Thursday, February 26, 2009
Wednesday, February 25, 2009
Cada vez mais o "cidadão-carro" é que decide a cidade
Voltando à escala da rua, não serão os pilaretes, nem muito menos a proliferação de sinalização vertical a proibir o estacionamento, que poderão alterar os comportamentos insustentávies cada vez mais enraízados na sociedade portuguesa. As questões estruturais da mobilidade urbana sustentável continuam por implementar. A crónica falta de visão apartidária do planeamento urbano estão a comprometer o futuro de Lisboa. Assim, e até que Município e Estado acordem e actuem, assistiremos ao agravar dos problemas da mobilidade. No vazio criado, vai crescendo a importância do transporte individual - porque os cidadãos não podem esperar 48 minutos por um autocarro.
Sunday, February 22, 2009
I Congresso Internacional sobre Cidades, Culturas e Sociabilidades
Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 17 e 18 de Abril de 2009
Objectivos
As políticas da desindustrialização e a reconstrução dos espaços urbanos promoveram o aparecimento de novas infra-estruturas urbanas cujos símbolos são os centros comerciais, os hipermercados, os espaços museológicos, as zonas ribeirinhas de lazer ou os parques temáticos. Um dos traços distintivos da arquitectura destes espaços é a sua função lúdica sendo o espaço colectivo cada vez menos um espaço público, face à entrega sistemática destes à administração privada. Os "novos" centros das cidades apareçam abstraídos do espaço e tempo exteriores, excluindo todos os aspectos negativos da cidade como a sujidade, a toxicodependência, o trânsito e a pobreza.
O I Congresso Internacional sobre Cidades, Culturas e Sociabilidades pretende mobilizar perspectivas interdisciplinares para reflectir e debater a(s) cultura(s) urbana(s) bem como as sociabilidades que se geram nas cidades, tendo em conta a potenciação que as mesmas geram na sociedade como um todo.
Temas
Barreiras Arquitectónicas
Campus Universitários
Centros Comerciais
Centros Históricos
Cidades Sustentáveis
(Des)industrialização Urbana
Espaços Museológicos
Género e Urbanismo
Habitação Urbana
Memória Histórica
Ordenamento dos Territórios Metropolitanos
Parques e Espaços Públicos
Parques Tecnológicos
Parques Temáticos
Renovação Urbana
Sociabilidades
Tribos Urbanas
Urbanismo e Turismo
Violência Urbana
Organização: AGIR – Associação para a Investigação e Desenvolvimento Sócio-cultural
Apoio: Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Comissão Científica
António Pedro de Andrade Dores, CIES/ Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (Portugal)
Beatriz Santamarina, Departamento de Sociología y Antropología Social/ Facultad de Ciencias Sociales/ Universidad de Valencia (Espanha)
David Coronado, Universidad de Guadalajara (México)
Dulce Magalhães, Instituto de Sociologia/Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal)
Ester Massó Guijarro, Departamento de Filosofia da Universidade de Granada (Espanha)
Fernando Cruz, Instituto de Sociologia/Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal)
Graciela Sanchez Guevara, Universidad Autónoma de la Ciudad de México (México)
João Antunes, Universidade Fernando Pessoa (Portugal)
João Teixeira Lopes, Instituto de Sociologia/Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal)
Júlia Petrus, Universidade Federal do Maranhão (Brasil)/ Universidade de Barcelona (Espanha)
Virgílio Borges, Instituto de Sociologia/Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal)
Xerardo Pereiro, CETRAD/Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Portugal)
Resumos e Comunicações
Resumos: Os resumos deverão ser elaborados em duas das línguas oficiais do Congresso (Português, Espanhol, Inglês e Francês) e deverão conter 250 a 350 palavras, título provisório, tema, nome do autor, instituição, palavras-chave. O texto do resumo deverá indicar sumariamente os objectivos da comunicação, enquadramento teórico, metodologia empregue na investigação e resultados eventualmente obtidos.
Envio do resumo por e-mail (em alternativa: disquete ou CD-Rom), até 20 de Março de 2009.
Apresentação dos textos (resumos e comunicações): Word 97/2000/XP; Times New Roman; tamanho 12; espaçamento entre linhas de 1,5 linhas.
Comunicações escritas: Título definitivo, nome do autor, instituição, palavras-chave, referências bibliográficas, até 30 páginas A4, em disquete/CD-Rom ou e-mail, Word 97/2000/XP, Times New Roman, tamanho 12, espaçamento entre linhas de 1,5 linhas.
Envio das comunicações escritas por e-mail (em alternativa: disquete ou CD-Rom), até 30 de Abril de 2009.
Comunicações orais: serão seleccionados para comunicações orais com duração mínima de 12 minutos, os resumos que obedeçam aos requisitos gerais enunciados para os mesmos e cujos participantes se encontrem inscritos no evento, apenas para esta modalidade, até 20 de Março de 2009.
Outras informações:
Para todas as apresentações orais serão disponibilizados os seguintes meios: projector multimédia e computador, projector de diapositivos e retroprojector de acetatos.
A avaliação dos resumos será feita pela Comissão Científica e os resumos seleccionados serão publicados nas actas do Congresso. Os autores com resumos seleccionados serão informados por e-mail da aceitação dos mesmos. A Comissão Organizadora informa ainda que reserva a aceitação definitiva dos resumos de pessoas inscritas no mesmo. Mais informa que não dispõe de recursos para financiar os participantes, pelo que solicita aos mesmos que providenciem recursos, para garantir a sua vinda.
Inscrição - Até 20 de Março de 2009:
Membros do Instituto de Sociologia: 15 euros
Participantes com comunicação: 40 euros
Participantes sem comunicação: 20 euros
Estudantes de licenciatura (sem comunicação): 10 euros
AGIR - Associação para a Investigação e Desenvolvimento Sócio-cultural
Rua do Juncal, n.º 465 r/c frente esquerdo
4445-489 Ermesinde
Portugal
Wednesday, February 18, 2009
MUSEUS: Petição quer "travar" projecto do novo Museu dos Coches e transferência da Arqueologia para a Cordoaria Nacional
Os cerca de 200 subscritores "requerem uma intervenção rápida" de Aníbal Cavaco Silva, do Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, do Primeiro-Ministro, José Sócrates, e do Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, "no sentido de travar o projecto em curso do novo Museu dos Coches".
O texto da petição, cuja primeira subscritora é a museóloga Raquel Henriques da Silva, refere que o novo museu custará 31,5 milhões de euros e "constitui um verdadeiro 'terramoto' de efeito de ricochete na museologia nacional".
Os autores da petição, disponível em http://www.gopetition.com/petitions/salvem-o-museu-dos-coches, exigem "a manutenção, nos espaços actuais, do Museu Nacional dos Coches e do Museu Nacional de Arqueologia e a conservação da integridade física e técnica original da Cordoaria, enquanto monumento nacional de interesse internacional".
Recentemente, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, afirmou no Parlamento que os actuais serviços de arqueologia, a funcionar em Belém, seriam transferidos para a Cordoaria Nacional, à Junqueira, e também para o Museu de Marinha.
Alerta o texto da petição que "a lei obriga a que uma intervenção num Monumento Nacional, como é o caso da Cordoaria Nacional, se fundamente num projecto de conservação e restauro e permita a salvaguarda dos seus valores arquitectónicos e técnicos integrados, não permitindo que se faça uma mera adaptação como parece ser o caso, o que pré-figuraria uma atitude de vandalismo de Estado".
Na óptica dos peticionários, o projecto em curso é "completamente desnecessário e impede que as verbas respectivas sejam aplicadas em projectos culturais de verdadeiro interesse público urgente", como - exemplificam - "a renovação dos outros museus nacionais sedeados em Lisboa, recuperação dos Monumentos Nacionais em perigo de desclassificação pela UNESCO, ou a qualificação da Cordoaria Nacional como monumento técnico significativo da actividade marítima portuguesa".
Entre os cerca de 200 subscritores da petição figuram o secretário-geral da European Federation of Associations of Industrial and Technical Heritage, Adriaan Linters, e os arquitectos Nuno Teotónio Pereira, José Morais Arnaud e Luis Raposo.
NL.
Lusa/Fim
«Fuga ao trânsito na Baixa encheu metropolitano»
Apenas nos próximos dias será possível aferir se as alternativas criadas são suficientes para escoar os largos milhares de automóveis que atravessam a cidade, até meados de Junho. Mas Costa deixou o alerta: "a minha esperança é que as pessoas não se entusiasmem com as notícias e queiram fazer aquilo que não puderam fazer hoje [ontem]".
Tuesday, February 17, 2009
PETIÇÃO: "SALVEM OS MUSEUS NACIONAIS DOS COCHES E DE ARQUEOLOGIA E O MONUMENTO DA CORDOARIA NACIONAL"
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Exmos. Senhores,
Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva
Presidente da Assembleia da Republica, Dr. Jaime Gama
Primeiro-Ministro, Eng. José Sócrates
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa
O Museu Nacional dos Coches sendo de génese monárquica foi com a República que adquiriu o carácter de organização museológica, transformando-se na instituição fundadora da museologia portuguesa, de carácter nacional e com projecção internacional.O valor artístico do espaço (antigo Picadeiro Real), a raridade da sua colecção (considerada universalmente como a mais notável no seu género, com especial destaque para os três coches monumentais da Embaixada de D. João V ao Papa Clemente XI, construídos em Roma em 1716 e únicos no mundo, bem como o raro exemplar de coche de viagem de Filipe II, construído em Espanha – Século XVI- XVII – e um dos modelos de coche mais antigos de que há conhecimento), e o sistema desenvolvido de exposição desta última, correlacionando-a com imagens e pinturas de época, garantiram-lhe a reputação europeia sem precedentes na história dos museus portugueses e na própria evolução da museologia, através de uma orientação estratégica pioneira pautada por princípios europeus modernos, criando um ambiente de exigência e trabalho de que os próprios republicanos se orgulhavam.O projecto entretanto surgido para a construção de um novo Museu dos Coches pretende esvaziar o actual edifício e transferir a colecção para um novo espaço a construir, onde se erguem agora as Oficinas Gerais de Material de Engenharia, que serão demolidas. Não pondo em causa a qualidade do projecto de arquitectura, estima-se, no entanto, que este projecto terá um custo actual estimado de 31,5 milhões de euros.Considerando a actual magnitude internacional do Museu Nacional dos Coches, que é o museu mais visitado de Portugal, muito significativamente por estrangeiros a quem não será indiferente a dignidade e o ambiente do espaço actual de notável valor formal e de antiguidade. Note-se que não é por acaso que em São Petersburgo se optou recentemente pela colocação de um espólio similar no antigo picadeiro real;Considerando que o actual edifício do Museu, por imperativos técnicos e artísticos (vide, pareceres técnicos de finais dos anos 90), está impossibilitado de acolher a Escola Portuguesa de Arte Equestre, temendo-se, portanto, caso avance o projecto de novo museu, a sua subutilização;Considerando que o projecto do novo museu não afecta somente o Museu Nacional dos Coches, mas antes constitui um verdadeiro 'terramoto' de efeito ricochete na museologia nacional, pois implicará a obrigação de deslocar os serviços do antigo IPA (actual IGESPAR) da arqueologia subaquática, do depósito de arqueologia industrial, para a Cordoaria Nacional e, por esta via, uma eventual transferência do Museu Nacional de Arqueologia para a mesma Cordoaria, que é Monumento Nacional desde 1996 (DL 2/96, DR 56, de 06-03-1996);Considerando que a lei obriga a que uma intervenção num Monumento Nacional, como é o caso da Cordoaria Nacional, se fundamente num projecto de conservação e restauro e permita a salvaguarda dos seus valores arquitectónicos e técnicos integrados, não permitindo que se faça uma mera adaptação como parece ser o caso, o que pré-figuraria uma atitude de vandalismo de Estado;Considerando, portanto, que o projecto em curso se nos afigura completamente desnecessário e impede que as verbas respectivas sejam aplicadas em projectos culturais de verdadeiro interesse público urgente (ex. renovação dos outros museus nacionais sediados em Lisboa, recuperação dos MN em perigo de desclassificação pela UNESCO, qualificação da Cordoaria Nacional, como monumento técnico significativo da actividade marítima portuguesa, etc.);Os abaixo-assinados requerem a Vossas Excelências uma intervenção rápida no sentido de travar o projecto em curso do novo museu dos coches, garantindo assim a manutenção, nos espaços actuais, do Museu Nacional dos Coches e do Museu Nacional de Arqueologia e a conservação da integridade física e técnica original da Cordoaria, enquanto monumento nacional de interesse internacional.
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Fernando Jorge, Luís Marques da Silva e Renato Grazina
S.F.F, Assine e DIVULGUE:Petição 'Salvem os Museus Nacionais dos Coches e de Arqueologia e o Monumento da Cordoaria Nacional!', em http://www.gopetition.com/petitions/salvem-o-museu-dos-coches.html
Monday, February 16, 2009
ESPECIALIDADES DO TERREIRO DO PAÇO: «OBRAS»
Sunday, February 15, 2009
Friday, February 13, 2009
VÃO MAS É DE CARRINHO
Fernanda Câncio
Jornalista - fernanda.m.cancio@dn.pt
«No último fim de semana, com parte da Baixa fechada ao trânsito por causa da repavimentação da Rua da Prata - e como tardou -, um taxista comentava, escarninho: "Vêm aí as eleições, já começam as obras". Pode ser que o taxista tenha razão e que a equipa de António Costa, ao fim de um ano e meio a governar Lisboa, tenha só agora arrancado para a acção por motivos que se devem também ao calendário eleitoral. Mas, seja qual for o motivo, é de celebrar que finalmente haja uma empreitada para tapar buracos - e como os lisboetas, mais os saltos dos sapatos, pneus e jantes agradecem - , que se iniciem as obras para certificar o fim do despejo directo dos esgotos no Tejo (um escândalo q ue envergonha toda a gente) e, jóia da coroa no que respeita aos moradores e amantes da Baixa, entre os quais me incluo, um plano para acabar com o trânsito de atravessamento na zona. [...]»
O problema não está resolvido, cara Fernanda. Acontece que a colocação de um tapete sobre outro tapete pode resultar 1-2 anos, mas com o tempo vai esburacar e torcer facilmente e de forma mais regular do que até aqui. Deviam ter levantado tudo ... mas a CML é recorrente nesta mania de cobrir com tape sobre outro e outro tapete até que os passeios fiquem da altura de 1 cm. É sempre a opção mais fácil e mais barata, mas nem por isso perene. Que me lembre, apenas a Rua de São Bento teve uma intervenção de fundo, nos últimos anos. É pena. Compreende-se a urgência mas não é a solução ideal. No resto, 100% de acordo.
Thursday, February 12, 2009
Boa-Hora como hotel de charme até poderia melhorar a Baixa
Ana Henriques
«"Seria um erro manter o edifício do tribunal nas mãos do Estado, que não cuida do seu património", diz o juiz Fernando Negrão, hoje vereador
A indignação que se vive nos meios judiciais por causa da anunciada transformação do Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa, num hotel de charme, não tem eco entre os especialistas ligados ao património. É pelo menos essa a conclusão das conversas que o PÚBLICO teve com alguns deles. Actualmente a desempenhar funções de vereador da Câmara de Lisboa pelo PSD, o juiz Fernando Negrão acha que a melhor solução é mesmo tirar o antigo convento das mãos do Estado, "porque este não cuida do seu património".
Os ratos que nunca se coibiram de partilhar os gabinetes com os magistrados dos juízos criminais ao longo das décadas chegaram a ser pretexto para uma crónica de Paquete de Oliveira. O sociólogo pensa que a solução ideal passaria por recuperar o edifício mantendo-lhe funções na área da justiça. É isso que defende a Associação de Juízes pela Cidadania, que promove uma petição a condenar a venda do antigo convento a privados, pelo que isso significa em termos de perda de memória. O protesto já recolheu mais de mil assinaturas.
"Um Estado em situação de penúria abre mãos dos meios que tem" para fazer dinheiro, reconhece Paquete de Oliveira. O investigador notou algumas diferenças entre o discurso dos funcionários de justiça da Boa-Hora, "mais sensíveis às condições de trabalho", e o dos magistrados, "mais virado para a carga simbólica do edifício".
Já o olisipógrafo José Sarmento de Matos mostra pouca paciência para posições "um bocadinho saudosistas". Na sua opinião, "a história não pára, e não se pode ficar eternamente preso a uma memória", se se concluir, como parece ser o caso, que o edifício junto à Rua Nova do Almada já não serve para as funções que desempenha há mais de século e meio. Um hotel? "Pode trazer benefícios, embora nesta conjuntura possa haver dificuldades em arranjar investidores", avisa.
A ocorrer sob a égide da Sociedade Frente Tejo, entidade de capitais públicos encarregue de recuperar a frente ribeirinha, a transformação do tribunal em hotel constitui para o historiador de arquitectura Sérgio Rosa de Carvalho uma oportunidade de revitalizar a Baixa. Tem é de ser uma intervenção exemplar do ponto de vista da preservação patrimonial: "É essencial manter aspectos como as janelas de guilhotina ou os azulejos. Não pode ser escolhido para o projecto um arquitecto que se queira afirmar pela sua criatividade." "O edifício tem de ser convenientemente restaurado", diz também Sarmento de Matos.
"Façam um convento" Cáustico, o advogado José Miguel Júdice, que durante algum tempo liderou a Sociedade Frente Tejo, lança mais uma acha para a fogueira da polémica da Boa-Hora, cuja transformação o ex-Presidente da República Mário Soares considera "uma pouca-vergonha". "Que transformem o edifício num convento", desafia Júdice. Afinal, foi para isso que o edifício foi construído no séc. XVIII.
A concentração de serviços no Parque das Nações que está a ser feita pelo Ministério da Justiça, e que implicará a mudança deste tribunal em Julho para o antigo recinto da Expo, faz todo o sentido, defende o causídico - tal como a abertura do hotel no edifício que será deixado vago na Baixa. Há contestação? "A Boa-Hora dá jeito aos advogados com escritório lá perto", observa.
Sem conseguir optar por nenhum dos lados da barricada, o urbanista Walter Rossa argumenta que a saída de serviços públicos da Baixa é sempre negativa, pela redução de actividade que implica. Por outro lado, "diz-se há tanto tempo que o tribunal ali não tinha condições de funcionamento". A clientela do hotel de charme não conseguirá compensar o desaparecimento dos juízes, réus, funcionários e advogados? "Não sei", responde Walter Rossa. Um museu ali é que não: "Não podemos ocupar sistematicamente com museus os edifícios da Baixa com valor patrimonial, senão estamos na mesma a matar esta zona da cidade."
"De há uns tempos a esta parte surgiu a mania dos hotéis de charme", critica outro olisipógrafo, Appio Sottomayor. Planeada há vários anos, pelo menos desde o tempo em que João Soares era presidente da câmara, esta é uma transformação chocante? "Dizer que estou indignado é forte de mais. Mas os lisboetas tradicionais como eu não vêem a coisa com bons olhos", responde. "No dia em que tirarem os bancos da Rua do Ouro e as repartições do Terreiro do Paço a Baixa morre." Depois de ter passado cinco anos da sua carreira de juiz na Boa-Hora, o agora vereador de Lisboa Fernando Negrão deixou de ter dúvidas: "Seria um erro manter a Boa-Hora nas mãos do Estado, que não cuida do seu património. Se a transformação em hotel for rápida e preservar os traços do edifício, é preferível."
Depois de cinco anos a trabalhar no degradado tribunal, Fernando Negrão acha preferível o edifício ser hotel»
Monday, February 9, 2009
Thursday, February 5, 2009
Tribunal da Boa Hora
Monday, February 2, 2009
Mais um andar encapuzado?
Já tinha chamado a atenção desta ampliação encapotada, aqui. E agora, esta foto recebida por email comprova o facto. Ou seja, que neste edifício [que partiu de um convite que a CML fez em 1945 ao Arq. Cristino da Silva para um «Plano Parcial de Urbanização da zona compreendida entre a Praça dos Restauradores e a Praça D. João da Câmara», cujo projecto para este novo edifício da Sociedade Industrial Aliança estaria pronto em 1948, segundo os desenhos do projecto original (publicados no catálogo da expo na Gulbenkian), em que sempre houve um piso recuado conforme se vê nesta foto], se acrescentou um novo "piso" para as instalações técnicas (ar-condicinado, antenas de telemóveis, etc.).
Os perfis de ferro são para uma cobertura de esplanada? É que, dependendo do aspecto final, isto poderá resultar num volume mais ou menos pesado/fechado e não respeita o equilíbrio projectado entre as cérceas de um lado e de outro, do Hotel Palace.
Uma coisa é muito certa: o Cristino projectou este edifício exactamente com a mesma cercea do Hotel Palace. Há alguém que pare esta espécie de "livre-trânsito" que todos os projectos de hoteis recebem na CML?
Info: FJ
Friday, January 30, 2009
«Queria passar com o carrinho de bebé e tinha de ir para o meio da estrada» - Rua da Emenda
Anna Sokolova
34 anos Russa, Médica
Thursday, January 29, 2009
As escalas de Lisboa, Morfologia, população e identidades
Actas IV Colóquio Temático“As escalas de Lisboa, Morfologia, população e identidades”
As Actas do IV Colóquio Temático "As escalas de Lisboa, Morfologia, população e identidades", apresentam escalas de observação sobre a cidade, bairros e ruas, o espaço urbano, a persistência de ruralidade nalguns bairros antigos, a heráldica autárquica, a preservação do património e a concepção e concretização de novos modelos urbanísticos. As actas do IV Colóquio Temático remetem-nos para a população e identidades, para os bairros, para a história e património de Lisboa, uma cidade em que as formas urbanas atingem outras escalas e outros valores.
Já se encontra disponível para download gratuito na loja do site do Arquivo Municipal de Lisboa:
http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/
Wednesday, January 28, 2009
CRITÉRIOS DA BAIXA: Praça da Figueira, 6B-6C
«UMA FARTURA DE LOUCURAS EM LISBOA»
Tuesday, January 27, 2009
Friday, January 23, 2009
LARGO DO CARMO: largo da circulação rodoviária?
Sunday, January 18, 2009
Tuesday, January 13, 2009
LISBOA É...
Se a CML não intervir junto das empresas responsáveis iremos ver estas más práticas proliferarem no espaço público da nossa cidade.
Monday, January 12, 2009
LISBOA É...
«Portuguese Brands: Why the Past is the Future»
Tucked down the Rua Anchieta is A Vida Portuguesa, a boutique filled with a huge selection of Portugal’s historic and still-thriving brands. For anyone interested in a brand-wise archaeological dig of this country’s last century (even more time than that, actually) and a study on how to take age-old brands and turn them into luxury goods, this is the place. The store’s brochure indirectly boasts that it is full of Proust-worthy madeleines, which would be a painfully dumb claim if it weren’t true.
Owner Caterina Portas started the digging several years before the store opened in May 2007. As such, she’s an expert on the country’s best brands and what makes them tick.
“I started looking for products that were at least 40 years old,” she says, “where the quality of the product was important and the packaging was beautiful.”
Her shop is a shrine to the past, but curiously and cleverly in tune with the present. It exalts everything from ceramic swallows, which are a national symbol, to a soap that Oprah can't get enough of, to Coração metal polish, which still uses its original 1928 logo of a heart pierced by an arrow.
“Brands spend millions to create a history for themselves. Normally items that are 60 to 80 years old won’t be bad things,” she says with a touch of irony. “If they’ve lasted this long, they’re bound to have a certain quality.”
The objects Portas stocks are iconic brands and part of the greater "national brand”—each one having reached a hallowed status where it can be equated with what it means to be Portuguese—each possessing little bits of the country’s collective soul and the reverence that brand managers around the world would die for. The products trace the arc of the 20th century, including the 42-year reign of dictator Antonio de Oliveira Salazar, up to the country’s 1986 inclusion in the European Union and the rapid modernization that followed.
Now many say the country is going through a reflective period where people are weeding out the globalized products they don’t want and keeping what they’ve been doing right the whole time.
"My feeling was that with globalization, we were all starting to be alike, to dress alike, to use the same products. It was clear that we'd see a resurgence of the local," Portas says.
Portas is conscious of the blooming nostalgia of older Portuguese citizens for the good products from their past and of a younger generation’s newfound appreciation of them.
Some of A Vida Portuguesa’s clients are of the generation that grew up with these products and sees them as practical, nostalgic and part of something good that came from a tough time. Younger clients seek a connection to the past and often use the products simply because they work well.
“Our clients are old, young, rich, poor, people from Lisbon, Portuguese, foreigners and old ladies who still want their favorite hand cream,” Portas recounts. After the better part of a century, her brands are still expanding. “Couto toothpaste is 75 years old and still finding new clients,” she says, citing one example: “Now vegans like it because it was never tested on animals.
“When you get to investigate products from daily life, you touch on a lot of subjects,” she says, explaining that many of her products are still in production thanks to their quality and connection to the Portuguese past. “It’s quite possible to tell the story of a country from the products they use.”
http://www.brandchannel.com/start1.asp?fa_id=459
Hotel ameaça último correeiro da Rua dos Correeiros
LUÍSA BOTINAS
«Lisboa. No prédio junto à extinta Lanalgo
Helena Roseta quer propor ao executivo classificação da loja
O último correeiro de Lisboa, a loja Vitorino de Sousa, Lda. a funcionar na Rua dos Correeiros há 88 anos, corre o risco de desaparecer do mapa e do imaginário lisboeta para dar lugar a um hotel . A abertura de um processo de classificação como imóvel de interesse municipal poderá ser a tábua de salvação desta loja, derradeiro exemplo do comércio tradicional.
Os vereadores do movimento Cidadãos por Lisboa deverão apresentar nas próximas semanas uma proposta nesse sentido uma vez que a Vitorino de Sousa "nem sequer faz parte da mais recente versão da carta de Inventário do Património Municipal", conforme referiu ao DN Helena Roseta, lembrando que o CPL manifestou a sua oposição à "aprovação condicionada" do projecto de arquitectura do pedido de licenciamento de obras de ampliação e alteração de interiores e exteriores do edifício localizado na Rua de Santa Justa, n.ºs 42 a 48 e Rua dos Correeiros, n.ºs 194 a 218.
A proposta do requerente, a Falabela, Sociedade de Investimentos Imobiliários, Lda pretende adaptar dois edifícios existentes, com vista à instalação de um hotel, foi aprovada em Dezembro de 2008 pelo executivo municipal, apesar dos votos contra dos representantes do CPL, PCP e Lisboa com Carmona. [...]»
Saturday, January 10, 2009
World Monuments Fund: 2010 Watch nominations are now being accepted.
2010 Watch nominations are now being accepted. Deadline for nominations is March 15, 2009.
Questions or concerns about the nomination or electronic submission process should be directed to watch@wmf.org
Thursday, January 8, 2009
Lisboa: Conselho de Ministros aprova área crítica de recuperação da Baixa-Chiado
A delimitação da área crítica de recuperação e reconversão urbanística (ACRRU) da Baixa vem possibilitar à autarquia de Lisboa o "recurso aos meios legais disponíveis que possibilitem a recuperação e reconversão urbanística daquela área", refere o comunicado do Conselho de Ministros.
O diploma hoje aprovado concede ainda ao município de Lisboa o "direito de preferência nas alienações a título oneroso entre particulares dos edifícios situados na referida área, até à extinção da declaração da ACRRU".
Dos 20,2 milhões de metros quadrados de edificado da Baixa, estima-se que mais de metade (14,4 milhões) precise de reabilitação.
De acordo com a proposta de elaboração do plano de pormenor para a Baixa Pombalina, aprovada pela Câmara em Março do ano passado, mais de 700 milhões de euros deverão ser investidos até 2020 nas diversas intervenções para revitalizar esta zona da capital.
In RTP.pt
Wednesday, January 7, 2009
Câmara de Lisboa estuda habitação a custo controlado na Baixa
Lusa / SOL
BAIXA: novo conceito de mobilidade e acessibilidade vai a discussão pública
A submissão a discussão pública do novo conceito de mobilidade e acessibilidade para a frente Tejo entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré constituiu umas das deliberações da sessão de Câmara do dia 7 de Janeiro de 2009.
Nos termos da proposta apresentada pelo presidente da CML, António Costa, e pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, trata-se de um conceito definido a partir de diversos estudos realizados - “Estudo de Acessibilidade e Transportes da Baixa Pombalina”, que é parte integrante do Relatório Baixa-Chiado - Proposta de Revitalização, de Setembro de 2006, desenvolvido pelo Comissariado para a Baixa-Chiado; relatório complementar “Caracterização da qualidade do ar na área da Baixa Chiado”, de Agosto de 2006, elaborado pela equipa DCEA-FCT/UNL; estudos realizados no âmbito da revisão do Plano Director Municipal de Lisboa (estudo sectorial de Mobilidades e Transportes) e do Plano de Mobilidade de Lisboa - que tem como objectivos estratégicos a requalificação e revalorização dos diferentes tipos de espaços públicos que integram a área de intervenção, a valorização da qualidade ambiental da cidade e a melhoria da acessibilidade/mobilidade na área central.
Na mesma sessão, foi também aprovada uma proposta, subscrita pela vereadora Helena Roseta e pelo vereador Manuel Salgado que, considerando a necessidade de definição de uma estratégia integrada no processo de revitalização da Baixa-Chiado, prevê a elaboração de um estudo económico-financeiro, técnico e jurídico para a área da Baixa sobre medidas de financiamento e fiscais que incentivem a reabilitação para habitação em regime de custos controlados para venda e arrendamento.
Segundo a vereadora Helena Roseta, trata-se de um estudo “muito importante”, que poderá funcionar como “uma base muito sólida para envolver e negociar com os promotores e todos os parceiros públicos interessados em participar na reabilitação da Baixa e fazer cumprir o Plano de Pormenor”.

