Saturday, November 13, 2010
POSTAIS DA BAIXA: Rua do Comércio
Wednesday, November 10, 2010
Saturday, November 6, 2010
BE "chocado" com silêncio de Sá Fernandes sobre destino do Jardim Botânico
Plano de pormenor em discussão pública repudiado por Amigos do Jardim, por causa de construção nova e abate de espécimes. Assembleia municipal pode salvar recinto, diz Bloco
A deputada municipal do Bloco de Esquerda (BE) Rita Silva declarou-se ontem chocada com o silêncio do vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, perante o destino do Jardim Botânico de Lisboa. O recinto tornou-se anteontem monumento nacional.
Em causa está o plano de pormenor para esta zona da cidade, que inclui também o Parque Mayer e que se encontra em discussão pública até 23 de Novembro. Para os bloquistas, os lisboetas não têm consciência dos perigos que o jardim corre se o plano for aprovado, por causa do aumento de construção previsto, quer para dentro do recinto verde, quer em seu redor.
Preocupações partilhadas pela Liga dos Amigos do Jardim numa visita guiada ao local. "Com o aumento da altura dos prédios em redor do jardim - que já está a começar -, o Jardim Botânico torna-se mais seco e mais quente no Verão, devido à falta de circulação do ar. E isso impede que algumas espécies sobrevivam", explicou Pedro Lérias, dos Amigos do Jardim.
A visita incluiu uma inspecção à zona do recinto virada à Rua do Salitre, onde, apesar das denúncias da associação às entidades competentes, os prédios continuam a expandir-se, contribuindo para aquilo que os seus membros designam por asfixia do jardim. Há mesmo uma piscina em construção a escassos metros do muro do recinto, apesar de todos os monumentos beneficiarem de uma zona de protecção. Neste caso, a impermeabilização em volta do recinto é mais um problema, explicam os Amigos do Jardim. "Se o plano de pormenor for por diante, crescerá uma cinta de prédios em redor do recinto", assegura Manuela Correia, dos Amigos do Jardim.
A par da construção, o BE também critica as demolições previstas de alguns edifícios antigos que fazem parte do jardim, como estufas e herbários. As promessas dos arquitectos responsáveis pelo plano de pormenor de que tudo será reconstruído em cima de um novo edifício de quatro andares não os convence. Nem a eles, nem ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, que levantou obstáculos às demolições. Por outro lado, salientam os Amigos, as obras implicarão abate de espécimes vegetais, alguns deles em vias de extinção. "Gostávamos muito de conhecer a opinião de Sá Fernandes sobre isto", diz Manuela Correia. Para Rita Silva, a salvação do jardim está nas mãos da assembleia municipal, que ainda pode chumbar o plano. O PÚBLICO tentou, sem sucesso, ouvir os autores do plano. in Público, 6 de Novembro de 2010
Fotos (cortesia da Liga dos Amigos do Jardim Botânico): impermeabilização da área de protecção do Jardim Botânico já está a ser feita nos logradouros dos imóveis da Rua do Salitre. Se o Plano de Pormenor avançar, a impermeabilização será em grande escala e passará a incluir também os logradouros da Rua da Escola Politécnica e Rua da Alegria. Nas imagens vemos obras de impermeabilização dos logradouros da Rua do Salitre 143 a 157. Apesar da distância, é bom recordar que todos os m2 de solo impermeabilizado a montante da Baixa terão consequências graves na Baixa.
Friday, November 5, 2010
«AVENIDA» 24 DE JULHO?
Tuesday, November 2, 2010
POSTAIS DA BAIXA: Rua de Santa Justa
Sunday, October 31, 2010
Autocarros de turismo provocam caos no Largo da Sé
Friday, October 29, 2010
Porque temos parques de estacionamento vazios nas nossas cidades?
Depois de muitas décadas a permitir que os cidadãos estacionem gratuitamente e livremente à porta de suas casas, é muito difícil alterar este comportamento. Claro que não é impossível, mas exige muita coragem política. Tanto no exemplo de Estremoz como no de Lisboa, enquanto as Câmaras fecharem os olhos ao estacionamento selvagem nos arruamentos em redor dos novos parques, nada irá mudar. Porque razão os novos parques não são acompanhados de obras de reperfilamento das ruas com a natural supressão de lugares de estacionamento em benefício dos peões (e TODOS somos peões)? Porque razão não se alargam passeios e instalam pilaretes de protecção dos canais pedonais?
Este mau comportamento - porque insustentável - criou raízes profundas graças à falta de planeamento, de visão estratégica dos sucessivos governos e municípios. Agora estão reféns de milhões de eleitores que não querem alterar um modelo de mobilidade, um estilo de vida, centrado na sua viatura de transporte privado. Governos e municípios andam a gastar milhões de euros para ter parques de estacionamento vazios e as ruas cada vez mais congestionadas com carros.
E querem apostar que o novo Parque de estacionamento da EMEL, no antigo mercado do Chão do Loureiro, irá sofrer do mesmo mal do seu irmão mais velho das Portas do Sol?
Thursday, October 28, 2010
Tuesday, October 12, 2010
Diga «LISBOA»: Rua da Saudade
Sunday, October 10, 2010
Largo do Corpo Santo ou Largo do Carro Santo?
Toda esta bela praça de génese pombalina está há demasiadas décadas transformada numa placa de circulação rodoviária. Tudo o mais é um parque de estacionamento feito em cima do joelho.
Não há uma única árvore ou equipamentos (bancos de jardim?) para os cidadãos usufruirem do que é suposto ser um «espaço público histórico» segundo o PDM em vigor. Os passeios foram reduzidos à sua expresão mínima. E chegaram ao cúmulo de criar lugares de estacionamento mesmo em frente da entrada principal da igreja!
Que outra capital da europa trata assim os seus espaços públicos de referência?
E isto acontece a poucos metros da Praça do Município, sede do governo da cidade de Lisboa.
Friday, October 8, 2010
POSTAL DA AVENIDA: «stop especulação»
Tuesday, October 5, 2010
A República Portuguesa faz 100 anos: HEMEROTECA em ruínas
Monday, October 4, 2010
Friday, October 1, 2010
Terreiro do Paço acolhe espectáculo multimédia
In Jornal de Notícias (1/10/2010)
Telma Roque
«Todas as noites, entre hoje, sexta-feira, e domingo, o Terreiro do Paço estará transformado numa gigantesca máquina do tempo através de um espectáculo multimédia que recriará momentos marcantes da história da capital. Um deles é o terramoto. Os edifícios vão mesmo ruir, haverá gritos de horror, violentos incêndios, mas tudo não passará de efeitos especiais que dão uma sensação de filme a três dimensões.
Inédito no país, o espectáculo, com animação e efeitos de vídeo ?mapping?, acaba por não ter paralelo também a nível internacional, pela dimensão da zona de projecção.
A Sociedade Frente Tejo, a quem foi entregue a requalificação da frente ribeirinha de Lisboa, vai usar como tela toda a fachada do Arco da Rua Augusta, entre as ruas do Ouro e da Prata.
De acordo com a Frente Tejo, os espectáculos ? dois por noite, às 21.30 e meia-noite, com a duração de 10 minutos ? têm uma dupla finalidade. Além de estarem inseridos nas comemorações do Centenário da República, acabam também por ser o primeiro grande evento num espaço que foi recentemente requalificado.
“Esta é uma iniciativa para as pessoas e com as pessoas. Será também uma marca indelével e afectiva das pessoas em relação ao novo espaço e um primeiro passo para a utilização lúdica do local, tanto diurna como nocturna”, justifica a Sociedade Frente Tejo.»
Telma Roque
«Todas as noites, entre hoje, sexta-feira, e domingo, o Terreiro do Paço estará transformado numa gigantesca máquina do tempo através de um espectáculo multimédia que recriará momentos marcantes da história da capital. Um deles é o terramoto. Os edifícios vão mesmo ruir, haverá gritos de horror, violentos incêndios, mas tudo não passará de efeitos especiais que dão uma sensação de filme a três dimensões.
Inédito no país, o espectáculo, com animação e efeitos de vídeo ?mapping?, acaba por não ter paralelo também a nível internacional, pela dimensão da zona de projecção.
A Sociedade Frente Tejo, a quem foi entregue a requalificação da frente ribeirinha de Lisboa, vai usar como tela toda a fachada do Arco da Rua Augusta, entre as ruas do Ouro e da Prata.
De acordo com a Frente Tejo, os espectáculos ? dois por noite, às 21.30 e meia-noite, com a duração de 10 minutos ? têm uma dupla finalidade. Além de estarem inseridos nas comemorações do Centenário da República, acabam também por ser o primeiro grande evento num espaço que foi recentemente requalificado.
“Esta é uma iniciativa para as pessoas e com as pessoas. Será também uma marca indelével e afectiva das pessoas em relação ao novo espaço e um primeiro passo para a utilização lúdica do local, tanto diurna como nocturna”, justifica a Sociedade Frente Tejo.»
Thursday, September 30, 2010
Acto digno de ópera-bufa
POSTA DA BAIXA: Rua da Madalena
Tuesday, September 28, 2010
Friday, September 24, 2010
PUBLI-CIDADE: bem e mal no mesmo bairro

Nota: foto da tela do edifício Bertrand retirada do Lisboa SOS.
Thursday, September 23, 2010
Bicicletada / Massa Crítica: LISBOA, 24 de Setembro de 2010
Massa Crítica. Uma Massa Crítica (MC) é um passeio no meio da cidade feito em modos de transporte suave. Realiza-se sempre na última Sexta-Feira de cada mês às 18h00. A MC é uma celebração da mobilidade suave que permite aos participantes circular com mais segurança e facilidade, marcando a sua presença no espaço público pelo número e densidade da concentração. Esta "segurança pela quantidade" torna-a uma excelente forma de iniciação à utilização de veículos suaves em espaço urbano.Bicicletada/Massa Crítica: LISBOA, 24 de Setembro de 2010
Concentração às 18:00 e saída às 19:00, no Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII
Tuesday, September 21, 2010
Rua da Conceição agitada pelo novo esquema de trânsito da Baixa lisboeta
In Público (21/9/2010)
Por Carlos Filipe
«Ligação entre a Sé e o Chiado mistura transporte público e particular e tenderá a ficar saturada
Sinalização horizontal vai terde esperar mais alguns meses
Buracos mantêm-se
Está em vigor, desde sábado, a primeira parte de mais um novo esquema de circulação automóvel na Baixa de Lisboa. E com potencial carga polémica. Foi aprovado em sessão camarária de Junho e substitui o que vigorava desde 2009, que gerou discussão sobre os seus méritos e defeitos, contrapondo os argumentos da Câmara Municipal aos do Automóvel Clube de Portugal.
O curioso é que foi o actual vereador, Fernando Nunes da Silva, que propôs o modelo em execução, o subscritor da proposta alternativa da associação de automobilistas. Prevaleceu o projecto camarário, que não gerou consenso.
Para já, a peça-chave do quebra-cabeças é a Rua da Conceição, aberta a transporte público e particular, e que deverá saturar, com frequência, o ar respirável dos (poucos) residentes, a tranquilidade do negócio dos (muitos) comerciantes e a paciência dos automobilistas.
Porém, e para os indefectíveis do carro, atalhar pela Baixa, de colina em colina, da Sé para o Chiado, ainda pode ser a melhor opção.
Logo no segundo dia do novo esquema caiu o "pregão" de António Costa, segundo o qual "aos domingos o Terreiro do Paço é para as pessoas". É verdade que o novo esquema prevê a passagem de veículos particulares, nos dois sentidos, pelo lado sul da praça, junto ao Cais das Colunas. Mas de futuro, também aos domingos? Um cortejo, lentamente, compactou-se até à entrada do Cais do Sodré. Eram 17h, corria (e corre) a Semana da Mobilidade.
Arsenal ou infernal?
Se assim está previsto daqui por diante, então será um dos locais a evitar. Aliás, toda a circulação pelo Cais do Sodré é uma infâmia. Diz-se que assim tem de ser, enquanto não avançar nova messiânica alteração de circulação de transportes públicos, que só entrará na Rua do Arsenal quando deixar a Ribeira das Naus e virar à esquerda para o Corpo Santo.
Por ali há, agora, uma zona expectante que passou a ser de estacionamento (ad hoc). Há um parque de estacionamento de difícil acesso (e que na fila de entrada complica a vida do bus). E há outro previsto, subterrâneo, do lado do rio. Mas isso só quando for requalificada a Ribeira das Naus.
A Rua do Arsenal - que entre os moradores e comerciantes é classificada como infernal - tem no seu acesso, na Bernardino Costa, uma placa de zona 30 (limite máximo de velocidade: 30 km/h). Até ao Corpo Santo convivem todos os tipos de transportes, e a partir daí os veículos da Carris tomam-na para si em possante cavalgada e enchem a rua, que parece tomada por um "rio amarelo" - a cor da Carris, até ao Terreiro do Paço, antes de romper pelas ruas da Prata e da Alfândega.
Voltar ao mesmo
Delfim Santos, de 75 anos, está na Conceição para apanhar o carro da Graça (o eléctrico 28). Foi à Caixa Geral de Depósitos, mesmo nas suas costas, e já vai lamentando a sua vida, pois os carros vêm cheios. Nota diferenças e recorda que por ali já passaram carros nos dois sentidos, que noutra ocasião os automóveis eram desviados para a Rua Nova do Almada e depois seguiam pela de São Julião. Mas também nota que agora é ao contrário, que por São Julião se acede à da Nova do Almada, e que por ali se pode chegar ao Chiado, mas também pela Calçada do Sacramento. O que não se pode é fazer algumas viragens à direita, para entrar na Rua da Prata, por exemplo, via ruas da Madalena e Comércio.
"Isto pode dar sarilho devido às paragens dos eléctricos", nota Delfim Santos. "Olhe, não sei, não sei, o que não podem é tirar daqui o eléctrico, pois se o tiram deixo de poder vir à Baixa", diz e avança, com dificuldade, para o estribo do 28.
Quem não tem dúvidas é o presidente da Junta de São Nicolau, António Manuel, que num comunicado, ainda em Agosto, colocava reservas à eficácia deste sistema. E identificava os problemas na Conceição: volume de tráfego desadequado às suas características; por não salvaguardar a segurança dos peões e dos patrimónios municipal e arqueológico; por degradar seriamente a qualidade do ar. E, em síntese, pedia a suspensão do plano.
Ouvem-se silvos, dos apitos da Polícia Municipal, condescendente para com os automobilistas, que olhando para a sinalização diziam desconhecer as mudanças. A abordagem do jornalista é infrutífera: "Não posso falar sobre esse assunto." Obviamente...
Os turistas desconhecem o que passa. Há-os muitos, ainda, acumulam-se na Rua do Comércio para a viagem panorâmica, ou pelo arco da Rua Augusta acedem ao rio. Ali se deslumbram até se depararem com outra infâmia: o esgoto de Lisboa, que desagua no Tejo. As gaivotas aplaudem.
...
Estava-se a ver que fazer voltar os carros nos 2 sentidos da Rua da Conceição seria um erro crasso. Além do mais, perigoso para os peões, ainda ontem assisti à iminência de um atropelamento grave, uma vez que os srs.condutores que vêm do Chiado e viram à direita na Rua do Ouro fazem-no sem ter em conta que muitas pessoas estão habituadas a atravessar à vontade esta última, desde há vários anos, ainda que fora das passadeiras... Toca a fazer voltar tudo ao que estava, S.F.F.
Por Carlos Filipe
«Ligação entre a Sé e o Chiado mistura transporte público e particular e tenderá a ficar saturada
Sinalização horizontal vai terde esperar mais alguns meses
Buracos mantêm-se
Está em vigor, desde sábado, a primeira parte de mais um novo esquema de circulação automóvel na Baixa de Lisboa. E com potencial carga polémica. Foi aprovado em sessão camarária de Junho e substitui o que vigorava desde 2009, que gerou discussão sobre os seus méritos e defeitos, contrapondo os argumentos da Câmara Municipal aos do Automóvel Clube de Portugal.
O curioso é que foi o actual vereador, Fernando Nunes da Silva, que propôs o modelo em execução, o subscritor da proposta alternativa da associação de automobilistas. Prevaleceu o projecto camarário, que não gerou consenso.
Para já, a peça-chave do quebra-cabeças é a Rua da Conceição, aberta a transporte público e particular, e que deverá saturar, com frequência, o ar respirável dos (poucos) residentes, a tranquilidade do negócio dos (muitos) comerciantes e a paciência dos automobilistas.
Porém, e para os indefectíveis do carro, atalhar pela Baixa, de colina em colina, da Sé para o Chiado, ainda pode ser a melhor opção.
Logo no segundo dia do novo esquema caiu o "pregão" de António Costa, segundo o qual "aos domingos o Terreiro do Paço é para as pessoas". É verdade que o novo esquema prevê a passagem de veículos particulares, nos dois sentidos, pelo lado sul da praça, junto ao Cais das Colunas. Mas de futuro, também aos domingos? Um cortejo, lentamente, compactou-se até à entrada do Cais do Sodré. Eram 17h, corria (e corre) a Semana da Mobilidade.
Arsenal ou infernal?
Se assim está previsto daqui por diante, então será um dos locais a evitar. Aliás, toda a circulação pelo Cais do Sodré é uma infâmia. Diz-se que assim tem de ser, enquanto não avançar nova messiânica alteração de circulação de transportes públicos, que só entrará na Rua do Arsenal quando deixar a Ribeira das Naus e virar à esquerda para o Corpo Santo.
Por ali há, agora, uma zona expectante que passou a ser de estacionamento (ad hoc). Há um parque de estacionamento de difícil acesso (e que na fila de entrada complica a vida do bus). E há outro previsto, subterrâneo, do lado do rio. Mas isso só quando for requalificada a Ribeira das Naus.
A Rua do Arsenal - que entre os moradores e comerciantes é classificada como infernal - tem no seu acesso, na Bernardino Costa, uma placa de zona 30 (limite máximo de velocidade: 30 km/h). Até ao Corpo Santo convivem todos os tipos de transportes, e a partir daí os veículos da Carris tomam-na para si em possante cavalgada e enchem a rua, que parece tomada por um "rio amarelo" - a cor da Carris, até ao Terreiro do Paço, antes de romper pelas ruas da Prata e da Alfândega.
Voltar ao mesmo
Delfim Santos, de 75 anos, está na Conceição para apanhar o carro da Graça (o eléctrico 28). Foi à Caixa Geral de Depósitos, mesmo nas suas costas, e já vai lamentando a sua vida, pois os carros vêm cheios. Nota diferenças e recorda que por ali já passaram carros nos dois sentidos, que noutra ocasião os automóveis eram desviados para a Rua Nova do Almada e depois seguiam pela de São Julião. Mas também nota que agora é ao contrário, que por São Julião se acede à da Nova do Almada, e que por ali se pode chegar ao Chiado, mas também pela Calçada do Sacramento. O que não se pode é fazer algumas viragens à direita, para entrar na Rua da Prata, por exemplo, via ruas da Madalena e Comércio.
"Isto pode dar sarilho devido às paragens dos eléctricos", nota Delfim Santos. "Olhe, não sei, não sei, o que não podem é tirar daqui o eléctrico, pois se o tiram deixo de poder vir à Baixa", diz e avança, com dificuldade, para o estribo do 28.
Quem não tem dúvidas é o presidente da Junta de São Nicolau, António Manuel, que num comunicado, ainda em Agosto, colocava reservas à eficácia deste sistema. E identificava os problemas na Conceição: volume de tráfego desadequado às suas características; por não salvaguardar a segurança dos peões e dos patrimónios municipal e arqueológico; por degradar seriamente a qualidade do ar. E, em síntese, pedia a suspensão do plano.
Ouvem-se silvos, dos apitos da Polícia Municipal, condescendente para com os automobilistas, que olhando para a sinalização diziam desconhecer as mudanças. A abordagem do jornalista é infrutífera: "Não posso falar sobre esse assunto." Obviamente...
Os turistas desconhecem o que passa. Há-os muitos, ainda, acumulam-se na Rua do Comércio para a viagem panorâmica, ou pelo arco da Rua Augusta acedem ao rio. Ali se deslumbram até se depararem com outra infâmia: o esgoto de Lisboa, que desagua no Tejo. As gaivotas aplaudem.
...
Estava-se a ver que fazer voltar os carros nos 2 sentidos da Rua da Conceição seria um erro crasso. Além do mais, perigoso para os peões, ainda ontem assisti à iminência de um atropelamento grave, uma vez que os srs.condutores que vêm do Chiado e viram à direita na Rua do Ouro fazem-no sem ter em conta que muitas pessoas estão habituadas a atravessar à vontade esta última, desde há vários anos, ainda que fora das passadeiras... Toca a fazer voltar tudo ao que estava, S.F.F.
Thursday, September 16, 2010
Park(ing) Day - A Abraço promove o bem-estar do público

Chegado por e-mail:
«No dia 17 de Setembro, na rua do Poço do Borratém, (junto à praça da Figueira), a ABRAÇO adere ao conceito urbano Park(ing) Day, no sentido de dinamizar um espaço reservado a estacionamentos e tornar o mesmo um local urbano com um feel acolhedor e apelativo ao lazer e boa disposição, com uma vertente de socialização. Esta iniciativa está relacionada com a necessidade premente de ter mais espaços alusivos à natureza numa cidade de betão, de forma a promover a natureza, o verde, o ambiente, a celebração da vida enfim.
Com um misto de natural e lazer, é inclusivamente um despertar de consciências para o que todos, em conjunto, podemos fazer para proteger a vida urbana, não esquecendo a vertente ambiental. A Abraço sugere que traga um amigo, um familiar ou a sua cara-metade, seja quem for, acima de tudo, divirta-se sendo diferente num mundo de iguais. A Associação Abraço, pede a ajuda de todos para o bem-estar geral, por isso, ajude-nos a ajudar!
Para tornar o dia ainda mais cultural, a ABRAÇO convida a visitar a Galeria Abraço que está nas imediações, e tem patente uma exposição do pintor marroquino ABDERRAHMANE LATRACHE, disponível até ao dia 30 de Setembro.
O QUÊ: Park (ing) Day (http://parkingday.org/)
QUANDO: 17 de Setembro
ONDE: Poço do Borratém (junto à Praça da Figueira)»
Tuesday, September 14, 2010
Baixa vs. Bruxelas

Ao que parece, a Baixa vai ser zona para transitar de automóvel a 40 km/h. Mas era para ser 30 km/h, se bem me lembro. Aliás, o que faz sentido é ser a 30 km/h, mesmo que todos saibamos de antemão que isto não passa de uma medida simbólica pois o português nada costuma cumprir. Mas, seja como for, devia ser 30 km/h.
Até pelo simples facto da Baixa, com os seus escassos 0,25 km2, ser uma zona claramente receptiva a este limite. Basta pensarmos em Bruxelas, por exemplo, que numa decisão surpreendente (ou nem por isso) acabou de anunciar que passará a ter todo o centro da cidade como zona de 30 km/h; Bruxelas que tem 4,6 km2 de área...
Aqui ficam dois links elucidativos da distância de anos-luz que medeia entre Lisboa e a outra Europa:
* http://www.streetfilms.org/copenhagens-car-free-streets-and-slow-speed-zones/
* http://www.eltis.org/show_news.phtml?mx_trk=1&mx_id=0178951584859012281699411&newsid=1985&mainID=461&Id=1
Thursday, September 9, 2010
Saturday, September 4, 2010
LARGO DO CARMO: esplanadas caóticas
Nos dias de bom tempo, todo este mobiliário é espalhado pela placa central, restando pouco espaço para os cidadãos circularem e gozarem em liberdade este espaço público.
Frequentemente as mesas são encostadas aos próprios bancos de jardim. Quando as condições climatéricas não são favoráveis, o mobiliário é resumidamente empilhado e acorrentado a cadeado aos troncos dos jacarandás.
É necessário fiscalização periódica, e regulamentar ocom urgência o design do mobiliário de modo a garantir que é adequado ao ambiente urbano histórico. Lamentável esta exploração abusiva de um espaço público emblemático da nossa cidade.
Monday, August 30, 2010
RUA AUGUSTA vista por Project for Public Spaces
Rua Augusta
Baixa District
Baixa District
Lisbon, Portugal
by Project for Public Spaces
Rua Augusta is the main street of Lisbon's central shopping district. A pedestrian street, the views up and down the hills of the city, and through to the Praça do Comércio, are incredible. All manner of streetlife and activity abound.
Why It Works
Rua Augusta, like all successful streets, performs two key functions: it takes you somewhere, and you enjoy simply being on it. The street is a huge sidewalk, with cafes and shops along it, as well as temporary vendors and information kiosks down the middle and at intersections.
Rua Augusta, like all successful streets, performs two key functions: it takes you somewhere, and you enjoy simply being on it. The street is a huge sidewalk, with cafes and shops along it, as well as temporary vendors and information kiosks down the middle and at intersections.
The street itself is beautiful, made up of Lisbon's famous black and white pavers, and designed such that each intersection offered a view of the adjoining hillside neighborhoods. In addition, either end of Rua Augusta is capped by a focal point, the Praça do Comércio on one end, and the Rossio on the other. Not only do these points draw the walker along, they also are important destinations in the city itself.
While Rua Augusta is a bit touristy, and the cafes, while famous are somewhat tired, it has an amazing life its own, and features so many great innovations in maintenance and practice that it deserves to be featured. See photos for more details.
History & Background
The Baixa was once the commercial heart of the city, but that role is fading. These streets once housed all the city's banks and many of their tradespeople, including jewelers and shoemakers. Surrounding streets bear the names of the trades (Rua do Ouro, Rua dos Sapateiros, etc.) and, thanks to rent control, some shops remain.
The Baixa lies on a true rectangular grid, laid out by the Marquês de Pombal in 1755 after an earthquake decimated large parts of the city.
Labels:
Arco da Rua Augusta,
mobilidade,
pedonalização,
Rua Augusta
Wednesday, August 25, 2010
Pedras da calçada abrem guerra entre junta de freguesia e câmara
In Diário de Notícias (25/8/2010)
por DANIEL LAM
«O problema das pedras da calçada que se soltam e vão abrindo buracos no passeio está a gerar polémica entre o presidente da Junta de Freguesia de S. Nicolau, António Manuel, e o vereador Fernando Nunes da Silva, da Câmara de Lisboa. O primeiro critica o facto de o vereador não ter feito um protocolo com a junta para ela própria tratar da reparação dos passeios e evitar que os buracos cresçam mais. Nunes da Silva considera que este facto terá levado António Manuel a insurgir-se contra o novo plano de tráfego na Baixa e a exigir que não entre em vigor já em Setembro, como previsto.
António Manuel referiu ao DN que o vereador da Mobilidade, Fernando Nunes da Silva, "fez protocolos de reparação da calçada com todas as juntas de freguesia de Lisboa, excepto com a de S. Nicolau e outras três da Baixa: Santa Justa, Santiago e Castelo". Adianta que, para justificar essa decisão, o vereador "diz que, como é calçada artística, essas reparações só podem ser feitas pelos calceteiros da câmara".
O presidente da junta discorda, salientando que "a freguesia de S. Nicolau tem 22 arruamentos e 16 deles não têm calçada artística. É tudo branco". E elogia o calceteiro que presta serviço na sua junta de freguesia, frisando que "é competente, tem experiência e sabe fazer o trabalho em condições" (ver caixa).
"O nosso calceteiro poderia rapidamente resolver o problema e evitar que os buracos fossem ficando cada vez maiores. Nós comunicamos à câmara e só vão fazer a reparação duas ou três semanas depois, quando os buracos já estão enormes", denuncia António Manuel.
Na sua opinião, "o problema é que o vereador não faz nem deixa fazer. E não se percebe isto, porque quando há obras da EDP, da EPAL, da PT e de outras empresas, que implicam abrir buracos na calçada, são os funcionários deles que depois colocam a calçada e não os calceteiros da câmara".
Fernando Nunes da Silva, vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa, encara estas críticas como uma reacção negativa ao facto de S. Nicolau ser "uma das poucas juntas de freguesia que não recebeu uns milhares de euros pela transferência de competências da câmara para a junta, relativamente à reparação da calçada".
Segundo explicou ao DN, "aquela freguesia tem calçada com desenhos e os trabalhos de reparação têm de ser feitos por profissionais para manter em condições a tradicional calçada portuguesa".
"Há pessoas que não respeitam esses pormenores. Juntam as pedras ao lado umas das outras sem se preocuparem em acertar os encaixes correctamente. Ficam grandes intervalos entre as pedras, que depois tapam com areia e cimento", contestou o vereador.
Sublinhou que, "por vezes, não respeitam a face correcta da pedra e colocam-na ao contrário, com a face menos brilhante para cima. Depois o conjunto não fica uniforme, porque umas pedras são mais brilhantes e outras mais baças".
O vereador admitiu que "a câmara só tem agora uma brigada de calceteiros, porque todos os outros foram embora trabalhar para outras empresas que lhes pagam o dobro ou o triplo do que recebiam na autarquia".
Explicou que estes calceteiros "estão sediados junto ao Martim Moniz, pelo que rapidamente se deslocam à Baixa para fazerem as reparações necessárias".
Por tudo isto, conclui o vereador, "não se justifica fazer a transferência de verbas nem de competências para a Junta de Freguesia de S. Nicolau nem para as outras três da zona histórica".»
por DANIEL LAM
«O problema das pedras da calçada que se soltam e vão abrindo buracos no passeio está a gerar polémica entre o presidente da Junta de Freguesia de S. Nicolau, António Manuel, e o vereador Fernando Nunes da Silva, da Câmara de Lisboa. O primeiro critica o facto de o vereador não ter feito um protocolo com a junta para ela própria tratar da reparação dos passeios e evitar que os buracos cresçam mais. Nunes da Silva considera que este facto terá levado António Manuel a insurgir-se contra o novo plano de tráfego na Baixa e a exigir que não entre em vigor já em Setembro, como previsto.
António Manuel referiu ao DN que o vereador da Mobilidade, Fernando Nunes da Silva, "fez protocolos de reparação da calçada com todas as juntas de freguesia de Lisboa, excepto com a de S. Nicolau e outras três da Baixa: Santa Justa, Santiago e Castelo". Adianta que, para justificar essa decisão, o vereador "diz que, como é calçada artística, essas reparações só podem ser feitas pelos calceteiros da câmara".
O presidente da junta discorda, salientando que "a freguesia de S. Nicolau tem 22 arruamentos e 16 deles não têm calçada artística. É tudo branco". E elogia o calceteiro que presta serviço na sua junta de freguesia, frisando que "é competente, tem experiência e sabe fazer o trabalho em condições" (ver caixa).
"O nosso calceteiro poderia rapidamente resolver o problema e evitar que os buracos fossem ficando cada vez maiores. Nós comunicamos à câmara e só vão fazer a reparação duas ou três semanas depois, quando os buracos já estão enormes", denuncia António Manuel.
Na sua opinião, "o problema é que o vereador não faz nem deixa fazer. E não se percebe isto, porque quando há obras da EDP, da EPAL, da PT e de outras empresas, que implicam abrir buracos na calçada, são os funcionários deles que depois colocam a calçada e não os calceteiros da câmara".
Fernando Nunes da Silva, vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa, encara estas críticas como uma reacção negativa ao facto de S. Nicolau ser "uma das poucas juntas de freguesia que não recebeu uns milhares de euros pela transferência de competências da câmara para a junta, relativamente à reparação da calçada".
Segundo explicou ao DN, "aquela freguesia tem calçada com desenhos e os trabalhos de reparação têm de ser feitos por profissionais para manter em condições a tradicional calçada portuguesa".
"Há pessoas que não respeitam esses pormenores. Juntam as pedras ao lado umas das outras sem se preocuparem em acertar os encaixes correctamente. Ficam grandes intervalos entre as pedras, que depois tapam com areia e cimento", contestou o vereador.
Sublinhou que, "por vezes, não respeitam a face correcta da pedra e colocam-na ao contrário, com a face menos brilhante para cima. Depois o conjunto não fica uniforme, porque umas pedras são mais brilhantes e outras mais baças".
O vereador admitiu que "a câmara só tem agora uma brigada de calceteiros, porque todos os outros foram embora trabalhar para outras empresas que lhes pagam o dobro ou o triplo do que recebiam na autarquia".
Explicou que estes calceteiros "estão sediados junto ao Martim Moniz, pelo que rapidamente se deslocam à Baixa para fazerem as reparações necessárias".
Por tudo isto, conclui o vereador, "não se justifica fazer a transferência de verbas nem de competências para a Junta de Freguesia de S. Nicolau nem para as outras três da zona histórica".»
Friday, August 20, 2010
"Promover o uso dos transportes públicos"
4 perguntas a... Pedro Gomes, investigador do Departamento do Ambiente da Faculdade deCiência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
Quais as zonas com mais altos níveis de poluição do ar?
A situação mais grave é na área de Lisboa, logo seguida do Porto, porque são as zonas mais populosas e que têm mais tráfego automóvel. Depois surgem Braga e Coimbra, mas nada que se compare com Lisboa e Porto.
A situação mais grave é na área de Lisboa, logo seguida do Porto, porque são as zonas mais populosas e que têm mais tráfego automóvel. Depois surgem Braga e Coimbra, mas nada que se compare com Lisboa e Porto.
Que medidas se deve tomar para reduzir esses níveis?
Deve-se tomar todas as medidas para promover o uso do transporte colectivo em detrimento do individual. Por exemplo, nos principais acessos a Lisboa e Porto, uma das vias de rodagem deve ficar reservada para transportes colectivos, veículos eléctricos e viaturas com dois ou mais ocupantes, levando as pessoas a usar o transporte público ou a partilhar o carro próprio com outros. Desta forma, reduz-se o número de veículos em circulação. Também se deve criar mais faixas bus para dar prioridade aos transportes públicos e melhorar a sua atractividade.
Deve-se tomar todas as medidas para promover o uso do transporte colectivo em detrimento do individual. Por exemplo, nos principais acessos a Lisboa e Porto, uma das vias de rodagem deve ficar reservada para transportes colectivos, veículos eléctricos e viaturas com dois ou mais ocupantes, levando as pessoas a usar o transporte público ou a partilhar o carro próprio com outros. Desta forma, reduz-se o número de veículos em circulação. Também se deve criar mais faixas bus para dar prioridade aos transportes públicos e melhorar a sua atractividade.
E nas áreas mais sensíveis?
Nas zonas mais críticas, deve-se interditar o acesso a veículos que ultrapassem os limites de emissões poluentes, que normalmente são os mais antigos.
Nas zonas mais críticas, deve-se interditar o acesso a veículos que ultrapassem os limites de emissões poluentes, que normalmente são os mais antigos.
Que medidas de longo prazo?
É preciso aproximar as pessoas dos seus locais de trabalho e dar-lhes transportes públicos para não terem de usar o transporte individual. As novas urbanizações devem ser construídas perto de uma rede de transporte pesado, como o comboio.
É preciso aproximar as pessoas dos seus locais de trabalho e dar-lhes transportes públicos para não terem de usar o transporte individual. As novas urbanizações devem ser construídas perto de uma rede de transporte pesado, como o comboio.
Foto: eléctrico de nova geração no centro de Munique
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