Tuesday, November 17, 2009

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 2010


A Câmara Municipal de Lisboa deu início à 2ª edição do Orçamento Participativo, depois do sucesso da 1ª edição desta iniciativa, que registou, em 2008, mais de 3400 participações.

O Orçamento Participativo (OP) é uma das formas de participação dos cidadãos na gestão da Câmara Municipal de Lisboa. Através do OP, os cidadãos podem participar apresentando uma proposta para a sua rua, bairro, freguesia, ou cidade em geral, relativo a investimentos, manutenções, programas ou actividades até ao montante de 5 milhões de euros.

O OP visa contribuir para o exercício de uma intervenção informada, activa e responsável dos cidadãos nos processos de governação local, garantindo a participação dos cidadãos na decisão sobre a afectação de recursos às políticas públicas municipais, e possibilitando assim ao executivo municipal corresponder às reais necessidades e aspirações da população de Lisboa.

A participação ocorre online, no site www.cm-lisboa.pt/op, nas seguintes fases:

Fase 1 - até 29 de Novembro de 2009

Envio de uma proposta concreta. De seguida os serviços municipais fazem a sua análise técnica e adaptam a projecto.

Fase 2 - 14 a 20 de Dezembro de 2009

Votação de um projecto que inclui o respectivo custo estimado e previsão do prazo de execução.

Nota: o FCLX participou no OP 2009 com uma proposta de devolução dos largos ao domínio público. Todos temos direito aos largos de Lisboa, em particular nos Bairros Históricos como por exemplo o Largo de S. Vicente que tem estado privatizado para estacionamento de viaturas particulares (fotos de MJS). Este ano voltaremos a insistir!

Monday, November 16, 2009

Lisboa: 5 semanas depois das eleições


Largo de Camões no fim-de-semana. Estes cartazes foram apenas retirados hoje. Mas os outros, do mesmo partido, colados em vários passeios do Chiado ainda estão por retirar... Para quem já se esqueceu, o último acto eleitoral ocorreu no dia 11 de Outubro.

CRITÉRIOS da BAIXA: Rua da Betesga


Ar-condicionado recentemente instalado na Rua da Betesga. Sem comentários...

Sunday, November 15, 2009

Chafariz da Rua de O Século (MN)







Chafariz da Rua de O Século (Freguesia de Santa Catarina). Para quando um restauro deste Monumento Nacional? O Chafariz do Largo do Carmo está em igual estado de degradação. Assim como o Chafariz da Esperança. E o Chafariz do Arco de São Mamede também. Todos classificados "Monumento Nacional". De pouco, ou nada, parece servir o reconhecimento legal do património de interesse nacional... É uma vergonha nacional.

Saturday, November 14, 2009

Farmácia Progresso: DESTRUÍDA!

A antiga Farmácia Progresso, na Rua D. Pedro V 123-125, foi completamente destruída por iniciativa dos proprietários no verão passado. As obras foram ilegais, segundo confirmação da CML. Até a nova sinalética é ilegal. O proprietário já foi intimado pela CML.

O mal está feito e é irreversível. Os interiores e exteriores oitocentistas da farmácia foram vandalizados e muito provavelmente perdidos para sempre. Lisboa ficou mais pobre. O que temos agora é uma banal farmácia de shopping center, que podia estar em qualquer parte do mundo. As madeiras nobres e entalhadas que os nossos antepassados criaram deram lugar aos plásticos e aglomerados de madeira barata. As caixilharias elegantes e bem desenhadas das portas foram substituídas por pesadas caixilharias de alumínio de catálogo. Com vários bons exemplos por Lisboa de actualização de antigas farmácias na Baixa e Chiado (incluíndo uma mesmo a poucos metros na R. da Escola Politécnica) porque razão os proprietários da Farmácia Progresso cometeram este crime contra o património da cidade? Porquê tanta ignorância e insensibilidade?

Friday, November 13, 2009

21 de Novembro: «PLANTAR 1 ÁRVORE»

Um grupo de cidadãos está a organizar uma notável iniciativa de plantação de 1000 árvores num só dia em Lisboa. As árvores serão plantadas numa zona limítrofe de Monsanto no

Dia 21 de NOVEMBRO de 2009 às 10h

As árvores serão adquiridas aos viveiros florestais de Monsanto e as espécies a plantar serão autóctones, essencialmente sobreiros e azinheiras. A C.M.L. apoia a iniciativa, através da disponibilização e preparação do terreno, e também fornecendo apoio logístico e técnico no dia da plantação. As árvores serão oferecidas pela C.M.L.

Cada participante poderá plantar uma ou mais árvores. Idealmente em média pretende-se que cada pessoa plante 3 árvores de forma a atingirmos as 1000 árvores com cerca de 300 participantes.

Esta inovadora iniciativa está a ser encarada como projecto piloto. Se funcionar bem poderá ser replicado noutra escala. Os participantes nesta iniciativa serão portanto os pioneiros. Os interessados deverão inscrever-se no site http://www.plantarumaarvore.org/

Nota: esta iniciativa devia ser replicada na Baixa, ainda um "bairro careca"...

Tuesday, November 10, 2009

«VENDE-SE CASA & VENDE-SE AUTARCA»

Curiosa as semelhanças entre dispositivos de publicidade do imobiliário e da propaganda política. O cartaz de propaganda só hoje foi retirado da fachada deste prédio de habitação na Rua da Oliveira ao Carmo. Por sua vez, a casa continua por vender. Que sentidos se podem ver nisto?

Sunday, November 8, 2009

LISBOA: 1 mês depois das eleições



Propaganda no Largo do Carmo, 1 MÊS após o último acto eleitoral.

Tudo isto ocorre num local onde é proibido afixar publicidade ou propaganda. O Chafariz do Carmo, assim como o Convento e Igreja do Carmo estão classificados "Monumento Nacional" desde 1910 e 1907 respectivamente. Esta zona urbana está ainda classificada como "Imóvel de Interesse Público" desde 1978.

Saturday, November 7, 2009

PIC-NIC nos passeios do ROSSIO



Os proprietários do Snack-Bar PIC-NIC no Rossio são particularmente abusadores do espaço público. Desde a paragem de autocarros até às árvores, tudo serve para "arrumar" os equipamentos da esplanada. Com o final do verão, as cadeiras da esplanada são simplesmente empilhadas e acorrentadas ao tronco das árvores. Por sua vez, a esplanada duplica de dimensão ao domingo, invadindo o passeio todo. Fica apenas um estreito canal que mal deixa passar uma pessoa. Provavelmente o actual número de cadeiras e mesas não corresponde ao licenciado pela CML. As pessoas com mobilidade reduzida são completamente ignoradas. Inaceitável.

As esplanadas são um dos casos crónicos da Baixa: na sua maioria, são feias, sujas, desarrumadas, desalinhadas, carregadas de publicidade, de cores berrantes e com ar desleixado. E falta ainda referir os horrivéis dispositivos de plástico para os "menus", na maioria dos casos oferecidos por marcas de refrigerantes e de cervejas. O que é fabricado para um bar de praia ou de subúrbio é aplicado nas ruas da Baixa, classificada pelo Estado como Imóvel de Interesse Público (e candidata a Património Mundial pela UNESCO...).

Friday, November 6, 2009

QUIOSQUE VOMITANDO PUBLICIDADE


O feio quiosque degradado e vandalizado vai ser em breve susbtituído por outro feio novinho em folha (será mais uma cortesia da Cemusa ou da JCDecaux). Os novos, ao contrário dos modelos anteriores que "só" permitiam a instalação de um máximo de dois painéis para publicidade, têm um sofisticado dispositivo que permite publicitar um total de 8 posters por meios mecânicos. Na outra imagem podemos observar um desses novos modelos em plena acção, vomitando publicidade para o Largo do Chiado. Em que outro centro histórico da UE se permitem estas regalias comerciais? E se formos analisar o design do objecto em si e a sua adequação ao ambiente histórico...

Wednesday, November 4, 2009

A única «novidade» e «mérito» do partido MMS?


Para um partido que sempre clamou ser «diferente», o mms revelou ser apenas mais outro partido, igual a todos os outros particularmente na falta de respeito pelo espaço público e pelo património classificado. Foi o único partido que COLOU cartazes nos passeios de Lisboa. E atrevimento não lhe faltou nesta péssima novidade como se pode ver pelos cartazes no passeio mesmo em frente da entrada principal do edifício central da CML (Campo Grande 25). Mas cartazes como este ainda podem ser vistos em toda a Baixa, Chiado, Marquês de Pombal, Alvalade, Campo de Ourique, etc.. Junto a Monumentos Nacionais, Escolas e Centros de Saúde. Entretanto já passaram quase 4 semanas sobre o último acto eleitoral. Mais uma vez, a Comissão Nacional de Eleições não actua.

Entretanto, os cartazes estão a ficar degradados, pondo em risco a segurança de pessoas. Agora na época das chuvas, e na eventualidade de cidadãos sofrerem acidentes devido à superfície escorregadia dos autocolantes, o mms irá assumir as suas responsabilidades? Quando é que o mms vai retirar todos estes cartazes do espaço público? Não podem esperar que seja o Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos da CML a executar tal serviço.

Sunday, November 1, 2009

O MARQUÊS de POMBAL 3 semanas depois das eleições


O monumento ao Marquês de Pombal, 3 semanas depois do último acto eleitoral (e 5 semanas após as eleições legislativas!). Este ano foi um péssimo ano para o Marquês...

Saturday, October 31, 2009

o novo "Arquivo da Cidade de Amesterdão"

O Arquivo da Cidade de Amesterdão foi transferido recentemente para o centro da cidade.

O mais importante arquivo da cidade está desde 2007 instalado num edifício emblemático de Amesterdão, construído entre 1919 e 1926 para sede de um grande banco holandês com actividade centrada nas colónias (o equivalente ao nosso BNU).

A adaptação da antiga sede de banco a novo arquivo é exemplar. A identidade patrimonial do edifício foi preservada mas não se comprometeu a funcionalidade do novo equipamento. Exemplar também é o horário de abertura. Foi pensado de modo a que todos os munícipes tenham a possibilidade de ir ao arquivo da sua cidade: está de portas abertas aos fins-de-semana entre as 11h e as 17h.

Este exemplo de Amesterdão é particularmente relevante para Lisboa na medida em que se trata do arquivo de uma cidade da Europa com um passado colonial muito semelhante ao de Lisboa.

Nós lisboetas não podemos deixar de pensar nos vários imóveis devolutos, Municipais e do Estado, espalhados pelo centro da capital. É lamentável que as únicas ocupações em que se pensa para todo este património sejam os “hotéis de charme” ou “condomínios de luxo”.

Mas há evidências de mudança de mentalidades. Foi um bom sinal a decisão da CML instalar o MUDE - Museu do Design e da Moda na antiga sede do BNU, em plena Baixa. Esperemos agora que se tenha o bom senso de abandonar a ideia de construir um mega edifício no Vale de Santo António, um projecto bem intencionado mas pouco sustentável e numa localização excêntrica.

Lisboa ainda está na infância. Para confirmar a nossa triste realidade basta visitar o arquivo de Amesterdão no sítio na internet: http://www.stadsarchief.amsterdam.nl/

Para saber mais sobre a história do edifício (classificado "Monumento Nacional" desde 1991): www.debazelamsterdam.nl/engels/indexGB.htm

Friday, October 30, 2009

PUBLI-CIDADE: Costa & Eros

O que têm em comum o Chafariz da Esperança e a Rua de São Paulo?
No primeiro caso: é proibida a instalação de dispositivos de propaganda e publicidade em imóveis classificados e respectivas ZEP (zona Especial de Protecção).
No segundo caso: é proibido afixar cartazes no espaço/euipamento público.
Nota: A área urbana de São Paulo está em vias de ser classificada Monumento Nacional (Baixa Pombalina) e o Chafariz Pombalino é Monumento Nacional desde 1910.

Wednesday, October 28, 2009

HOJE: 7 anos do encerramento do Arquivo Histórico de Lisboa

Faz hoje exactamente 7 anos que o pólo do Arquivo Histórico do Arquivo Municipal de Lisboa encerrou ao público. Motivo: não tem instalações.

E como vai sendo habitual, não houve qualquer notícia nos Media. Já ninguém parece dar grande importância ao facto. Possíveis novos túneis, "hoteis de charme", novos silos da Emel para estacionamento ou a nova travessia do Tejo são vistos como assuntos mais relevantes.

Mas é importante recordar que desde o dia 28 de Outubro de 2002 que o Arquivo Histórico da nossa cidade não está disponível para consulta. Os munícipes de Lisboa, os restantes cidadãos do país (afinal é o arquivo da capital...) e os investigadores estrangeiros (fomos capital de um império durante séculos...) estão pura e simplesmente privados de consultar o Arquivo Histórico da cidade de Lisboa. Haverá outra capital da UE nestas condições de terceiro mundo?

Quanto aos restantes pólos: o Arquivo Intermédio está "temporariamente" arrumado nas garagens em cave de um imóvel de habitação social no Bairro da Liberdade. Quem o frequenta sabe que no inverno é comum ver a Sala de Leitura decorada com caixas de plástico recolhendo a água da chuva. Quanto ao pólo do Arco Cego, é um milagre ainda não ter sido consumido por um incêndio...

Os funcionários dos Arquivos Municipais são esquecidos e uma espécie de "parentes pobres" da máquina da autarquia.

Mas afinal, estamos a falar de um equipamento cultural. Os milhões de euros que a CML já gastou em flores para os canteiros da Av. da Liberdade assim como os milhões gastos em iluminações de Natal, teriam dado para um Arquivo Municipal como aqueles que vemos em Madrid ou Amesterdão.

Estamos na altura de exigir ao novo executivo, que tomará posse no próximo dia 3 de Novembro, uma solução para os Arquivos Municipais.

Lisboa merece um Arquivo digno da sua História.

Imagem: Atlas da Carta Topográfica de Lisboa - 1857 -Planta 26 (Largo do Rato)

Sunday, October 25, 2009

POSTAIS DA BAIXA: Rua da Padaria




Os vãos de um andar nobre num prédio de rendimento pombalino reduzidos a isto. Será que o Darwin explica esta evolução? Baixa Pombalina: Imóvel de Interesse Público, em vias de ser classificado «Monumento Nacional». É isto que queremos candidatar a Património Mundial da Humanidade? É esta a cidade onde queremos viver?

Saturday, October 24, 2009

Terreiro do Paço - "Cartas de Marear", não, por favor, Sr. Presidente da CML!


Exmo. Senhor Presidente da CML,

Dr. António Costa

Passado o fervor eleitoral e renovada que foi a Presidência de V.Exa., vimos solicitar-lhe que repense o projecto em curso para o Terreiro do Paço, designadamente quanto à presença nos passeios laterais dos desenhos alusivos, segundo o autor do projecto, às cartas de marear do tempo das Descobertas.

Parece-nos um erro insistir-se neste último e despropositado pormenor da polémica, e um tremendo equívoco a sua defesa tendo em conta que o Terreiro do Paço e a sua imagética pouco ou nada terão que ver com os Descobrimentos, já que aquele foi concebido numa perspectiva Iluminista, de afirmação do Marquês e do país na Europa.

Solicitamos, por isso, a V.Exa., Sr. Presidente, que a CML não deixe de fazer ver aos autores do projecto a necessidade de se retirar do desenho final semelhante enfeite, sob pena de uma intervenção que se pretende sóbria, consensual e perene, se eternize como polémica e, por isso mesmo, susceptível de ser revista a médio ou longo prazo, com os inevitáveis custos para a cidade e para o erário público.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel Atanásio Carvalho, António Branco Almeida, Nuno Santos Silva, Diogo Moura, Luís Serpa, Pedro Janarra, Luís Marques da Silva, José Morais Arnaud, Vasco Nobre, Jorge Santos Silva, António Sérgio Rosa de Carvalho, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Nuno Caiado, Filomena Torres e Fernando Jorge

Nota: carta enviada no dia 22 de Outubro

Foto: Imagem de Paulo Guedes, c.1910. Arquivo Municipal

Friday, October 23, 2009

Trams are making a major comeback

Trams are making a major comeback

Upstaged over many years by metros, buses and cars, trams are now making a major comeback.
With its Citadis trams, Alstom is now the driving force behind this renewal of interest. Trams can greatly improve the quality of urban transport and often give a new lease of life to city centres. To date 1000 Citadis solutions have been commissioned from 24 cities around the world including Paris, Melbourne, Tunis, Algiers, Barcelona, Dublin, Madrid, Tenerife and Rotterdam. 30 other cities are also planning to introduce trams in the next three years.

Key facts about the Citadis:

-Powered by clean energy
-Carries the same number of passengers as three busses or 150 cars
-Uses 4 times less energy than a bus and 10 time less than a car
-Provides passengers with a comfortable and pleasant ride
-Uses unique onboard monitoring and passenger information system called Agate e-Media
-Each client can customise the style of their trams to reflect a city or area to best effect

31 October 2008


Nota: Só esta empresa já forneceu mais de 1000 eléctricos para 24 cidades, principalmente na Europa, entre 1997 e 2007. Lisboa nunca mais investiu neste tipo de transporte público desde a inauguração do eléctrico de nova geração entre a Praça da Figueira e Algés em 1995. Está na altura de Lisboa voltar a investir nos eléctricos.

Foto: os novos eléctricos para DIJON e BREST

Wednesday, October 21, 2009

MONUMENTO NESTLÉ




O que têm em comum a Praça do Comércio, A Praça da Figueira, o Largo do Calhariz e a Estação do Cais do Sodré? Não, não é só o serem imóveis classificados pelo Estado Português. Todos têm um «Monumento Nestlé». A imagem mostra o quiosque que aterrou junto ao Padrão dos Descobrimentos na zona monumental de Belém (do outro lado existe um quiosque da "Olá", igualmente kitsch e de mau gosto). As marcas de gelados, tal como as de cerveja, estão cada vez mais agressivas nas suas campanhas de marketing e publicidade. Equipamentos muito intrusivos e ruidosos como estes quiosques exigem novas regras da parte do Pelouro do Espaço Público da CML.

Tuesday, October 20, 2009

RUA DE SÃO JULIÃO: «Rigor, Competência e Progresso»





Este é um retrato fiel e perfeito da Baixa. Um retrato da Lisboa actual. Imagens de hoje, do sector inicial do arruamento, entre a Rua da Padaria e a Rua da Madalena.

Sunday, October 18, 2009

TRAMWAY REVIVAL in EUROPE

Accessibility and liveability are the key drivers in addressing sustainable mobility issues. The city environment and its infrastructure are threatened by aerial and water-based pollution caused by current transport modes. Furthermore, the erosion of access to public spaces, gentrification and loss of urban diversity challenge socio-cultural functions.

Private transport, i.e. the car, shows a growing incompatibility with accessibility and liveability. Low-emission vehicles will not deliver a sustainable solution.

Public transport systems have to embrance strategic and spatial functionality, and so address a wider range of sustainability issues, offering a de facto collective space to compensate for public space eroded by privatization and building for commercial gain. Transport systems have a long history of driving urban development.

Lately, many cities in Europe, recalling the efficiencies of nineteenth-century systems, have reintroduced trams. The modern tram is, however, a long way from its noisy, clattering ancestors. It must be different in order to lure modern commuters out of their cars.


in THE ECO-DESIGN HANDBOOK, Thames & Hudson, London, 2005

Friday, October 16, 2009

«1004 edifícios à espera de classificação»

«Há monumentos nacionais que esperaram tanto tempo, para serem considerados como tal, que nunca chegaram a sê-lo. Outros, como a Ermida de Nossa Senhora do Livramento ("uma das páginas mais negras da destruição do património setubalense", segundo o site do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico - IGESPAR), que foram entretanto desclassificados por já não existirem.

São 1004, os pedidos "em vias de classificação" no IGESPAR. Alguns esperam desde 1985, ano em que foi criada a primeira Lei de Bases do Património Cultural, que configura a atribuição da denominação e assegura medidas de conservação e preservação dos edifícios. O Instituto já classificou 3300 edifícios segundo os critérios definidos.

"Sendo feito em contínuo, [o processo de classificação] pode demorar em média dois anos", explica ao i Maria Resende, do IGESPAR. No entanto, segundo a listagem deste organismo, disponível online há mais de mil pedidos em "vias de classificação", trinta casos em estudo e cinco monumentos considerados património, desclassificados.

Os alertas de "desclassificação" são do âmbito "da actividade própria das Direcções Regionais de Cultura, que conhecem melhor o terreno e os bens que lhes ficam próximos", explica Maria Resende. Mas, "com imóveis classificados na primeira metade do século passado", constata-se agora que estes monumentos não existem por "não terem sobrevivido ao tempo", sublinha Maria Resende, ao i.

Só em Lisboa há cerca de dois mil edifícios que integram a listagem anexa ao Plano Director Municipal (PDM), "muitos deles classificados", garante Passos Leite, coordenador da estrutura consultiva do PDM de Lisboa. "O PDM tem em anexo, o inventário municipal de património, e obviamente que, sendo este inventário de 1994, foi-se tornando obsoleto", ressalva o arquitecto. "Muitos deles estão classificados, mas a maior parte encontra-se num estado de avançada degradação" sublinha Passos Leite.

O arquitecto não acredita que a morosidade seja a maior justificação para a degradação dos edifícios e explica: "A lei das rendas que não permitiu obras, a qualidade de construção e a não manutenção dos edifícios", são as principais razões que levam à desclassificação do património, segundo o coordenador da estrutura consultiva do PDM.

Passo a passo Os pedidos de classificação de imóveis podem ser feitos por qualquer pessoa e entregues às delegações regionais, encarregues de avaliarem os imóveis em causa. "Vamos um bocadinho àquilo que nos pedem", diz ao i o arquitecto Passos Leite, acrescentando que "há edifícios dos anos 20 e 30 no Bairro Azul, em Lisboa, que estão em processo de classificação e preservação, muito pela pressão dos moradores". Cabe aos habitantes das cidades alertarem os organismos competentes. Mas, e depois? Maria Resende explica que após a avaliação regional, os pedidos seguem para o IGESPAR, que volta a avaliar os processos. No entanto, assegura que a última palavra "é dos ministros". "Há já uma grande sensibilização, e uma divisão municipal de conservar uma imagem urbana mas tendo em conta a estrutura dos bairros históricos da cidade de Lisboa", explica Passos Leite.

O IGESPAR é o responsável legal, e a nível nacional, pela classificação dos bens culturais imóveis de âmbito nacional. É a este organismo, sob a tutela do Ministério da Cultura, que chegam os pedidos regionais e a ele compete definir os critérios de carácter geral e complementar para atribuição da designação de património. Consoante o valor relativo, os bens imóveis de interesse cultural podem ser classificados como "interesse nacional" (designados "monumento nacional"), de "interesse público" ou de "interesse municipal" (classificação camarária).

"As orientações que tenho deste executivo municipal são um pouco no sentido de uma cidade mais consolidada em termos urbanísticos. E também de se evitar a todo o custo, a demolição de edifícios", sublinha Passos Leite, que aponta Helena Roseta como "um forte agente no sentido de alertar para alguns casos que mereceram a atenção" do organismo."

É preciso inverter a tendência de só recuperar as fachadas, que considero um pouco terceiro-mundista", critica o arquitecto.

Passos Leite conta ao i que a comissão faz uma a duas vistorias por semana, "e constata-se que há grandes surpresas nos interiores", acrescentando que "há alguma incultura, ainda que os autarcas e as pessoas já estejam mais sensíveis a estas questões. Lisboa tem tradição na reabilitação urbana, mas em Portugal há outros bons exemplos: Évora, Guimarães e o centro histórico do Porto cidades muito preocupadas com o património".»

in PÚBLICO, 16 de Outubro de 2009

Foto: A Praça do Comércio no verão de 2008. A Baixa e o Chiado esperam a sua classificação como Monumento Nacional. Sem isso não é possível a candidatura a património mundial da UNESCO.

Thursday, October 15, 2009

A sangue frio

Sobre o Terreiro do Paço, aqui fica um belo texto de Fonseca e Costa:

Sou completamente avesso a intervenções de arquitectos que desfigurem obra patrimonial de grandes construtores do passado - como é o caso da Praça do Comércio, obra genial de um dos mais maiores arquitectos de Lisboa.

Imagine-se que passava pela cabeça de um pintor contemporâneo propor uma intervenção que tornasse mais "modernas" AS TENTAÇÕES DE SANTO ANTÃO, ou pela de um cineasta minimalista cortar dois planos e introduzir um feito agora num filme do Chaplin ou do Hitchcock. NINGUÉM DE BOM SENSO ESTARIA DE ACORDO.

Porquê então haver quem pense que é legítimo amputar, remodelar, alterar o que tão rigorosamente foi planeado e construído por um grande arquitecto, autor de uma das mais belas Praças do mundo ?

Acabe-se de vez com a sanha interventora dos senhores arquitectos.

Mexer na Praça do Comércio é não entender a lógica da sua colocação naquele exacto ponto da Baixa Pombalina, onde de Norte se sai pelo rio para sul ou daqui se chega a Lisboa e, pelos flancos, se liga o Oriente a Ocidente.

A Praça do Comércio abre e liga Lisboa a novos Mundos.

Os arquitectos contemporâneos que intervenham naquilo que andam fazendo.

Já se esqueceram da vergonha que foi a destruição do Eden Teatro, dessoutro grande arquitecto de Lisboa que foi Cassiano Branco ?

Aprendam a descobrir Lisboa e a luz vinda do rio-mar em que se envolve, esse Rio Tejo misteriosamente aberto num mar mediterraneo a seus pés, um mar que começa exactamente no mais belo cais com que uma cidade ao mar se possa juntar.

Só que este foi o mar que nos levou a outros mundos e também não se conhece outro cais como o Cais das Colunas - essa nossa "saudade de pedra" cuja configuração ninguém tem o direito de alterar sob pena de estar a apunhalar Lisboa.

A sangue frio.



José Fonseca e Costa