção do PSD e os votos favoráveis das restantes forças políticas.

«Parece-me fundamental termos uma base muito sólida para depois podermos começar a convidar os promotores e outras entidades a participar neste processo», disse Helena Roseta, responsável pelo Plano Local de Habitação, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo municipal.

O estudo, que estará concluído dentro de 60 dias, incidirá sobre as medidas de financiamento e fiscais que incentivem a reabilitação de habitação na Baixa, para venda e arrendamento.

Será igualmente determinado que os «fogos a sujeitar a controle do valor de renda seja aplicável ao programa Porta 65 Jovem ou outro equivalente, que incentive a fixação da população jovem».

O estudo jurídico irá equacionar a «possibilidade de, em sede de plano municipal de ordenamento do território, poder impor uma quota para construção de habitação em regime de custos controlados e sujeita a controle do valor da renda ou do preço da venda».

O objectivo é fazer aplicar o artigo seis da Lei dos Solos, segundo o qual na execução de qualquer plano de expansão, desenvolvimento ou renovação urbanas «serão sempre fixados os números ou percentagens dos fogos a construir, sujeitos a fixação ou controle dos valores das rendas ou dos preços de venda, além dos destinados a habitação social».

Os vários instrumentos legais e fiscais disponíveis para promover a reabilitação da Baixa, como os benefícios fiscais aprovados na Lei do Orçamento de Estado, «podem ser convocados para uma acção concertada da autarquia e das entidades públicas e privadas interessadas no processo, através, por exemplo, da figura do Programa de Acção Territorial».
Lusa / SOL

FOTO: um dos muitos prédios abandonados na Freguesia da Madalena (Rua da Padaria)

BAIXA: novo conceito de mobilidade e acessibilidade vai a discussão pública

Na reunião de Câmara de 7 de Janeiro:

A submissão a discussão pública do novo conceito de mobilidade e acessibilidade para a frente Tejo entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré constituiu umas das deliberações da sessão de Câmara do dia 7 de Janeiro de 2009.

Nos termos da proposta apresentada pelo presidente da CML, António Costa, e pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, trata-se de um conceito definido a partir de diversos estudos realizados - “Estudo de Acessibilidade e Transportes da Baixa Pombalina”, que é parte integrante do Relatório Baixa-Chiado - Proposta de Revitalização, de Setembro de 2006, desenvolvido pelo Comissariado para a Baixa-Chiado; relatório complementar “Caracterização da qualidade do ar na área da Baixa Chiado”, de Agosto de 2006, elaborado pela equipa DCEA-FCT/UNL; estudos realizados no âmbito da revisão do Plano Director Municipal de Lisboa (estudo sectorial de Mobilidades e Transportes) e do Plano de Mobilidade de Lisboa - que tem como objectivos estratégicos a requalificação e revalorização dos diferentes tipos de espaços públicos que integram a área de intervenção, a valorização da qualidade ambiental da cidade e a melhoria da acessibilidade/mobilidade na área central.

Na mesma sessão, foi também aprovada uma proposta, subscrita pela vereadora Helena Roseta e pelo vereador Manuel Salgado que, considerando a necessidade de definição de uma estratégia integrada no processo de revitalização da Baixa-Chiado, prevê a elaboração de um estudo económico-financeiro, técnico e jurídico para a área da Baixa sobre medidas de financiamento e fiscais que incentivem a reabilitação para habitação em regime de custos controlados para venda e arrendamento.

Segundo a vereadora Helena Roseta, trata-se de um estudo “muito importante”, que poderá funcionar como “uma base muito sólida para envolver e negociar com os promotores e todos os parceiros públicos interessados em participar na reabilitação da Baixa e fazer cumprir o Plano de Pormenor”.

Tuesday, December 30, 2008

«NATAL É QUANDO OS PATROCÍNIOS QUISEREM»


Para nunca esquecer o que foi feito no Natal de 2008. A prenda de Natal envenenada da TMN & CML.

Sunday, December 28, 2008

«NATAL É QUANDO OS PATROCÍNIOS QUISEREM»


Alguém consegue ver onde está a estátua equestre do rei D. José I? Graças à TMN & CML, a estátua passou a ser um objecto tímido e a mais na praça. Negou-se ao monumento a sua posição indiscutível na praça. Desde Novembro que está, literalmente, apagado da sua função de marco central do conjunto monumental da Praça do Comércio. Durante dois meses são as 24 mega bolas publicitárias da TMM que estão no centro daquele placo urbano. «O Natal é quando os patrocínios quiserem». E os monumentos? Os monumentos são monumentos 24 horas por dia e 365 dias por ano. Os cidadãos não podem aceitar interrupções na vida dos monumentos apenas porque a publicidade assim o deseja.

Wednesday, December 24, 2008

«NATAL É QUANDO OS PATROCÍNIOS QUISEREM»

«Natal é quando os patrocínios quiserem» - Não, não é uma declaração de um membro do executivo da Câmara Municipal de Lisboa, mas sim o título de um artigo na revista Time Out Lisboa (10-16 de Dezembro de 2008). Feliz Natal Praça do Comércio! Feliz Natal estátua equestre de D. José I! Feliz Natal Baixa Pombalina! Feliz Natal Comissão Nacional da UNESCO, Feliz Natal IGESPAR! Feliz Natal Dr António Costa! E até ao Carnaval!

Monday, December 22, 2008

ROSSIO: o mega cenário autista da «Jogos Santa Casa»



Mais algumas imagens das insensíveis «Decorações de Natal» que a Jogos Santa Casa e a CML prepararam para desfigurar o Rossio até Janeiro. E, afinal, esta gigante construção kitsch que tapa completamente a base do monumento a D. Pedro IV, não teve parecer do IGESPAR/Ministério da Cultura. Eis a resposta do IGESPAR ao nosso pedido de esclarecimentos:

«Exmo. Sr.

Em resposta ao seu email, informo que não deu entrada neste Instituto qualquer pedido de parecer sobre as decorações de Natal a que se refere.

No entanto, solicitámos informação à Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo.

Com os melhores cumprimentos,

Cíntia Pereira de Sousa

Assessora da Direcção
IGESPAR, IP»

Nada de novo. Mais um exemplo da República das Bananas? E agora? Os responsáveis pela classificação e salvaguarda dos Monumentos Nacionais vão fazer respeitar a lei? As fotos provam que apesar dos protestos - e até da irregularidade da falta do parecer obrigatorio do IGESPAR - ainda ninguém se levantou da cadeira para «defender» o património classificado. Não há a menor dúvida a quem pertence a Baixa durante o Natal.

Saturday, December 20, 2008

Maioria PS quer cortar acesso pela Baixa a automóveis particulares

A maioria socialista na Câmara de Lisboa apresentou hoje um novo plano de mobilidade para a Baixa que prevê que nenhum automóvel particular vindo da Avenida da Liberdade possa atravessar a Baixa para ir para nascente ou para poente.
O "conceito" apresentado pelo presidente da Câmara, António Costa, supõe "um corte na ligação da Baixa à frente ribeirinha" para tráfego automóvel, à excepção dos transportes públicos, mas foi posto em causa pela oposição e a sua discussão adiada para a próxima reunião de Câmara.

De acordo com a ideia da maioria, os automóveis particulares só poderão ir na direcção Santa Apolónia-Cais do Sodré/Alcântara e vice-versa pela Ribeira das Naus e o estacionamento na zona ficará exclusivamente reservado a moradores e comerciantes, devendo ser construídos novos parques subterrâneos no Campo das Cebolas e junto ao edifício das agências internacionais, ao Cais do Sodré.

Todo o trânsito particular que chegue à Baixa proveniente de Norte, do Rossio ou do Marquês de Pombal, terá que voltar para trás quando chegar ao último quarteirão da Rua do Ouro, prevê o novo "conceito".

A ideia, defendeu António Costa, é "alargar o espaço para peões e bicicletas" na zona ribeirinha e no Terreiro do Paço, que passa a ficar com duas vias que ladeiam a praça (a nascente e poente) completamente livres de trânsito.

O autarca afirmou que os percursos de eléctrico mantêm-se tal como estão, considerando que a solução hoje apresentada é a melhor para evitar o tráfego de atravessamento dos quarteirões da Baixa.

"Ainda não há uma decisão final nem sequer houve debate mas pretendemos que logo que esteja concluído, seja logo aplicado, uma vez que não exige obra física, só mudança de sinalização", disse.
Este novo "conceito" substituiu outra ideia de reordenamento do tráfego na Baixa que até agora a Câmara defendia. (...)

rtp.pt

Thursday, December 18, 2008

O exemplo de Londres: Bloomsbury Streets versus O exemplo de Lisboa: Rua Câmara Pestana


BLOOMSBURY STREETS TO BE PEOPLE-FRIENDLY

6.3M project to attract pedestrians and cyclists

«A 6.3 million plan to make Bloomsbury more pedestrian and cycling friendly has been approved. The proposals include adding tree-lined public squares with seating and spaces for public art. Pavements will be widened and extra cycle facilities installed.

Chris Knight, Camden council’s executive member for the environment, said: «We have carried out a great deal of consultation with residents and businesses on these plans and have been delighted with the high level of support we have received.

«These are significant improvements for an area which at present is largely dominated by the needs of cars, taxis and coaches.» He said the proposals would make it safer for drivers, cyclists and pedestrians. Plans include the creation of safe areas for cyclists at busy junctions and relocation of bus stops so walkers and motorists are more visible.

New zebra crossings will be installed and bus lanes widened. The changes are split into two projects, Bloomsbury Streets For People and Bloomsbury Corridor, both of which focus on encouraging people to walk and cycle more.

Work is expected to be finished by 2012 to encourage Olympic visitors to the area. The Bloomsbury Streets For People project covers areas including the University of London, the Royal Academy of Dramatic Art and the British Museum. The Blomsbury Corridor project covers Upper Woburn Place, Woburn Place, Tavistock Square, Russel Square and Southampton Row.» In EVENING STANDARD, Londres, 21 de Outubro de 2008

Nota: cada parágrafo deste artigo revela bem a importância que as cidades do norte da europa dão à mobilidade pedonal. Por contraste, vemos o atraso da nossa capital, as mentalidade carro-dependente que querem mais e mais estacionamento, nas duas imagens do «passeio» de 25 cm na Rua Câmara Pestana - um patético exemplo da criação, prioritária em Lisboa, de lugares de estacionamento à superfície mesmo quanto os arruamentos não comportam tal escolha. Este «passeio» é um absurdo total pois não é viável para a circulação de peões. Not pedestrian friendly at all!

Monday, December 15, 2008

SIZA: «20 anos do Incêndio do Chiado» em debate no CNC

«20 anos do Incêndio do Chiado»: debate que se realizou no dia 15 de Dezembro, às 18h30 no Centro Nacional de Cultura, no Largo do Picadeiro. O Arquitecto Álvaro Siza Vieira, após ter feito uma introdução sobre as circunstâncias que o levaram a dirigir o plano de reconstrução, respondeu a perguntas colocadas pelo público. Algumas ideias e reflexões saídas das 2 horas de conversa:

O Plano de reconstrução: «A Baixa-Chiado é um grande edifício»
«O Plano da Baixa era um plano de vanguarda para a época. Era preciso reconhecer a força vanguardista da proposta arquitectonica pombalina.» «Para a arquitectura moderna há tanto território, não é preciso sacrificar a cidade histórica.»

«Recusei-me a ceder às pressões para a construção de parques de estacionamento em cada um dos 18 edifícios afectados pelo incêndio. Para além de ser pouco viável (pois os lotes de cada prédio eram pequenos e só as rampas ocupariam imenso espaço) isso teria destruído a vivência que se queria para as ruas com comércio tradicional [de facto, seria um absurdo ter entradas de garagem de poucos em poucos metros, a interromper a vivência pedonal das ruas]

«Houve também muitas pressões para fazer um mini-centro comercial em cada prédio. Foi só depois de muitos debates e argumentação que os proprietários se convenceram que não era essa a vocação do Chiado. As pessoas vão ao Chiado por causa das lojas com entrada directa da rua - é essa permeabilidade que era importante preservar na reconstrução. Mas houve cedências - há um desses espaços na Rua do Carmo mas pelo que sei aquilo não funciona. As pessoas não se sentem atarídas por aqueles espaços pequenos em cave sem ligação à rua. O tempo deu-nos razão.»

Caixilharias: «As janelas estão aí para serem copiadas»
«É impossível manter a expressão elegante das caixilharias originais das janelas com a introdução do vidro duplo. O vidro duplo exige caixilharias muito grossas. A solução que encontramos foi manter no exterior as janelas originais em madeira e vidro simples - iguais às que estão aí - e por dentro instalamos uma segunda janela para obter o conforto ambiental.»

Circulação rodoviária: «As ruas de sentido único prejudicam as cidades.»
«Acaba por ser uma moda. Há cidades e vilas de província que já implementaram o sistema de ruas de sentido único e no entanto não têm qualquer problema de congestionamento.» «Pessoalmente não acredito que, a médio e longo prazo, traga algo de bom às cidades.»

Animação da Baixa-Chiado: «As cidades também precisam de dormir.»
[Exactamente! Começa a ser uma paranoia estar sempre a falar de "animação" - que em muitos casos mais não quer dizer que "comercialização do espaço público e monumentos, de que são exemplos lamentáveis a presença da TMN na Praça do Comércio]

Ficamos também a saber que o Arquitecto Siza já entregou à CML o Projecto de execução para a zona envolvente ao Convento do Carmo. Deste projecto faz parte, para além da conclusão da ligação pedonal entre a Rua Garrett e o Largo do Carmo (pelo interior do quarteirão), a criação de um novo jardim e miradouro na antiga cerca do convento. Informou também que a CML garantiu que há dinheiro para avançar com o projecto. Aguardemos...

Foto: estado actual da envolvente do Convento do Carmo / Elevador de Santa Justa, 20 anos depois do incêndio!

Friday, December 12, 2008

SIZA: «20 anos do Incêndio do Chiado» em debate no CNC

«20 anos do Incêndio do Chiado» é o tema da próxima edição do Jornal Falado que se irá realizar no dia 15 de Dezembro, às 18h30 no Ciber-Chiado do Centro Nacional de Cultura, no Largo do Picadeiro nº 10 - 1º.

O Arquitecto Álvaro Siza Vieira, e outros convidados, falarão sobre o projecto de reconstrução, em que uma das apostas foi a devolução ao público dos logradouros entre edifícios. A conversa abordará também a realidade actual desta zona histórica assim como os projectos futuros.

O debate será moderado pelo Dr. Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional de Cultura.

ENTRADA LIVRE

Foto: as imaginativas novas "mansardas" do Hospital da Ordem Terceira (ilegais?)

Thursday, December 11, 2008

Comunicado: 'Inauguração' do Cais das Colunas

Caro(a) Amigo(a)

Foi com muita satisfação que tomámos conhecimento da cerimónia de 'inauguração' dos Cais das Colunas, prevista para amanhã, dia 12, pelas 11h.

Com efeito, ainda que o dito cais continue 'entalado' por aterros de pedras e lamas e, portanto, os seus degraus desçam direitos às pedras, as colunas, que agora se apresentam limpas, foram efectivamente recolocadas no seu local e aparentam ser genuínas.

Uma vez que as obras de saneamento já anunciadas publicamente deverão ser contemporâneas das do reperfilamento da Ribeira das Naus; uma vez que não se nos afigura próxima a remoção dos aterros acima referidos, e uma vez que a praça da Estação Fluvial também não será arranjada tão cedo, apenas se nos coloca uma pergunta: esta cerimónia é para quê?


Paulo Ferrero, Fernando Jorge e Virgílio Marques



Foto

Resolução do Conselho de Ministros n.º 192/2008

O Plano Director Municipal (PDM) de Lisboa foi ratificado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 94/94, de 29 de Setembro, tendo sido e foi alterado através das Resoluções do Conselho de Ministros n.os 104/2003, de 8 de Agosto, e 20/2004, de 3 de Março, e ainda, por força da ratificação do Plano de Pormenor de Artilharia Um, pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 69/2005, de 17 de Março.
Os artigos 38.º a 40.º do Regulamento do PDM de Lisboa determinam a elaboração de um plano de pormenor ou regulamento administrativo que tenha por fim a preservação e revitalização do conjunto arquitectónico e urbanístico da zona histórica da Baixa. Neste contexto, a Câmara Municipal de Lisboa, por deliberação de 19 de Março de 2008, determinou a elaboração do Plano de Pormenor da Baixa Pombalina e a aprovação dos respectivos termos de referência, nos termos do artigo 39.º do Regulamento do PDM de Lisboa.
A elaboração, ora a decorrer, do Plano de Pormenor para a Baixa Pombalina tem como pressupostos essenciais a preservação dos edifícios de traça e construção setecentista, bem como dos de especial interesse arquitectónico ou urbanístico, a definição das regras e condições a que devem obedecer as intervenções sobre o edificado e a identificação, protecção e integração dos valores históricos e
arqueológicos de especial interesse. A elaboração do Plano de Pormenor tem ainda como objectivo a revitalização da zona, através da definição de usos e intervenções de requalificação no edificado e no espaço público que tornem esta zona da cidade atractiva, dinâmica e competitiva do ponto de vista cultural, turístico e económico, à semelhança de outros grandes conjuntos patrimoniais existentes noutras cidades europeias.
Os trabalhos relativos ao Plano de Pormenor da Baixa Pombalina encontram-se já em adiantado estado de elaboração, existindo já uma versão preliminar do Plano, o que, aliado à urgência de algumas intervenções de reabilitação e requalificação da área em causa, justifica a suspensão do PDM de Lisboa e permite ainda a definição das medidas preventivas adequadas a permitir as intervenções necessárias e a garantir a execução do futuro plano.
Neste contexto, sob proposta da Câmara Municipal, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, em 23 de Setembro de 2008, a suspensão parcial do PDM de Lisboa em vigor na área delimitada na planta anexa à presente resolução e o estabelecimento de medidas preventivas, pelo prazo de dois anos. Neste contexto de ausência de instrumento de planeamento territorial aplicável à área em causa, decorrente da suspensão do PDM agora aprovada, impõe-se o estabelecimento de medidas preventivas que visam permitir a realização de operações de requalificação e reabilitação urbana urgentes que, a não serem realizadas, poderiam comprometer e tornar mais onerosa a execução do futuro plano. Estas medidas preventivas garantem ainda a execução do futuro plano através da proibição da alteração substancial da situação existente, eliminando a possibilidade da realização de intervenções urbanísticas de maior impacte, designadamente as operações de loteamento e obras de urbanização que lhe estão associadas, bem como novas obras de construção de edifícios, reconstrução sem preservação das fachadas e trabalhos de remodelação dos terrenos.
Restringem-se as obras de ampliação, de reconstrução com preservação da fachada, bem como de obras de demolição, e definem-se as condições, excepcionais, em que podem ser realizadas obras de alteração.
No caso destas últimas, pretende-se garantir a preservação dos valores arquitectónicos e patrimoniais existentes, sem prejuízo da melhoria das condições de habitabilidade dos edifícios e da sua adaptação a novas exigências espaciais e funcionais.
Neste contexto, pretende-se melhorar o desempenho estrutural dos edifícios, permitindo as obras de alteração da estrutura resistente, sem prejuízo da necessária utilização dos materiais e técnicas de construção similares às originais, quando os edifícios ainda mantenham essas características, bem como as obras no interior dos edifícios que melhorem as respectivas condições de utilização.
Ainda no caso das obras de alteração, pretende-se garantir a manutenção ou reposição das fachadas e métrica pombalinas, bem como dos materiais e revestimentos exteriores que visem a reposição das características primitivas dos edifícios e eliminar os elementos dissonantes posteriormente introduzidos.
Estas medidas preventivas, garantindo os objectivos essenciais que presidiram ao seu estabelecimento, não impedem as intervenções que venham a revelar-se necessárias ou oportunas nas infra-estruturas públicas e na melhoria dos espaços públicos de utilização colectiva.
Importa, ainda, referir que as operações de reabilitação e requalificação urbana da frente ribeirinha de Lisboa, de iniciativa do Governo, cujos objectivos e principais linhas de orientação constam do documento estratégico «Frente Tejo», aprovado em anexo à Resolução do Conselho de Ministros n.º 78/2008, de 15 de Maio, se encontram,
na zona de intervenção da Frente Ribeirinha da Baixa Pombalina, parcialmente abrangidas pela suspensão do PDM de Lisboa e respectivas medidas preventivas, agora
aprovadas.
Verificando-se que as medidas preventivas não impedem a realização das operações de reabilitação e requalificação urbana da iniciativa do Governo previstas para a área em causa, está assegurada, neste aspecto, a conformidade legal das referidas medidas preventivas.
Importa ainda referir que a área a abranger pelas medidas preventivas agora estabelecidas não inclui as quatro áreas assinaladas com a letra B na planta anexa
à presente resolução, que seencontram já abrangidas pela suspensão do PDM ratificada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 153/2008, de 14 de Outubro, e pelas medidas preventivas publicadas pela mesma resolução.
Refira-se ainda que nos últimos quatro anos não foram estabelecidas quaisquer medidas preventivas para a área objecto da presente regulamentação cautelar.
A presente suspensão foi instruída com a colaboração da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, nos termos do n.º 8 do artigo 96.º do Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, na redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19 de Setembro.
Assim:
Ao abrigo do disposto na alínea b) do n.º 2 do artigo 100.º do Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, na redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19 de Setembro, e nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 — Ratificar a suspensão parcial do Plano Director Municipal de Lisboa, pelo prazo de dois anos, na área delimitada na planta anexa à presente resolução e que dela faz parte integrante, abrangendo os artigos 38.º, 39.º e 40.º do respectivo Regulamento.
2 — Publicar, em anexo, o texto das medidas preventivas aprovadas pela Assembleia Municipal de Lisboa, em 23 de Setembro de 2008, para a mesma área a vigorar pelo prazo de dois anos.
Presidência do Conselho de Ministros, 27 de Novembro de 2008. — O Primeiro-Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.

ANEXO
Medidas preventivas para a área classificada como área histórica da Baixa (área A)
pelo Plano Director Municipal de Lisboa
Artigo 1.º
Âmbito territorial
Fica sujeita a medidas preventivas a área assinalada com a letra A na planta anexa (com excepção das áreas assinaladas com a letra B), à escala de 1:5000, que correspondeà área classificada como área histórica da Baixa pelo Plano Director Municipal de Lisboa, ratificado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 94/94, de 29 de Setembro, a abranger pelo futuro Plano de Pormenor da Baixa Pombalina, actualmente em elaboração.
Artigo 2.º
Âmbito material
1 — Na área assinalada com a letra A na planta anexa, com excepção das áreas assinaladas com a letra B, as medidas preventivas consistem na proibição de:
a) Operações de loteamento e obras de urbanização;
b) Obras de construção;
c) Obras de ampliação, com excepção das obras de ampliação parcial em cave que tiverem por objectivo implantar equipamentos e meios técnicos imprescindíveis à
reabilitação funcional e ou à segurança dos edifícios, e que não provoquem danos nas estruturas do próprio edifício ou no edificado próximo;
d) Obras de alteração, com excepção:
i) Das obras de alteração de coberturas dissonantes que tiverem por objectivo a reposição da sua coerência geométrica para harmonização com as coberturas adjacentes
no contexto da rua e do quarteirão;
ii) Das obras de alteração das fachadas que tiverem por objectivo atingir um melhor comportamento estrutural do edifício, com reposição das métricas pombalinas;
iii) Das obras de alteração das fachadas que tiverem por objectivo a supressão de elementos dissonantes, tais como gradeamentos, caixas de estores e unidades de ar
condicionado;
iv) Das obras de alteração da estrutura resistente que tiverem o propósito de criar uma estrutura, compatível com o modelo original, em edifícios em estado de pré- ruína, total ou parcial, devidamente comprovado por vistoria municipal,
v) Das obras de alteração da estrutura resistente que tiverem o propósito de garantir o bom desempenho estrutural de edifícios onde a estrutura original tenha sido profundamente alterada pela inclusão de elementos estruturais diversos e não colaborantes, atingindo-se uma situação de irreversibilidade;
vi) Das obras de alteração da estrutura resistente, recorrendo, sempre que possível, a materiais e técnicas construtivas similares às originais, que tiverem o propósito de garantir a melhoria do desempenho estrutural dos edifícios, adaptando-os às exigências espaciais e funcionais da vida contemporânea, sem supressão dos elementos, componentes e materiais originais coerentes e em bom estado de conservação;
vii) Das obras de alteração das divisões interiores que tiverem o propósito de realizar alterações, para melhoria de condições de habitabilidade, nomeadamente introdução de instalações sanitárias, cozinhas e elevadores, e que promovam a preservação dos elementos arquitectónicos e decorativos eventualmente ainda existentes e garantam a estabilidade e a compatibilização das soluções estruturais;
viii) Das obras de alteração das divisões interiores que tiverem o propósito de promover a reabilitação funcional de edifícios profundamente alterados nas suas características primitivas e que sejam compatíveis com as estruturas originais remanescentes e com as fundações;
ix) Das obras de alteração de materiais de revestimentos exteriores, com excepção de azulejos, que visem a reposição das características primitivas dos edifícios;
e) Obras de reconstrução sem preservação das fachadas;
f) Obras de reconstrução com preservação das fachadas, com excepção dos casos identificados na lista constante do anexo ao presente texto, onde actualmente só existem as fachadas dos edifícios, devendo nestes casos não ser ultrapassada a cércea, a altura total e a volumetria dos edifícios primitivos e serem adoptadas soluções estruturais compatíveis;
g) Trabalhos de remodelação de terrenos;
h) Obras de demolição, total ou parcial, de edificações existentes, com excepção dos edifícios, ou das partes e elementos construtivos de edifícios, que, comprovadamente,
por vistoria municipal, ameacem ruína ou ofereçam perigo para a saúde pública e para a segurança das pessoas, que visem a consolidação e reforço de estruturas e fundações
ou que resultem de projectos aprovados nos termos das alíneas anteriores.
2 — A realização das obras permitidas ao abrigo das alíneas do número anterior fica sujeita a prévio parecer vinculativo do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR, I. P.), sem prejuízo de quaisquer outros condicionalismos legalmente exigidos e dos pareceres que o referido organismo emite no âmbito da Lei do Património Cultural (Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro).
3 — Ficam excluídas do âmbito de aplicação das medidas preventivas as acções validamente autorizadas antes da sua entrada em vigor, bem como aquelas em relação às
quais existe já informação prévia favorável válida.
Artigo 3.º
Âmbito temporal
As medidas preventivas vigorarão pelo prazo de dois anos a partir da suspensão parcial do Plano Director Municipal, ou até à entrada em vigor do Plano de Pormenor
da Baixa Pombalina, se tal ocorrer antes do termo daquele prazo.
Artigo 4.º
Entrada em vigor
As medidas preventivas entram em vigor no dia seguinte ao da sua publicação no Diário da República.

TERREIRO DO PAÇO: a TMN mal disfarçada de Natal - II




Sunday, December 7, 2008

«CRITÉRIOS DA BAIXA»: Praça da Figueira, 6B-6C


Demos todos as boas vindas aos novos reclames luminosos desta nova loja na Praça da Figueira!

Numa praça classificada IIP, «Em Vias de Clasificação» para Monumento Nacional, e parte integrante da BAIXA POMBALINA, candidata a classificação pela UNESCO!

São estes os critérios de gestão da BAIXA? É com estes exemplos que queremos convencer a UNESCO que estamos sérios quanto à candidatura da BAIXA a Património Mundial da Humanidade?

Isto é ilegal? Foi licenciado pela CML? Foi aprovado pelo IGESPAR? O que é que se passa?

Wednesday, December 3, 2008

Exposição: Lisboa 1758 - O Plano da Baixa Hoje


LISBOA 1758

O PLANO DA BAIXA HOJE

Praça do Comércio - Páteo da Galé

A exposição continua até 28 de Dezembro

Horário: todos os dias - 11hoo-19hoo

Entrada Gratuita aos Domingos

Visitas Guiadas: quinta-feira - 11h00 e 14hoo

Marcações: 21 798 89 96 / 21 798 85 26

ATENÇÃO: cuidado, não tropeçar nas 24 bolas gigantes da TMN!

Tuesday, December 2, 2008

ROSSIO: o mega cenário autista da «Jogos Santa Casa»



Algumas imagens das insensíveis «Decorações de Natal» que a Jogos Santa Casa e a CML prepararam para desfigurar o Rossio até Janeiro. É um absurdo terem autorizado esta gigante construção kitsch que tapa completamente a base do monumento a D. Pedro IV. E quando observado dos passeios laterais, cerca de 2/3 dos imóveis pombalinos da praça ficam invisíveis, atrás desta fantasia mais própria da Disneyworld do que de uma zona urbana histórica candidata a Património Mundial da Humanidade. Este mega cenário autista é suposto contar a história do "Quebra Nozes"... Mas é apenas mais um exemplo do tipo de exploração descontrolada do espaço público de Lisboa. Neste caso é particularmente grave por se tratar de uma praça emblemática da Baixa que está «Em Vias de classificação» como Monumento Nacional. Mais uma vez, questionamos o silêncio do Ministério da Cultura / IGESPAR responsáveis, segundo a lei, pela classificação e salvaguarda dos Monumentos Nacionais. Tal como acontece com a estátua equestre de D. José, também aqui a fachada do Teatro Nacional está iluminada do azul TMN. Para que não haja a menor dúvida a quem pertence a Baixa durante o Natal.

Monday, December 1, 2008

TERREIRO DO PAÇO: a TMN mal disfarçada de Natal


Mais duas imagens das mal disfarçadas «Decorações de Natal» que a TMN e a CML prepararam para nos enfiar pelas goelas abaixo até Janeiro (pois não sabemos até quando vão lá ficar as 24 bolas gigantes). Esta exploração acontece numa Praça classificada como Monumento Nacional. Que dizer do silêncio do Ministério da Cultura / IGESPAR responsáveis, segundo a lei, pela salvaguarda dos Monumentos Nacionais?

Friday, November 28, 2008

Porquê gastar 3 mil milhões para atravessar o Tejo, se custa 300 com novas tecnologias?

«Porquê gastar 3 mil milhões para atravessar o Tejo, se custa 300 com novas tecnologias?»

in Jornal Económico por Jack Soifer

"As grandes capitais como Paris e Londres têm transporte integrado com minibus a biogás nos suburbios até ao metro no centro, com o mesmo cartão. Têm grandes parques junto às estações de comboio e metro; portagens se o automóvel entra na cidade.

Muitos engenheiros afirmam que a Ponte Vasco da Gama tem capacidade até 2030 ou mais. Falta um túnel para comboios! É a mais simples e barata solução. Não altera a vista nem o habitat das aves. O de Estocolmo, para o metro, e o do Canal da Mancha, para comboio de passageiros e veiculos, mostrou ser o melhor. Hoje é pré-construido à beira-rio em módulos estanques, rebocados, localizados a GPS e afundados numa semi-vala pré-dragada no rio, similar aos de Boston e Baltimore.

Um terramoto danificaria a ponte planeada, como em S.Francisco; um tunel modulado usa um tipo de airbag que fecha o módulo afectado sem danificar o resto do tunel.

As formas estão prontas, a tecnologia usada. Se querem quatro vias, faz-se dois tuneis. Enquanto a ponte limita a uma dúzia os possiveis concorrentes e permite todo o tipo de lobi, o tunel, após o projecto, pode abrir-se para oitenta concorrentes, todos locais. Usa 100% de materiais fabricados cá, por empresas de cá, com empregados de cá.

A quem interessa gastar 3 mil milhões em vez de 300 ? Quem vai pagar 30 dos 40 mil milhões em obras faraónicas ? Em portagens, tarifas e impostos, um mlhão de contribuintes terão de pagar, cada um, mais 5 mil euros por ano em 6 anos para satisfazer o lobi de uma duzia de empreiteiras? Inovar é usar um tunel para atravessar o Tejo."

[Um interessante texto publicado no Jornal Económico no passado dia 5 de Maio. De facto, porque razão se insiste numa solução que vai provocar tantos impactos negativos na paisagem urbana consolidada de Lisboa? Porquê massacrar mais as freguesias da zona oriental quando existe uma solução com impactos visuais menores e mais económica? Porquê perturbar outra vez a vida selvagem do estuário do Tejo com outra ponte? Porquê intervir de maneira tão brutal no Skyline histórico de Lisboa? Esta decisão autista do governo vai também complicar a candidatura da BAIXA à UNESCO - é bom lembrar que a área a classificar inclui uma zona tampão no próprio Tejo].

Thursday, November 27, 2008

«CONTO DO NATAL» OU «CONTO DO VIGÁRIO»?




É uma vergonha, nacional, ver as duas principais praças históricas da capital transformadas em feiras de publicidade.

Com a desculpa, mal disfarçada, do Natal, uma empresa de telemóveis instalou-se na Praça do Comércio com 24 grandes balões.

E no Rossio, uma instituição que pela sua história centenária devia dar o exemplo de boas práticas e de respeito pelo património, ergueu uma enorme estrutura kitsch, evocação pueril da terra do Pai Natal, que tapa o monumento a D. Pedro V [assim como a fachada do Teatro Nacional!].

Os impactos negativos são óbvios e não precisam de mais argumentação para além de uma breve e simples visita aos sítios (ver fotografias). Não se pode aceitar que a Praça do Comércio e o Rossio, com pretensões de serem classificadas pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, possam estar durante mais de dois meses desfiguradas por estruturas de publicidade desta dimensão. Mas antes de se falar na hipotética classificação por um organismo internacional, os cidadãos questionam o silêncio do IGESPAR. Sendo evidente que a plena fruição destes imóveis classificados está comprometida pelas estruturas de publicidade agressiva – e tendo em consideração que a fruição dos bens culturais é um direito que está consagrado na Lei do Património - porque razão o Ministério da Cultura / IGESPAR não salvaguardam a integridade patrimonial da Praça do Comércio e do Rossio? Foram consultados?

Seria impossível um cenário destes em Londres, na Trafalgar Square ou em Paris, na Place de la Concorde. Será que a CML já se esqueceu que a Praça do Comércio é a única do país classificada como «Monumento Nacional»? E que a classificação da Baixa está em vias de ser alterada de Imóvel de Interesse Público para Monumento Nacional? As ocupações do espaço público que prejudiquem a visualização integral dos monumentos devem ser proibidas.

É lamentável ver todos os anos a Baixa explorada desta maneira pelas grandes marcas e empresas. E tudo com a aprovação da CML - a mesma que organiza uma exposição que celebra os 250 anos do Plano da Baixa. É frustrante ver o novo executivo da CML a repetir erros de executivos anteriores, num ciclo vicioso que só projecta Lisboa como cidade provinciana, onde a história e o património estão sempre disponíveis, por um preço, em euros.

FOTO: Conto do Natal?! Conto do Vigário!

Wednesday, November 26, 2008

STREETCAR DESIRE...

In Los Angeles, where the car is king, an unlikely mode of public transport is making a comeback: the tram. Following the model set by cities such as Portland (pictured) and Seattle, which have reintroduced trams in recent years to great success, LA is planning to build a 5Km system as part of an overall revitalization of the city’s Broadway commercial corridor. Ironically, before highways crisscrossed southern California, LA had one of the largest tram systems in the world, with 20 lines, nearly 970km of track, and more than 1,200 trams. The system reached its peak in the 1930’s and then faced a losing battle with the car, finally disappearing in 1963.

The big question now is whether Angelenos will want to ditch their cars in favour of something greener.

DING DING – US tram projects:
CINCINNATI: 10-12km loop
COLUMBUS: 4.5km system
ATLANTA: two lines and 16km of track
MIAMI: 16km system that’s part of a 2 billion euro redevelopment project
AUSTIN: 24km linking airport and city
In MONOCLE, Novembro 2008, pág. 38

(esta história parece muito familiar... e também podemos fazer a mesma pergunta que aparece no final do artigo: «Será que os lisboetas irão descartar os seus carros em favor de algo mais verde?» Depois de tantas décadas de investimento na mobilidade centrada nas viaturas de transporte individual...)

Tuesday, November 25, 2008

TMN vai ter de reduzir publicidade natalícia com que ocupou Terreiro do Paço

A Câmara de Lisboa pediu à empresa TMN para reduzir a publicidade natalícia com que ocupou todo o Terreiro do Paço, e que gerou reacções de espanto e indignação entre muitos dos munícipes que por ali pas-
saram ontem. A operadora de tele-
comunicações é uma das patrocina-
doras das iluminações de Natal da cidade, e foi nessa qualidade que encheu o Marquês de Pombal e a Praça do Comércio de totens encimados por megabalões com o símbolo da marca em grandes letras.
Algo que contraria as promessas do presidente da autarquia, que disse que a publicidade dos patrocinadores seria pouco ostensiva. Interrogado ontem sobre o assunto, remeteu a resposta para o seu vice-presidente, que admitiu que, apesar de estar "dentro das regras do concurso" lançado pela autarquia para o efeito, a ocupação da Praça do Comércio se mostra "visivelmente excessiva". O autarca não explicou no entanto se a redução da publicidade será feita por via da diminuição do número de estruturas ou da redução da dimensão de cada uma delas. Nem quais as consequências que a alteração poderá ter no patrocínio da TMN.
"Foi uma nave espacial que apareceu ali e que vai distribuir imensos telemóveis a todos os lisboetas", ironiza a vereadora social-democrata Margarida Saavedra, acrescentando que só assim se justifica semelhante ocupação. O porta-voz da TMN, Francisco Lucena, diz que vão efectivamente ser retirados "alguns pontos de iluminação" da Praça do Comércio, e que a ideia, que funcionava em maquete, teve um efeito diferente quando aplicada à realidade.

In Publico