Tuesday, March 9, 2010
Lisboa é metade limpa e metade porca
Monday, March 8, 2010
Sunday, March 7, 2010
Friday, March 5, 2010
Esta cidade não é só para velhos
«A capital tem muitas faces e em duas décadas viu mudar muitas caras. Uma viagem por quatro bairros históricos, à procura dos novos residentes
Os dois filhos pequenos de Isabel Saldanha, de 31 anos, já nasceram em Alfama. É neste bairro que vive, desde 2005, esta funcionária da Gebalis (empresa gestora dos bairros municipais de Lisboa), numa casa grande, toda remodelada, com vista sobre o rio. Nascida e criada em Paço de Arcos, no meio de vivendas e junto ao mar, Isabel escolheu Alfama porque queria viver numa aldeia dentro de Lisboa. "Não gosto de me sentir sozinha na cidade, fechada num condomínio, sem conhecer ninguém à volta." O marido, engenheiro, preferia uma casa em Campo de Ourique ou na Lapa, mas Isabel queria algo menos sofisticado. Queria "um diamante por lapidar".
No bairro típico do fado e dos santos populares, as gerações de peixeiras, pescadores e estivadores, originárias da Pampilhosa da Serra e de Ovar, já não vivem sozinhos nas vielas e nos becos apertados. Actualmente, entre 25 e 30 por cento dos 5100 habitantes do bairro são novos moradores. Muitos deles são o espelho de um fenómeno a que, na década de 1960, se deu o nome de gentrificação - a substituição de moradores antigos por novos, nem sempre num processo suave, muitas vezes com custos sociais e económicos elevadíssimos. É o contrário da desertificação dos centros, é o repovoamento urbano feito com determinadas gerações de características diferentes - numerosas vezes, uma excelente oportunidade para a especulação imobiliária encher os bolsos, quando as políticas públicas dão rédea solta.
Em Lisboa, aponta o geógrafo João Seixas, autor de diversos estudos sobre a capital, a gentrificação não se resume aos bairros classicamente históricos. Ela alarga-se a outros, mais recentes, como Alvalade, Campo de Ourique, nas Avenidas Novas. O sociólogo Manuel Villaverde Cabralsublinha, por seu lado, que a gentrificação em Lisboa "não é muito significativa, talvez com excepção de Alfama e do Castelo".
Em Alfama, como noutros locais, esta realidade tem protagonistas muito concretos, que encaixam numa espécie de retrato-robô: gente que adiou a idade do casamento e dos filhos, profissionais liberais ou do sector terciário, cujas opções de carreira e de vida familiar são também fortemente ditados pelos estilos de vida. "São jovens solteiros, casais com filhos de classe média-alta, que viviam na periferia e querem morar no centro, muitos deles ligados às artes e à cultura", explica Filipe Pontes, presidente da Junta de Freguesia da Sé que, juntamente com a de S. Miguel e de Santo Estêvão, delimitam o território ocupado por Alfama. Alguns dos recém-chegados ajudam a dar vida ao bairro. Abriram negócios, como ateliers de design, lojas gourmet ou de artesanato. E assim estancaram a sangria de população do bairro.
Segundo o último censo populacional (2001), Alfama tinha 5000 habitantes. Dez anos antes, eram mais de 7700. A população envelhecida foi desaparecendo naturalmente. Outros tiveram de abandonar as suas casas, no início do século, durante os projectos camarários de reabilitação. Nunca mais voltaram.
A especulação imobiliária não tardou e rapidamente os preços aumentaram. A pressão sobre os velhos residentes para "desimpedirem" prédios reabilitados intensificou-se. Os casos mais dramáticos acabaram em suicídio. Entre os novos moradores, também houve quem se decepcionasse com os "falhanços" da recuperação urbana, com o condicionamento do trânsito ou com a falta de equipamentos de lazer e foram-se embora. Mas outros, como Frederico Carvalho, parecem estar para ficar. A morar em Alfama há quase três anos, este director de formação do Instituto de Medicina Tradicional, de 36 anos, ainda se lembra do dia em que foi conhecer uma casa que tinha visto na Internet. "Era um sábado de manhã, cheio de sol, e mal cheguei ao Largo de S. Miguel vi logo a vida matinal, com os putos a correr atrás da bola e as velhotas a contar as novidades da semana." Antes mesmo de ver a casa, já tinha decidido que queria morar ali.
Os amigos estão sempre a pedir-lhe para os avisar quando souber de casas para arrendar. Um deles, Daniel Aboim, um advogado de 31 anos, deixou Odivelas em Janeiro. Foi a tímida vista de rio do seu pequeno apartamento junto à Estação de Santa Apolónia que o conquistou.
(Em perda de) Graça
É no cimo da Rua da Senhora do Monte que se encontra o miradouro homónimo, uma subida fácil, topo da mais alta colina de Lisboa, onde assenta a freguesia da Graça. Um sítio simples, encantador e idílico para a troca de juras de amor - até as mensagens de telemóvel, que não implicam subir a rua, terem semelhante efeito. Rua abaixo, outros hábitos ali se perderam: o cinema Royal deu lugar a um supermercado, num bairro onde abunda o comércio tradicional que, se não prospera, mantém vitalidade.
Cruzada a Rua Virgínia, encontra-se o Bairro Estrella d"Ouro, com nome em azulejos, ao lado do que foi o primeiro condomínio fechado da Graça. Não era tanto para jovens celibatários e bem instalados na vida como se apregoou durante o processo de venda, mas para jovens casais e com posses acima da média. Porém, são tão poucos que não fazem diferença na estruturação social do bairro.
O pior é o resto. António Paulo Quadrado, presidente da junta de freguesia (tem registo de 5900 recenseados), lamenta que a Câmara de Lisboa seja um grande senhorio - em 2007, dos 736 imóveis da freguesia 50 são da autarquia -, pois também deixa cair o seu património. "É um bairro histórico, de facto, mas muito esquecido, porque degradado: 36 edifícios estão em mau ou muito mau estado. Não tem havido acompanhamento na sua reabilitação, ou é tudo muito lento", diz.
Gentrificação é conceito que ainda não ganha terreno por aqui. "Tudo isto tem condicionado a entrada de novos residentes. O bairro é apetecível, há gente das artes que por aqui passa, aluga um pequeno apartamento, em razoáveis condições, mas acaba por sair por dificuldades com o estacionamento. Há gente que vem ver, gosta, adora as vistas, mas depois o trânsito leva-os de volta à origem."Paulo Sequeira, bancário, de 43 anos, entende bem o alcance do conceito, mas logo vai dizendo que não, que ali não tem entrado, ou se vai entrando é com suavidade imperceptível. Vai apreciando mentalmente, um a um, os agregados familiares seus vizinhos, e reforça a sua ideia: "Tirando as comunidades imigrantes - também o autarca da Graça as mencionou - não me parece que haja mais gente jovem, antes pelo contrário. A população está envelhecida."
"Quem não esteja adaptado desde cedo a viver no centro histórico não se mantém por muito tempo. Embora seja muito agradável ter no prédio do lado uma padaria, no outro a seguir uma farmácia, depois um talho, quatro ou cinco cafés, restaurantes, tabacaria, há grandes condicionantes: o estacionamento e a relação preço/qualidade das casas, e isto no caso das novas ou reabilitadas, porque a dimensão e tipificação das mais antigas já está desajustada das necessidades modernas."
António Paulo Quadrado reforça: "As pessoas gostam, mas a Graça é estreita, não estica nem comporta tanta viatura. E o grande senhorio que é a câmara faz as regras, mas depois não as cumpre."
Estratosférico Chiado
Salvador Roque de Pinho viveu fora de Portugal 27 dos seus 41 anos de vida. Quando regressou ao país, já lá vai quase uma década, o Chiado tornou-se a sua casa. Aqui, no bairro que este morador considera ser "talvez a melhor representação daquilo que é a alma alfacinha", Salvador encontrou "uma mistura de tradição e cosmopolitismo" que o converteu num apaixonado por esta zona.
Como Salvador e a sua mulher, têm sido muitos os que nos últimos anos têm escolhido o Chiado para viver. O presidente da Junta de Freguesia dos Mártires, Joaquim Guerra de Sousa, não tem números para ilustrar o fenómeno, mas garante que se tem assistido a um aumento populacional, tanto na sua freguesia como nas vizinhas, "contrariando a ideia que se tem de que esta é uma zona desertificada".
O mesmo diz Salvador Posser de Andrade, que há 15 anos tem uma sociedade de mediação imobiliária na Rua Garrett e que se lembra de frequentar o Chiado quando, ainda miúdo, os pais o levavam à missa. Segundo este empresário de 61 anos, os novos moradores são não só "endinheirados", ou não fosse este "o bairro com o imobiliário mais caro que existe em Lisboa", mas também "bastante instruídos, com sensibilidade pela cultura e um certo cosmopolitismo". "Quem não tem esses ingredientes não compra no Chiado", sustenta, lembrando que quem tem comprado casa no bairro são "de classes altíssimas", com e sem filhos, com profissões liberais, várias delas residentes no estrangeiro que vêem a aquisição como um negócio. "Houve uma viragem de mais de 180 graus", diz o empresário, lembrando que depois do incêndio esta zona ficou "completamente desertificada e sem interesse comercial". "Dado o preço das habitações, quem compra casa aqui conhece o Chiado e gosta efectivamente do bairro, tem um carinho especial por ele", diz por sua vez o presidente da Junta de Freguesia dos Mártires.
Para Salvador Roque de Pinho, que se confessa apreciador dos bairros históricos de Lisboa, essa nunca seria uma opção. "É um bairro com uma mistura de pessoas com muita vida e muito mundo", conta o quadro superior que mora com a família num apartamento recuperado no Largo da Academia Nacional de Belas-Artes. "É o centro da capital, mas ao mesmo tempo parece que se está numa aldeia, em que há miúdos a jogar à bola e pessoas a estender roupa na rua", descreve José Ricardo Monteiro, um setubalense que vive "há cinco ou seis anos" num prédio novo no coração do Chiado. O publicitário de 37 anos tem "uma série de amigos" que acabaram por se tornar vizinhos, todos "com poder aquisitivo superior à média" e vários dos quais desenvolvem a sua actividade profissional em ateliers na mesma zona. Tanto José Ricardo como Salvador Roque de Pinho acreditam que no Chiado existe um saudável equilíbrio entre o comércio tradicional e moderno, que se vai disseminando para lá das artérias mais centrais, e entre os moradores mais antigos e os mais recentes, que ocupam prédios que estavam devolutos ou tinham usos que não habitacionais. E essa renovação parece ser um movimento imparável, como atestam os muitos prédios em obra por todo o bairro histórico, por exemplo na Rua Ivens.
Castelo menos genuíno
No Castelo, como em Alfama, na Madragoa e nos restantes bairros históricos de Lisboa, o sonho de reabilitar sem abrir as portas à especulação e sem escorraçar a população residente vem pelo menos de há 20 anos. Foi nos início dos anos 90, com a coligação PS-PCP, a dirigir a câmara, que se consolidaram e generalizaram os gabinetes técnicos locais.
Duas décadas depois, os números oficiais apontam para cerca de 4600 fogos, camarários e privados, recuperados entre 1994 e 2007 com fundos estatais, mas os bairros continuam à beira da ruína - cheios de prédios entaipados e rodeados de andaimes enferrujados. E o objectivo essencial de preservar o que eles tinham de mais genuíno, os seus habitantes, está longe de ser conseguido. Pelos bairros vizinhos, pelos subúrbios de ambas as margens e por bairros camarários como a Quinta dos Ourives, em Marvila, é possível encontrar centenas de famílias deslocadas, à custa do orçamento camarário, por vezes há mais de uma década, à espera que as velhas casas - a que ainda chamam suas - sejam salvas da derrocada final.
O secretário da junta de freguesia, João Capelo, considera que por ali "a vivência se mantém mais ou menos como antes", embora não esconda o seu desalento por constatar que ao fim de 15 anos ainda falta recuperar mais de um terço do bairro onde moravam 597 pessoas em 2001 - sem contar com as muitas que continuavam deslocadas à espera de poder regressar - e que a qualidade do que foi feito deixa muito a desejar. Para este autarca, os novos residentes, que moram em casas particulares recuperadas, também não têm culpas no cartório: "Eles não mudam nada no bairro, integram-se perfeitamente e há uma boa convivência." Nas casas privadas "as rendas subiram depois das obras".
Já fora dos muros, mas com um sentimento de pertença ao Castelo, que se esforça por transmitir aos filhos, vive Ana Nuasco, 43 anos, documentalista, uma protagonista da atracção que o centro histórico de Lisboa exerce sobre muitos que vêm de fora. Originária de Setúbal, veio há 15 anos para o Bairro Alto, "porque era aí que a cidade palpitava mais, onde havia ambiente, beleza e carácter".
Depois saiu de Portugal e na volta, já lá vão 11 anos, não pensou duas vezes. Casada com um professor inglês, os olhos de ambos prenderam-se à Costa do Castelo, a extensa rua que corre por baixo e em volta das muralhas e que só à conta dela atravessa três freguesias: Socorro, São Cristóvão e São Lourenço, e Santiago, às portas do Castelo. "Nunca tivemos dúvidas de que queríamos comprar casa no centro da cidade. Sacrificamos o conforto de uma casa moderna nos subúrbios, mas estamos perto de tudo, há muita cultura, há a sensação de estarmos no centro, mas não sufocados. Temos o céu, o rio, as colinas..." Pela negativa, responde de imediato : "A única coisa que nos oprime um bocadinho é a falta de melhorias ao nível da limpeza urbana, a falta da cultura de cuidar do aspecto exterior das casas. Há pedras soltas na calçada há 11 anos. Isso começa a cansar.
"E o bairro, os velhos moradores, são-vos estranhos, vivem noutro mundo? "Não! Conhecemos muitas pessoas daqui, vamos à mercearia da esquina em que até temos fiado. Trocamos receitas, as pessoas comunicam muito umas com as outras, mas também nos damos com gente da Graça, de Alfama, do Castelo. "Sim porque o Castelo é que é a terra de Ana. "Identificamo-nos muito com o Castelo. Isto devia ser freguesia do Castelo. A minha filha anda na escola do Castelo e o muro do nosso jardim é a muralha do Castelo, onde os portugueses lutaram com os mouros. Espero que os meus filhos venham a dizer mais tarde que foram criados aqui!"
Para ela a rua é como se fosse a sua aldeia e nunca ali se sentiu uma intrusa. "Nem nunca senti que alguém me considerasse como tal, ou que a nossa presença e a dos muitos outros que para aqui vieram tivesse alterado a vida do bairro." Uma coisa pode, porém, ter acontecido com o aumento da procura: "A habitação é muito cara e é raríssimo aparecerem casas para vender ou arrendar, mas também há aqui casas de renda baixa e com famílias de poucos recursos."»
Foto: edifício abandonado no Largo do Chiado
«Roubou 16 igrejas de Lisboa em três meses»
«Homem furtou 23 peças de arte sacra. Basílica da Estrela entre os templos atingidos.Nos últimos três meses um único indivíduo roubou pelo menos 23 peças de arte sacra em 16 igrejas de Lisboa. Os furtos foram todos praticados em plena luz do dia, e alguns em igrejas emblemáticas da cidade. O último foi realizado ontem de manhã na Igreja de São Paulo, tendo o larápio, de 40 anos, sido detido pela PJ a posteriori.
Às garras deste sujeito não escaparam peças expostas na Basílica da Estrela, na Igreja da Encarnação; na de São João de Brito; na da Graça; na de São Mamede ou na Igreja Matriz de Vila Franca de Xira. Esta é apenas uma amostra dos 16 espaços de culto agora assaltados e que, segundo a Polícia Judiciária (PJ), não têm medidas de segurança adequadas para impedir este tipo de furto (ver caixa).
Sem adiantar se os roubos de arte sacra têm aumentado, ao DN, o coordenador da secção de obras de arte da PJ, João Oliveira, disse que este é "um caso de grande importância pelo número de furtos praticados por um só indivíduo, num curto período de tempo e em que quase todas as peças já foram recuperadas". Ou seja: 22 das 23 referenciadas como tendo sido furtadas de Dezembro a 3 de Março.
Foi nas mãos de vários comerciantes que a PJ foi encontrar as referidas peças, tendo dois indivíduos suspeitos da prática do crime de receptação sido constituídos arguidos. O autor dos furtos é um indivíduo sem paradeiro certo e cuja única fonte de rendimento resulta da venda destes artigos. "Ele faz do roubo o seu métier e já esteve preso várias vezes pela prática deste crime", disse João Oliveira. O homem saiu da cadeia em Outubro e em Dezembro voltou a roubar»
Foto: Igreja de São Paulo
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Thursday, March 4, 2010
Wednesday, March 3, 2010
RUA DA (des)GRAÇA, 23-25
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Tuesday, March 2, 2010
Gostávamos de ver o Elevador de Santa Justa...
Sunday, February 28, 2010
Thursday, February 25, 2010
DW-TV: «Lisbon, slowly dying out...»
The Magazine from Brussels - Europe fears a Euro crash. As well as Greece, other EU nations are mired in debt. European Journal focuses on Portugal's debt trap and Iceland's EU ambitions.
«Lisbon is one of Europe's most beautiful cities but it is slowly dying out. The economic crisis is robbing the city on the Tejo of its children.»
Para ver o sector onde se trata da morte lenta do centro de Lisboa, e da inoperência da CML e do Governo, o programa repete:
25.02.10 10:30 UTC
26.02.10 04:30 UTC
26.02.10 04:30 UTC
O Programa também está disponível na net aqui:
http://www.dw-world.de/dw/0,,3065,00.html
Foto: Edifício em Alfama, perto do Palácio Dona Rosa (retratado no programa da DW-TV).
Foto: Edifício em Alfama, perto do Palácio Dona Rosa (retratado no programa da DW-TV).
Wednesday, February 24, 2010
"Vigilantes" da CARRIS: mais de 9000 autuações em 2009
Infelizmente, apesar da actuação dos “Vigilantes” e das entidades policiais, ainda se verificam muitas situações de falta de respeito pelo transporte público. Segundo informação da CARRIS, só no ano de 2009, os agentes da Polícia Municipal, em serviço nos “Vigilantes”, procederam a mais de 9000 autuações, com parte significativa ao longo do trajecto da carreira 28 de eléctricos.
Foto: o dia a dia da vida do Eléctrico 28 na R. de S. Vicente
Tuesday, February 23, 2010
Monday, February 22, 2010
LISBOA É...
Friday, February 12, 2010
Prioridades Estratégicas do Ministério da Cultura: os personagens esquecidos
Ministério da Cultura - PRIORIDADES ESTRATÉGICAS:EIXO 1
Reenquadramento do sistema de gestão dos museus tutelados pelo MC/IMC
1. 1 Transição faseada para as tutelas municipais, ou afectação a Direcções Regionais de Cultura, de alguns dos vinte e oito museus do MC/IMC, seleccionados com base em critérios patrimoniais e museológicos e assentes em contratos-programa.
1.2 Reprogramação e reabertura do Museu de Arte Popular.
1.3 Reprogramação e abertura do Museu dos Coches em construção nova.
1.4 Reprogramação e transferência do Museu Nacional de Arqueologia para o edifício da Cordoaria Nacional.
1.5 Constituição de uma rede integrada dos equipamentos culturais no eixo Ajuda/Belém, Lisboa, com as parcerias da autarquia e da Associação de Turismo de Lisboa.
1.6 Constituição de uma Rede Nacional de Reservas Arqueológicas, com a parceria estratégica do IGESPAR.
1.7 Decisão sobre o destino do edifício e das colecções da Casa-Museu Manuel Mendes (Belém, Lisboa)
1.8 Estudo de viabilidade e programação de uma nova unidade museológica dedicada à viagem, à língua e à diáspora do povo português.
1.9 Projecto de recuperação dos espaços do antigo Gabinete de História Natural da Ajuda(1764-1836), em parceria com o Instituto Superior de Agronomia.
Estranhamos a ausência dos seguintes personagens neste cenário planeado pela nova Ministra, como por exemplo:
1-Museu do Chiado (ainda não há data para o início das obras de alargamento do único museu nacional de arte contemporânea do país; desde a sua abertura, em 1911, que se fala na necessidade de aumentar o espaço de exposição!)
2-Museu da Música (instalado num anexo de uma estação de Metro desde 1994; aguarda por uma casa definitiva desde a sua inauguração em 1911!)
3-Museu / Instituto da Arquitectura (Portugal é o único país da UE que ainda não tem uma instituição desta natureza!)
4-Museu de Etnologia do Porto (encerrado desde 1992 porque o Palácio de S. João Novo, onde se encontra instalado, precisa de uma intervenção profunda; ainda sem data para obras!)
Porque continuam esquecidos estes personagens maiores da Cultura Nacional?
Foto: Maqueta de Rigoletto da autoria de Tomás Alcaide, 1964 (Museu da Música)
Quase metade da Baixa é habitada por pessoas com mais de 65 anos
In Diário de Notícias (12/2/2010)
«Retrato Quase metade da população da freguesia de São Nicolau (que abrange a maior parte da Baixa lisboeta) é composta por idosos, muitos dos quais vivem sozinhos e nos últimos pisos de edifícios parcialmente devolutos (com dois ou três moradores), como aquele em que se deu o incêndio. Isto foi dito ao DN pelo presidente da Junta de Freguesia de São Nicolau, António Manuel.
"Temos cerca de 500 pessoas com mais de 65 anos a viver numa freguesia onde a população recenseada é composta por 1155 pessoas", refere o autarca preocupado como as condições em que se encontram muitos dos edifícios.
É que 88 imóveis têm grandes necessidades de reparação, sendo que outros 70 são devolutos, ou seja, 30% do edificado nesta freguesia, que é, em termos percentuais, a segunda com maior concentração de edifícios degradados.
Segundo um estudo da Universidade Católica Portuguesa em que foram feitos 85 questionários, a esmagadora maioria dos inquiridos disse viver numa casa arrendada e 35,3% referem que a casa onde habitam está degradada.
Questionados sobre a frequência com que são visitados pelos seus familiares, 31,5% acham que são menos frequentes do que gostavam. E é por estar consciente da solidão em que vivem muitos dos moradores e dos perigos inerentes a este factor que a Junta de Freguesia de São Nicolau estabeleceu um protocolo com a PT para instalar nas casas habitadas por idosos solitários aparelhos de apoio.
"Estamos a implementar aparelhos PT emergência 2 [uma espécie de S.O.S ao idoso] para que possa ser accionado em caso de urgência", informou o presidente da junta, acreditando que na posse destes aparelhos, e uma vez accionados, será possível evitar situações como a que aconteceu ontem e que acabou com uma morte.
Segundo António Manuel, os 117 aparelhos serão instalados gratuita e faseadamente. Questionado sobre se já existia algum aparelho no n.º 24, o autarca disse não ter a certeza, mas que na casa da vítima não havia porque, "sofrendo ela de Alzheimer, não conseguiria accionar o aparelho apesar de ser de fácil manuseamento".»
«Retrato Quase metade da população da freguesia de São Nicolau (que abrange a maior parte da Baixa lisboeta) é composta por idosos, muitos dos quais vivem sozinhos e nos últimos pisos de edifícios parcialmente devolutos (com dois ou três moradores), como aquele em que se deu o incêndio. Isto foi dito ao DN pelo presidente da Junta de Freguesia de São Nicolau, António Manuel.
"Temos cerca de 500 pessoas com mais de 65 anos a viver numa freguesia onde a população recenseada é composta por 1155 pessoas", refere o autarca preocupado como as condições em que se encontram muitos dos edifícios.
É que 88 imóveis têm grandes necessidades de reparação, sendo que outros 70 são devolutos, ou seja, 30% do edificado nesta freguesia, que é, em termos percentuais, a segunda com maior concentração de edifícios degradados.
Segundo um estudo da Universidade Católica Portuguesa em que foram feitos 85 questionários, a esmagadora maioria dos inquiridos disse viver numa casa arrendada e 35,3% referem que a casa onde habitam está degradada.
Questionados sobre a frequência com que são visitados pelos seus familiares, 31,5% acham que são menos frequentes do que gostavam. E é por estar consciente da solidão em que vivem muitos dos moradores e dos perigos inerentes a este factor que a Junta de Freguesia de São Nicolau estabeleceu um protocolo com a PT para instalar nas casas habitadas por idosos solitários aparelhos de apoio.
"Estamos a implementar aparelhos PT emergência 2 [uma espécie de S.O.S ao idoso] para que possa ser accionado em caso de urgência", informou o presidente da junta, acreditando que na posse destes aparelhos, e uma vez accionados, será possível evitar situações como a que aconteceu ontem e que acabou com uma morte.
Segundo António Manuel, os 117 aparelhos serão instalados gratuita e faseadamente. Questionado sobre se já existia algum aparelho no n.º 24, o autarca disse não ter a certeza, mas que na casa da vítima não havia porque, "sofrendo ela de Alzheimer, não conseguiria accionar o aparelho apesar de ser de fácil manuseamento".»
Construção pombalina pode ter evitado nova tragédia no Chiado
In Público (12/2/2010)
Por Inês Boaventura
«Antigos muretes corta-fogo terão impedido que as chamas que atingiram um imóvel na Rua Nova do Almada alastrassem a outros edifícios
A existência de muretes (pequenos muros) corta-fogo pombalinos no topo do número 24 da Rua Nova do Almada, em cuja cobertura deflagrou na madrugada passada o incêndio que fez uma vítima mortal e deixou duas pessoas desalojadas, terá sido determinante para evitar a propagação das chamas aos edifícios contíguos. O prédio atingido tinha sido, segundo a vereadora da Habitação da Câmara de Lisboa, alvo de obras recentes e o proprietário já se prontificou para "de imediato" colocar uma protecção no telhado.
O alerta foi dado às 5h10 por uma moradora de um edifício vizinho. O incêndio foi combatido por cerca de 50 homens e dado como extinto quase duas horas depois. Durante o combate às chamas e nas horas seguintes, os responsáveis do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa foram garantindo que não havia qualquer registo de feridos e que tinham sido realizadas diversas buscas, mas a meio da manhã o vereador da Protecção Civil acabou por confirmar a existência de uma vítima mortal do sexo feminino.
A vítima, octogenária, vivia sozinha no quinto e último andar de um prédio sem elevador e, de acordo com a vereadora da Habitação, "era uma pessoa muito dependente". "Essa é uma situação de grande risco seja em que sítio for. Sabemos que existem na cidade muitas pessoas com faculdades reduzidas que vivem sozinhas", lamentou Helena Roseta, salientando que as causas do sinistro vão ser investigadas pela Polícia Judiciária.
A vereadora considerou, em declarações ao PÚBLICO, que houve dois factores determinantes para evitar a propagação das chamas aos edifícios contíguos: o facto de estes se encontrarem habitados, o que permitiu que um dos seus moradores se apercebesse do incêndio e alertasse os bombeiros, e a existência de muretes corta-fogo de construção pombalina no topo do número 24 da Rua Nova do Almada.
Segundo Helena Roseta, o prédio tinha sido requalificado recentemente, tanto no interior como no exterior, e "estava em boas condições". Ao fim da manhã, representantes da Câmara de Lisboa participaram numa reunião com os inquilinos, na qual o proprietário comunicou que se encontra neste momento a fazer um levantamento das obras necessárias, preparando-se para avançar desde já com a substituição da cobertura, que aluiu.
Terá sido aliás o abatimento da cobertura que justificou a dificuldade dos bombeiros em localizar a moradora vitimada pelas chamas, apesar de as vizinhas do andar de baixo terem alertado para a sua presença na habitação no momento em que foram evacuadas. O vereador da Protecção Civil, Manuel Brito, explicou que a idosa acabou por ser encontrada carbonizada sob os escombros, já durante a fase de rescaldo, e "deve ter falecido nos primeiros minutos do incêndio".
Só os dois últimos andares do prédio sinistrado, todo ele propriedade do mesmo senhorio, se encontravam habitados, estando os restantes ocupados com serviços e comércio. As duas irmãs gémeas de 80 anos que moravam há mais de 70 anos no quarto andar vão ficar provisoriamente em casa de familiares. Apesar de este piso não ter sido afectado pelas chamas, ficou muito danificado com a água do combate ao incêndio, não tendo sido necessário recorrer aos alojamentos de emergência da Protecção Civil. Durante a madrugada, os dois edifícios contíguos ao número 24, nos quais vivem sete famílias, foram evacuados por precaução.»
Por Inês Boaventura
«Antigos muretes corta-fogo terão impedido que as chamas que atingiram um imóvel na Rua Nova do Almada alastrassem a outros edifícios
A existência de muretes (pequenos muros) corta-fogo pombalinos no topo do número 24 da Rua Nova do Almada, em cuja cobertura deflagrou na madrugada passada o incêndio que fez uma vítima mortal e deixou duas pessoas desalojadas, terá sido determinante para evitar a propagação das chamas aos edifícios contíguos. O prédio atingido tinha sido, segundo a vereadora da Habitação da Câmara de Lisboa, alvo de obras recentes e o proprietário já se prontificou para "de imediato" colocar uma protecção no telhado.
O alerta foi dado às 5h10 por uma moradora de um edifício vizinho. O incêndio foi combatido por cerca de 50 homens e dado como extinto quase duas horas depois. Durante o combate às chamas e nas horas seguintes, os responsáveis do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa foram garantindo que não havia qualquer registo de feridos e que tinham sido realizadas diversas buscas, mas a meio da manhã o vereador da Protecção Civil acabou por confirmar a existência de uma vítima mortal do sexo feminino.
A vítima, octogenária, vivia sozinha no quinto e último andar de um prédio sem elevador e, de acordo com a vereadora da Habitação, "era uma pessoa muito dependente". "Essa é uma situação de grande risco seja em que sítio for. Sabemos que existem na cidade muitas pessoas com faculdades reduzidas que vivem sozinhas", lamentou Helena Roseta, salientando que as causas do sinistro vão ser investigadas pela Polícia Judiciária.
A vereadora considerou, em declarações ao PÚBLICO, que houve dois factores determinantes para evitar a propagação das chamas aos edifícios contíguos: o facto de estes se encontrarem habitados, o que permitiu que um dos seus moradores se apercebesse do incêndio e alertasse os bombeiros, e a existência de muretes corta-fogo de construção pombalina no topo do número 24 da Rua Nova do Almada.
Segundo Helena Roseta, o prédio tinha sido requalificado recentemente, tanto no interior como no exterior, e "estava em boas condições". Ao fim da manhã, representantes da Câmara de Lisboa participaram numa reunião com os inquilinos, na qual o proprietário comunicou que se encontra neste momento a fazer um levantamento das obras necessárias, preparando-se para avançar desde já com a substituição da cobertura, que aluiu.
Terá sido aliás o abatimento da cobertura que justificou a dificuldade dos bombeiros em localizar a moradora vitimada pelas chamas, apesar de as vizinhas do andar de baixo terem alertado para a sua presença na habitação no momento em que foram evacuadas. O vereador da Protecção Civil, Manuel Brito, explicou que a idosa acabou por ser encontrada carbonizada sob os escombros, já durante a fase de rescaldo, e "deve ter falecido nos primeiros minutos do incêndio".
Só os dois últimos andares do prédio sinistrado, todo ele propriedade do mesmo senhorio, se encontravam habitados, estando os restantes ocupados com serviços e comércio. As duas irmãs gémeas de 80 anos que moravam há mais de 70 anos no quarto andar vão ficar provisoriamente em casa de familiares. Apesar de este piso não ter sido afectado pelas chamas, ficou muito danificado com a água do combate ao incêndio, não tendo sido necessário recorrer aos alojamentos de emergência da Protecção Civil. Durante a madrugada, os dois edifícios contíguos ao número 24, nos quais vivem sete famílias, foram evacuados por precaução.»
Wednesday, February 10, 2010
Exposição: WMF PRESERVING MODERN ARCHITECTURE
Cities and towns across America routinely demolish their modern architecture, without giving the buildings a chance to be preserved and adaptively restored.
Why this happens, and what we can do to save 50 years of modernist architecture, is addressed in Modernism at Risk: Modern Solutions for Saving Modern Landmarks, a traveling exhibition organized by the World Monuments Fund (WMF) and sponsored by Knoll, Inc. Opening on February 17 at the Center for Architecture, 536 LaGuardia Place, the exhibition will be on view there through May 1, 2010.
Why this happens, and what we can do to save 50 years of modernist architecture, is addressed in Modernism at Risk: Modern Solutions for Saving Modern Landmarks, a traveling exhibition organized by the World Monuments Fund (WMF) and sponsored by Knoll, Inc. Opening on February 17 at the Center for Architecture, 536 LaGuardia Place, the exhibition will be on view there through May 1, 2010.
A project of WMF's Modernism at Risk program (http://www.wmf.org/advocacy/modernism), the exhibition features large-scale photographs by noted photographer Andrew Moore and interpretative panels on five case studies that explore the role designers and other advocacy groups play in preserving modern landmarks.
"For decades the World Monuments Fund has worked to save heritage sites around the globe, from early settlements to 20th-century architecture," said Bonnie Burnham, WMF President. "While modern buildings face the same physical threats as ancient structures, they are too often overlooked as insignificant, not important enough to preserve. We launched our Modernism at Risk initiative to advocate for these often ignored buildings and to address their special needs. And, through this traveling exhibition, we hope to draw many more advocates to our cause. We are especially pleased that it is now here in New York, at the Center for Architecture, where we hope hundreds of people will see the show and add their voices to ours on the importance of preserving our modern heritage."
(...)
"Architecture isn't just about building new buildings," said AIANY President Anthony Schirripa, FAIA, "It's also about celebrating our architectural history. Preserving modernist landmarks should be a goal not only for the design community, but for all communities that want to celebrate the diversity and richness of modern architecture in their midst. I hope this exhibition will begin a dialogue amongst New Yorkers about how, and why, modernism matters, and that it inspires us to each contribute in our own way to the World Monuments Fund's valuable mission of saving these extraordinary buildings."
The Center for Architecture
The Center for Architecture is a destination for all interested in the built environment. It is home to the American Institute of Architects New York Chapter and the Center for Architecture Foundation, vibrant nonprofit organizations that provide resources to both the public and building industry professionals. Through exhibitions, programs, and special events, the Center aims to improve the quality and sustainability of the built environment, foster exchange between the design, construction, and real estate communities, and encourage collaborations across the city and globe. The Center also celebrates New York's vibrant architecture, explores its urban fabric, shares community resources, and provides opportunities for scholarship. As the city's leading cultural institution focusing on architecture, the Center drives positive change through the power of design.
Foto: Museu Guggenheim, restaurado em 2009 por ocasião dos 50 anos.
Saturday, February 6, 2010
REPÚBLICA DE FACHADA: Rua Ivens 21 a 33
O Processo 1360/EDI/2005 (alterações e construções) teve projecto de arquitectura aprovado em 5 de Junho de 2006 pela Vereadora Gabriela Seara. O licenciamento foi deferido em 10 de Fevereiro de 2009. O Proc. 1998/EDI/2006, para as demolições com contenção de fachada, foi aprovado também a 10 Fevereiro de 2009.
O estacionamento da praxe, a raíz principal da escolha da demolição, atinge neste projecto uma escala obscena. A CML aprovou a execução de sete caves para estacionamento! É a preversão do conceito de reabilitação de centros históricos. Um imóvel de habitação pombalino, com 5 pisos, vai com este projecto ficar reduzido a uma fachada que depois lirá esconder uma construção nova com mais pisos para estacionar carros do que para pessoas habitarem. Imóvel de Interesse Público? Conservação do Património? Reabitar o Centro Histórico? Mobilidade Sustentável?
Um detalhe denunciador da ganância do promotor desta obra: no decorrer da apreciação do plano de escavação e contenção periférica, foi necessário reduzir a área de implantação da cave -7. Porquê? Devido à existência de instalações do Metropolitano de Lisboa! Não deixa de ser uma ironia bem reveladora da má gestão da nossa capital: as dezenas de viaturas de transporte particular irão ficar, literalmente, por cima de uma estação de Metropolitano onde se cruzam duas linhas (já para não falar das dezenas de autocarros que servem a zona).
E o IGESPAR? A única exigência, para além da óbvia e superficial manutenção da fachada, foi a de reconstruir o núcleo de escadas e conservação de azulejos. Quanto à gaiola pombalina, um dos critérios para a classificação da Arquitectura pombalina como de Interesse Nacional, foi mais uma vez ignorada. Raramente se reconstroi a gaiola pombalina - e quando isso acontece é na maior parte das vezes por iniciativa do promotor.
Quando é que a CML / IGESPAR irão ouvir as recomendações dos especialistas e passar a valorizar efectivamente o sistema estrutural pombalino? A sua manutenção, recuperação - ou reconstrução quando o estado de conservação é mau - devia ser um dos critérios para a Baixa e Chiado. De cada vez que deixamos destruir uma gaiola pombalina Lisboa fica mais pobre.
Thursday, February 4, 2010
Estacionamento Selvagem: «Perhaps prayer will help»
in Backwards Out Of The Big World - A Voyage into Portugal
Paul Hyland
Flamingo, London 1997
Nota: passados quase 15 anos, este relato do inglês Paul Hyland continua actualíssimo...
Tuesday, February 2, 2010
Para que servem os passeios na Rua Serpa Pinto?
Monday, February 1, 2010
"BAIXA À DERIVA OU A INCERTEZA DO NOSSO RUMO"

«A Baixa encontra-se num estado de degradação indescritivel ... Com efeito, no escrutinio internacional a que estamos sujeitos quanto ao nosso potencial futuro, agora em comparação com a Grécia, algum suposto enviado exterior ao tentar avaliar comparativamente o nosso nivel civilizacional ou de consciência cultural, numa cidade que pretende ser turística , deparando-se com o estado em que se encontra o nosso Centro Histórico (Baixa) iria declarar-nos incapazes, sem identidade, orgulho, auto-estima ou qualquer capacidade de iniciativa ... e portanto definitivamente condenados. (...)»
Um post de António Sérgio Rosa de Carvalho, para ler ali ao lado.
Sunday, January 31, 2010
Artesãos pedem a Costa que recue. Presidente afasta a hipótese do regresso do mercado de artesanato à Rua Augusta
Foto: aspecto das bancadas de venda de artesanato na Rua Augusta em Julho de 2007 - artesãos com boas intenções mas instalados em local inadequado. Se a CML tivesse Urbanismo Comercial para a Baixa este tipo de ocupação nunca teria acontecido, logo não estariamos com esta questão para resolver. Os artesãos têm razão em reclamar... mas a CML também tem razão em não querer voltar ao cenário que se vê na foto.
Thursday, January 28, 2010
Artesãos pedem a Costa que recue. Presidente afasta a hipótese do regresso do mercado de artesanato à Rua Augusta
In Jornal de Notícias (28/1/2010)
CRISTIANO PEREIRA
«Os artesãos que em Maio passado foram afastados da Rua Augusta para a Praça da Figueira, em Lisboa, voltaram a pedir a António Costa que recuasse na posição. O autarca admitiu encontrar outra solução mas recusou o retorno do mercado à Rua Augusta.
"Há aqui uma situação injusta porque ao fim de oito meses não houve uma única ocupação do quarteirão do arco da Rua Augusta e tudo o que ali está é um espaço vazio que leva os lisboetas a perguntarem porque é que acabaram com o mercado de artesanato", disse Eduardo Cordeiro, representantes dos artesãos e vendedores de artesanato.
O porta-voz dos artistas interviu ontem durante a tarde na reunião pública na Câmara Municipal de Lisboa. E pediu a António Costa o regresso ao local de origem: "Aproveitem o nosso know-how construído ao longo de duas gerações e criem equipamentos dignos para o espaço", referiu Eduardo Cordeiro.
António Costa, por seu turno, foi categórico: "A Rua Augusta não é o local para se manter a feira de artesanato". "Foi esse o entendimento que existiu", continuou, "e é o entendimento que existe".
O representante dos artesãos sublinhou que a alternativa da Praça da Figueira não se tem revelado viável. "Dois colegas já desistiram da actividade", afirmou, frisando que "não há inclusão, há exclusão" e que com esta mudança "não há criação de emprego, mas antes extinção de postos de trabalho". E deixou a pergunta: "E a cidade o que ganhou?".
Perante António Costa, o mesmo responsável apelou a uma alternativa viável: "Apresentem alternativas válidas para as nossas canas de pesca e não nos ponham a pescar em lagos sem peixe".
O autarca acabou por admitir que "se a Praça da Figueira não é um bom local devemos procurar outro" e apelou à continuação do diálogo entre as duas partes.»
...
A retirada dessas vendas ambulantes da Rua Augusta foi a melhor medida em prol da Baixa dos últimos tempos. A Praça da Figueira não serve? Construção de equipamentos? Estou estupefacto!
CRISTIANO PEREIRA
«Os artesãos que em Maio passado foram afastados da Rua Augusta para a Praça da Figueira, em Lisboa, voltaram a pedir a António Costa que recuasse na posição. O autarca admitiu encontrar outra solução mas recusou o retorno do mercado à Rua Augusta.
"Há aqui uma situação injusta porque ao fim de oito meses não houve uma única ocupação do quarteirão do arco da Rua Augusta e tudo o que ali está é um espaço vazio que leva os lisboetas a perguntarem porque é que acabaram com o mercado de artesanato", disse Eduardo Cordeiro, representantes dos artesãos e vendedores de artesanato.
O porta-voz dos artistas interviu ontem durante a tarde na reunião pública na Câmara Municipal de Lisboa. E pediu a António Costa o regresso ao local de origem: "Aproveitem o nosso know-how construído ao longo de duas gerações e criem equipamentos dignos para o espaço", referiu Eduardo Cordeiro.
António Costa, por seu turno, foi categórico: "A Rua Augusta não é o local para se manter a feira de artesanato". "Foi esse o entendimento que existiu", continuou, "e é o entendimento que existe".
O representante dos artesãos sublinhou que a alternativa da Praça da Figueira não se tem revelado viável. "Dois colegas já desistiram da actividade", afirmou, frisando que "não há inclusão, há exclusão" e que com esta mudança "não há criação de emprego, mas antes extinção de postos de trabalho". E deixou a pergunta: "E a cidade o que ganhou?".
Perante António Costa, o mesmo responsável apelou a uma alternativa viável: "Apresentem alternativas válidas para as nossas canas de pesca e não nos ponham a pescar em lagos sem peixe".
O autarca acabou por admitir que "se a Praça da Figueira não é um bom local devemos procurar outro" e apelou à continuação do diálogo entre as duas partes.»
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A retirada dessas vendas ambulantes da Rua Augusta foi a melhor medida em prol da Baixa dos últimos tempos. A Praça da Figueira não serve? Construção de equipamentos? Estou estupefacto!
Tuesday, January 26, 2010
REPÚBLICA DE FACHADA: Rua Ivens 1 a 15
Labels:
"Fachadismo",
Arquitectura Pombalina,
Chiado,
demolições
Saturday, January 23, 2010
Friday, January 22, 2010
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