Sunday, April 10, 2011

Jornal do Incrível: A vida de uma trapeira pombalina na Travessa de S. João da Praça

Há imagens que valem por mil palavras. Esta é sem dúvida uma delas. Uma capital que produz este tipo de "criações" em imóveis património só pode estar seriamente doente. Agradecemos ajuda para comentar esta situação, no mínimo "incrível", e que nos deixa quase sem palavras. Com este tipo de práticas no património arquitectónico bem no coração do centro histórico da capital, o Estado português ainda pretende candidatar a Baixa Pombalina a Património Mundial da Humanidade? Imóvel pombalino na Travessa de São João da Praça, Freguesia da Sé, Lisboa.

Quase todas as construções setecentistas da cidade, com as clássicas trapeiras copiadas do tipodas casas da Baixa pós-Terramoto, estão a desaparecer. Por falta de regulamentos precisos, por falta de informação, por falta de fiscalização. Mas principalmente, por falta de interesse por quem devia salvaguardar o património pombalino de Lisboa. CML? IGESPAR?

Tuesday, April 5, 2011

Denúncia: "Sem carros não há comércio" na Baixa-Chiado

In Diário de Notícias (5/4/2011)
por Lusa Ontem


«Empresários, comerciantes e habitantes da Baixa-Chiado, em Lisboa, apontaram hoje os problemas de circulação automóvel e a falta de estacionamento como os principais obstáculos ao desenvolvimento daquele centro histórico da capital, num fórum dedicado à zona.

No Fórum Baixa-Chiado, promovido pela Associação para a Dinamização da Baixa Pombalina (ADBP), empresários, comerciantes e habitantes da zona histórica afirmaram por várias vezes que "sem carros não há comércio". "A circulação na baixa é muito difícil, quando há carros estacionados nos dois lados é uma complicação. Onde não há carros não há negócio, limitar o acesso aos carros não é boa ideia. Está condenado ao fracasso", disse o director do jornal Sol, com sede na baixa, José António Saraiva, sugerindo também a construção de "silos urbanos" para resolver "o problema de estacionamento". Também um empresário da zona, Pedro Saraiva, considerou que "é preciso resolver a falta de estacionamento" e de circulação, afirmando, novamente, que "não há comércio sem carros" e lembrando ainda que "o problema começou com as obras do metro".

Vários comerciantes e empresários presentes na plateia do Fórum repetiram a ideia "no car, no business" (sem carros não há negócio) e apontaram que "a Câmara [de Lisboa] conseguiu o inexplicável: cortou o trânsito na Baixa e matou a Baixa", considerando que "devia ter sido feito exatamente o contrário". O vereador da mobilidade da Câmara de Lisboa, Nunes da Silva, disse que a "Baixa é a área da cidade de Lisboa com maior serviço de transportes públicos e com maior densidade de transportes que servem toda a cidade". "Cerca de 30 por cento das carreiras passam com uma frequência entre cinco a dez minutos", disse.

Quanto ao estacionamento, Nunes da Silva considerou que "não é um problema de quantidade": em cerca de um quilómetro quadrado de área existe uma oferta pública de quase seis mil lugares, enunciou. "E estão previstos mais 200 lugares no estacionamento no Mercado do Chão do Loureiro, e em estudo 450 no Cais do Sodré e 500 em estudo no Campo das Cebolas", disse o vereador. Para Nunes da Silva é "importante trazer pessoas à Baixa", mas, para isso, "é preciso garantir boas condições para andarem a pé, comodamente, e para deambularem entre vistas e lojas". Os comerciantes e empresários apontaram ainda a falta de segurança, de iluminação e de limpeza da Baixa e o excesso de burocracia para fazer obras na zona como outros problemas a resolver, e sugeriram ainda a criação de um "centro comercial ao ar livre". Segundo o diretor geral da Associação de Turismo de Lisboa, Victor Costa, 91,8 por cento dos turistas que visitaram Lisboa em 2010 procuraram a Baixa Pombalina, fazendo desta zona histórica o local mais visitado da capital.»

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O português tem efectivamente um problema de locomoção. Do que a Baixa precisa não é de carros mas de falta qualidade na oferta de serviços e tudo o mais, do comércio aos restaurantes, dos equipamentos culturais (ou da falta deles), das esplanadas pindéricas (parece que agora isso vai mudar, até que enfim! ... pelo menos Baixa) e tudo o mais. Tudo o resto são balelas, rubbish.

Monday, April 4, 2011

Sociedade Frente Tejo sem verbas para acabar obras na Baixa pombalina de Lisboa


In Público (4/4/2011)
Por Marisa Soares

«A conclusão das obras de requalificação da frente ribeirinha de Lisboa está comprometida pela falta de verbas. O presidente da Sociedade Frente Tejo, João Biencard Cruz, diz que os projectos que ainda não arrancaram não têm financiamento e admite que alguns poderão ficar "na gaveta", caso não seja desbloqueado, por exemplo, o processo de alienação do edifício do Tribunal da Boa Hora.
Obras principais na Praça do Comércio escaparam às dificuldades (Foto: Daniel Rocha)

"O dinheiro para acabar as obras no Terreiro do Paço vem da concessão da pousada e do hotel no Tribunal da Boa Hora. Mas quando se fala da Boa Hora começa tudo a chorar", diz o administrador ao PÚBLICO.

O espaço para a pousada, na ala ocidental da praça - onde estava o Ministério da Administração Interna -, foi concessionado em Fevereiro à Enatur, por 4,7 milhões de euros. Mas a demora na atribuição à Frente Tejo do edifício da Boa Hora, prevista desde a criação da sociedade, arrasta-se desde 2009, quandoo tribunal passou para o Parque das Nações. Daí viriam oito milhões de euros, segundo Biencard Cruz, através da concessão do antigo edifício do tribunal, destinado a um hotel de charme. Esse dinheiro deveria pagar, por exemplo, as obras no Campo das Cebolas.

Porém, várias vozes se levantaram contra a transferência do imóvel para a Frente Tejo, como o Movimento para a Defesa da Boa Hora. Até houve um abaixo-assinado com cerca de 1000 subscritoresque consideravam a transformação do antigo tribunal um "atentado à memória colectiva". Após avanços e recuos, o processo parou. "Quando se falou nisso, ficou tudo nervoso. Mas agora [o edifício] está fechado", critica o líder da Frente Tejo. "A verdade é que tudo demora muito tempo, e às vezes é preciso dar um grande murro na mesa."

Há obras em projecto mas sem dinheiro para avançar e outras cujo concurso nem foi lançado. É o caso da Doca da Marinha. "Está tudo preparado", diz Biencard Cruz, e os termos de referência do concurso já foram definidos com a câmara. "Mas não tenho dinheiro", lamenta.

Outra fonte de financiamento "inquinada" é a concessão da ala nascente do Terreiro do Paço para restauração e comércio. A Frente Tejo tem de instalar infra-estruturas de apoio e, para isso, contava com as verbas da concessão do torreão poente. O concurso ficou deserto e a Frente Tejo tem um plano B: adjudicação directa à melhor proposta que aparecer. Biencard Cruz admite baixar o preço. "Interessa-nos mais ter aquilo ocupado do que vazio ou com funcionários públicos, pelo menos sob o ponto de vista de vida urbana", afirma.

Só o que tinha financiamento garantido está no terreno, como o novo Museu dos Coches, que está a ser construído com verbas do Turismo de Portugal "dentro dos prazos e sem escorregar no dinheiro". As obras principais do Terreiro do Paço também estão prontas, "contra ventos e marés". "Conseguimos devolver a praça às pessoas", sublinha o arquitecto, que acredita que o projecto da Ribeira das Naus também irá avançar, ainda este ano, com verbas comunitárias e com capital do município.
2011)»

...

Bah!

Tuesday, March 22, 2011

Dia Mundial da Árvore... no interior dos quarteirões de Lisboa

A impermeabilização dos solos em algumas zonas de Lisboa está a atingir um grau muito perigoso. As Avenidas Novas são talvez o exemplo mais grave da capital. A maioria dos quarteirões já estão 100% impermeabilizados - tudo em nome do estacionamento. Desde os finais do séc. XIX altura do início da construção das Avenidas Novas, milhares de árvores foram abatidas e milhares de m3 de solo foram retirados para se construirem caves e outras construções que em conjunto resultaram na impermeabilização irresponsável de uma enorme área da cidade. Tomemos o quarteirão formado pelas ruas Viriato, Latino Coelho, Pedro Nunes e Tomás Ribeiro como "caso de estudo". Dos 15 imóveis que formam o quarteirão oitocentista apenas 2 prédios de rendimento datados de 1906 (Rua Tomás Ribeiro, 8 e 10) retêm os seus logradouros ocupados com quintais (onde não faltam as lisboetas Nespereiras e Citrinos). Tudo o resto é o que se vê na imagem: uma massa compacta e caótica de armazéns, garagens, etc. A qaulidade arquitectonica de 90% dos edifícios novos é mediocre ou má. O que ganhou a cidade com esta ocupação selvagem pelo betão? Mais uma ilha de calor, sem as funções ecológicas importantes que os logradouros desempenham nas cidades. E agora o que fazer no futuro? Como reverter o interior dos quarteirões das Avenidas Novas para funções e ocupações mais concordantes com modelos de desenvolvimento sustentável? Uma pergunta para o Dia Mundial da Árvore.

Friday, March 18, 2011

Plano de Pormenor da Baixa: Rua dos Condes de Monsanto

Os vãos de um área urbana candidata a Património Mundial da UNESCO. Haverá algum Plano de Pormenor capaz de mudar mentalidades em Portugal?

Tuesday, March 15, 2011

MICRO-PASSEIOS de Lisboa: Rua da Padaria


Recebemos de uma munícipe este desabafo/apelo sobre os passeios numa freguesia do centro histórico de Lisboa:

«Grande parte dos passeios da freguesia da Sé não têm largura suficiente para a circulação pedonal (Travessa de Santo António da Sé com passeios de 20cm!); muitos outros, apesar da largura mínima para a circulação de peões, estão quase sempre indevidamente ocupados por carros e/ou caixotes do lixo - como podem ver pelas imagens da Rua da Padaria. Como é possível atrair novos residentes, famílias jovens como a minha com crianças, se os passeios dos arruamentos são tratados assim? É um desespero descer/subir com um carrinho de bébé a Rua da Padaria! São caixotes do lixo, são móveis abandonados, são espelhos retrovisores, tudo a dificultar a passagem com carrinhos de bébé ou sacos de compras. Por onde devo circular? No meio da faixa de rodagem? E quando chegamos à Rua dos Bacalhoeiros é outra cruz! Não era suposto existir ali uma rua pedonal? Mas o que vemos? Passeios minusculos e estacionamento em segunda e até terceira fila! Alguns dos arruamentos da Sé deviam ter apenas serventia pedonal. Noutros casos já se deviam ter suprimido lugares de estacionamento para criar passeios que cumprem com a largura mínima de lei. Com os melhores cumprimentos, MJ»

Sunday, March 13, 2011

Largo do Caldas? Largo dos Carros?

Mais um chocante exemplo da secundarização do peão no centro histórico da capital. É assim, com este nível de permissividade, tolerância que a CML pretende atrair residenets à Baixa? E esperamos também que os milhões de turistas que todos os anos circulam na Baixa aguentem com este grau de desqualificação do espaço público? E é esta zona urbana que se pretende que a UNESCO classifique como "Património Mundial da Humanidade"!? Uma vergonha. E como bem sabemos, este não é caso único na Baixa, em Lisboa. Este largo é retrato da decadência da cidade de Lisboa.

Monday, March 7, 2011

CRITÉRIOS da BAIXA: Praça da Figueira

O Núcleo de Fiscalização da CML demora a actuar na zona da Baixa. Os dispositivos ilegais de publicidade na Praça da Figueira são quase crónicos. A pergunta que fazemos: porque razão a CML tolera este caos de dispositivos de publicidade ilegal durante tantos meses e até anos? A Baixa, a Praça da Figueira, não são propriamente zonas escondidas e de difícil acesso.

Thursday, March 3, 2011

Café e gelados na esplanada que é um oásis no Terreiro do Paço


In Público (3/3/2011)

«A oferta não é inédita, mas serve muito bem para um pequeno-almoço, um café a meio da manhã, um snack para a convencionada hora de almoço, ou para um gelado ou refrigerante nos momentos de relax a partir do fim da tarde. Abriu na sexta-feira, fica no Terreiro do Paço, a céu descoberto, ao lado das arcadas. Ainda que seja apenas uma esplanada, limpa de referências publicitárias, é a primeira a abrir após a renovação da monumental praça de Lisboa, de tal forma que é um oásis na praça. E é garantido que passará a figurar nas fotos de férias. A geladaria que a serve, a Paço d"Água, está instalada no Pátio da Galé, a que se acede pelos arcadas do Terreiro do Paço. Das 9h00 às 20h30 - no Verão até às 23h00 -, a oferta é bastante variada. O serviço é atencioso e os funcionários têm o cuidado de deslocar mesas e cadeiras seguindo o horário solar. O café custa um euro. Carlos Filipe»

PRÉMIOS ‘SOS AZULEJO’ 2010

PRÉMIOS ‘SOS AZULEJO’ 2010
AVISO DE ABERTURA DE CANDIDATURAS

As Entidades Parceiras do Projecto ‘SOS Azulejo’ http://www.sosazulejo.com/ (entre as quais se conta o Museu de Polícia Judiciária/Escola de Polícia Judiciária) instituíram Prémios de Protecção e Valorização do Património Azulejar português (e/ou de origem/tradição portuguesa) designados ‘Prémios ‘SOS Azulejo’’, cuja atribuição é anual e se rege pelo REGULAMENTO que pode consultar no ficheiro ANEXO.

Os Prémios SOS Azulejo têm por objectivos:

-Reconhecer, valorizar, dar visibilidade e fomentar acções de protecção e valorização do património azulejar português e/ou de origem/tradição portuguesa;

-Contribuir directa e indirectamente para a segurança, a conservação e o restauro certificados, o estudo, o usufruto e a divulgação adequados do património azulejar português e/ou de origem/tradição portuguesa;

-Reforçar e incentivar a ligação e o orgulho das populações e das instituições em território português pelo seu património azulejar e/ou, noutros países, pelo seu património azulejar de origem/tradição portuguesa;

-Encorajar e apoiar projectos, estudos e acções de qualidade que aproveitem, valorizem e dinamizem o potencial do património azulejar português.

Os Prémios ‘SOS Azulejo’ 2010 dirigem-se a um largo espectro de sectores de actividades e destinam-se a galardoar os melhores trabalhos, projectos, estudos, contributos, obras e acções de protecção e valorização do património azulejar português e/ou de origem/tradição portuguesa, a título individual, institucional ou colectivoEnvio de Candidaturas até 30 de Abril de 2011 (marca de correio), seguindo as normas do REGULAMENTO respectivo.

Fotos: Rossio, nº18. Um exemplo de furto de azulejos de padrão pombalinos em pleno coração da capital.

Monday, February 21, 2011

Arquivo Histórico da capital de Portugal reabre hoje AQUI?!?

O Arquivo Histórico da Câmara de Lisboa volta a estar disponível para consulta pública a partir de hoje, dia 21 de Fevereiro, nas caves do edifício que se vê ao fundo desta imagem: Rua B do Bairro da Liberdade, em Campolide.

Este acervo, que integra documentos que remontam aos primeiros anos do século XII, estava inacessível desde 2002.

Por um lado é bom saber que finalmente os munícipes de Lisboa - e todos os cidadãos do país e do mundo (afinal Lisboa já foi uma cidade com relevância mundial) podem finalmente consultar o Arquivo Histórico de Lisboa. Mas por outro lado como celebrar o facto do acervo histórico do município de Lisboa estar "hospedado" neste local excêntrico e neste edifício?

A câmara informa que foram "acondicionados, higienizados e transportados mais de 1700 contentores com toda a documentação". Aqui estão documentos como a confirmação feita por D. Afonso II do foral outorgado a Lisboa por D. Afonso Henriques, o Foral Manuelino (século XVI) e o Livro Cartulário Pombalino (século XVIII). O arquivo histórico integra também espólios de arquitectura do século XX, dos Arquitectos José Luís Monteiro, Cassiano Branco, Keil do Amaral e Ruy de Athouguia.

É UMA VERGONHA NACIONAL A SITUAÇÃO EM QUE SE ENCONTRA O ARQUIVO DA CAPITAL DE PORTUGAL! PARA QUANDO UMA SOLUÇÃO DIGNA?

Friday, February 18, 2011

A Praça do Comércio no mês do Centenário da República... e hoje!

No final de Outubro de 2010 - mês do Centenário da República - estava assim a Praça do Comércio e a Ribeira das Naus. Prometeram aos cidadãos que a zona ribeirinha entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré estaria pronta a tempo das celebrações dos 100 anos do 5 de Outubro de 1910. Mas apesar de estarmos já em Fevereiro de 2011 este cenário continua actual como infelizmente sabemos - e tudo indica que em Outubro deste ano não teremos ainda esta zona nobre da nossa cidade devidamente recuperada e qualificada. Má gestão, incompetência, mentiras?

Tuesday, February 15, 2011

Calçada da Glória: abandonada, degradada, devoluta mas Monumento Nacional!

Com grande parte dos imóveis abandonados, devolutos, sem qualquer vida, não é de admirar que esta zona urbana da Calçada da Glória se tenha transformado em vítima fácil de vandalismo. A CML tem tentado mitigar a infestação galopante por graffiti na zona com regulares limpezas e pinturas. Mas enquanto estes prédios se mantiverem devolutos, sem lojas e sem residentes, não há que ter esperança de dias melhores. Toda a Calçada da Glória está classificada como Monumento Nacional devido ao emblemático Elevador da Glória. Na Baixa, o Ascensor de Santa Justa está também ele emoldurado por prédios abandonados, semi devolutos. A Baixa pombalina está em vias de ser classificada Monumento Nacional...

Monday, February 14, 2011

Avenida 24 de Julho: brincando com a segurança dos cidadãos?

É já unânime que a chamada "Avenida 24 de Julho" deixou de ser uma avenida desde a última intervenção ali efectuada pela CML (anos 90 do séc. XX). Tem excesso de faixas de rodagem e apresenta chocantes sinais de secundarização da mobilidade pedonal. Vários cidadãos perderam aqui a vida. Aplaudimos a intenção da CML em reabilitar esta grande avenida à beira Tejo imaginada pelo Engenheiro Ressano Garcia. Entretanto a CML implementou algumas alterações com o objectivo de reduzir o número de faixas de rodagem em particular no sector junto do Mercado da Ribeira / Cais do Sodré. Mas infelizmente a fiscalização / manutenção das barreiras de plástico não existe ou não é suficiente como sabem todos aqueles que por lá passam diariamente. As imagens mostram o perigo a que os peões estão sujeitos graças ao caos das barreiras de plástico.

Tuesday, February 8, 2011

«Don't let urban art cover up neglect of Lisbon's crumbling heritage»

Don't let urban art cover up neglect of Lisbon's crumbling heritage

Officially sanctioned graffiti artists are not the answer to revitalising a beautiful city


The Guardian, Friday 4 February 2011

Rachel Dixon suggests that Lisbon council's liberal offering of derelict buildings to graffiti artists provides some alternative landscape for the itinerant tourist (Quick on the draw, Travel, 29 January). Highlighting recent examples in the city, she seems torn between viewing the results "either as a scourge or what makes a city unique".

However attractive to the art buff roaming around Europe, Lisbon highlights a disturbing practice of trying to disguise urban eyesores with alternative art – a pervasive form of official neglect. Dixon rightly identifies that she's talking about "a cluster of grand but derelict buildings". In Lisbon much is derelict!

Architecturally, Lisbon is the "Cinderella city" of Europe – much neglected, constantly abused, derelict and dilapidated. The buildings Dixon refers to are in the main centre and have been empty for 30 years. Graffiti is a scourge, as the Bairro Alto district amply proves, with itinerant, wall-to-wall scrawlings and illiterate hieroglyphics everywhere. Residents despair.

The graffiti initiative highlights poignantly the total absence of an urban strategy for regenerating the city centre. Estimates suggest there are more than 4,600 buildings empty in the central area, 50% either abandoned awaiting demolition or approval. Dixon mentions the Crono Project as an alternative to "abandoning Lisbon's crumbling heritage to the developers".

Everyone likes to demonise developers, but in this case the responsibility for such a state should be laid at the door of the planning authorities.

Dixon refers to Barcelona, whose "policy crackdown in 2004 caused the disappearance of much graphic and performance art from the streets" – but the small-scale urban regeneration there was so successful that the Royal Institute of British Architects awarded the place a gold medal, the first time a city has been so glorified.

The historic centre of Lisbon is commercially in decline, and has fewer than 10 residents. Small businesses are closing, franchising is everywhere. The Chiado area, close to Bairro Alto and destroyed by fire in 1988, is renovated and improving but too slowly. British architect Terry Farrell's proposals for the river frontage are now forgotten after being demonised by the local architectural community. Thirty years ago, as an architect involved in Bristol's and London's urban partnerships, I made proposals here to the Lisbon council and was ignored.

Dixon enjoyed Bairro Alto's restaurants and hectic nightlife with its "mix of trendy locals and knowledgable tourists". This classic residential area has grown gradually over the years without official intervention. The examples highlighted – the Crono Project, Hall of Fame, the Galeria de Arte Urbana – may well provide opportunities, as Dixon says, "to distinguish between meaningless scrawls and impressive pieces of urban art". But few locals are impressed. Many don't appreciate Lisbon council "turning over derelict buildings to street artists with stunning results" and would rather see more positive use of public money.

However, it's a beautiful city. Dixon should ignore the artwork, report the dereliction, and visit the few conservation projects that can be found. These are what make Lisbon unique, not itinerant spray jobs.

RUA DAS FLORES: LIXO, LISBOA, ARTE?

Thursday, January 20, 2011

Videovigilância chumbada pela segunda vez

In Público (20/1/2011)
Por Ana Henriques

«Comissão de Protecção de Dados voltou a indeferir pedido de instalação de câmaras na Baixa. Autarca de S. Nicolau revoltado, representante dos moradores duvida da eficácia do sistema


A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) voltou, esta semana, a negar a instalação de câmaras de videovigilância na Baixa lisboeta. Motivo? Os índices de criminalidade desta zona da cidade não justificam a violação da privacidade dos cidadãos, diz a CNPD.

Nem o empenhamento da Câmara de Lisboa e do Ministério da Administração Interna fizeram a comissão mudar de ideias. Há pouco mais de um ano, a CNPD tomou a mesma decisão, indeferindo pela primeira vez a videovigilância nesta zona da capital. Na altura a comissão autorizou a instalação de câmaras apenas no Bairro Alto, reduzindo o funcionamento das câmaras ao período nocturno. Perante o primeiro "não", a estratégia da autarquia passou por alargar o perímetro sob vigilância até às zonas do Martim Moniz, Intendente e Praça do Chile, na esperança de que as estatísticas de criminalidade fossem mais elevadas nestes locais. Socorreu-se, ainda, de um inquérito a frequentadores e comerciantes. Porém, nada disto serviu para alcançar o resultado pretendido.

Afirmando que os novos dados apresentados "não se afiguram idóneos para concluir pela necessidade de sacrificar os direitos à imagem, à livre circulação e à reserva da intimidade da vida privada dos cidadãos", o parecer dos sete membros da CNPD afirma: "O sentimento de insegurança que o inquérito quer realçar não tem, por regra, correspondência com a real insegurança, pois é percepcionado por quem, em geral, não tem contacto directo com o crime. Meras opiniões não podem, de modo algum, ultrapassar o estudo sobre factos."


"Criminalidade diminuiu"

As estatísticas existentes não mostram qualquer situação de criminalidade anómala na Baixa. Pelo contrário: segundo os números oficiais mais recentes, que abarcam um período de três anos, o crime "estabilizou ou até diminuiu", afirma o mesmo parecer, concluindo que, "independentemente da criminalidade, não se vislumbra que naquele espaço sejam expectáveis situações de insegurança das pessoas probabilisticamente superiores a outros locais".

O PÚBLICO tentou obter uma reacção do vereador da Câmara de Lisboa responsável por este projecto, Manuel Brito, mas o autarca disse que desconhecia o parecer.

Acérrimo defensor da instalação das câmaras no seu território, o presidente da Junta de Freguesia de S. Nicolau, António Manuel, declara-se revoltado: "Não vamos desistir, vamos continuar a exigir videovigilância. Se for chumbada à terceira, insistiremos quatro, cinco, seis vezes...". O autarca diz que muitas das vítimas da pequena criminalidade da Baixa, nomeadamente dos carteiristas, não chegam a apresentar queixa na PSP, e que é por isso que as estatísticas não sobem. Um representante dos comerciantes, Manuel Lopes, também lamenta que as câmaras não tenham sido autorizadas.

Já na Associação de Moradores da Baixa Pombalina não há unanimidade sobre a questão. O seu presidente, António Rosado, duvida muito da eficácia do sistema no combate à criminalidade. "E a sua instalação e operação são demasiado caras. Seria preferível o dinheiro ser transferido para o policiamento de proximidade", advoga.

Foi precisamente a questão financeira, aliada à reduzida eficácia, que levou recentemente à decisão de Nova Orleães, nos Estados Unidos, de desligar as câmaras que havia instalado há sete anos.»

Sunday, January 16, 2011

Lisboa gastou 2,5 milhões de euros a promover Baixa-Chiado

In Sol Online (16/1/2011)

«A Câmara de Lisboa gastou mais de 2,5 milhões de euros na Agência para a Promoção da Baixa Chiado, que ao fim de nove anos foi extinta por ter um modelo de funcionamento «pouco operacional».

Na proposta de extinção, aprovada em Dezembro em reunião de câmara, a autarquia lembrava mesmo que «as associações próprias destes segmentos empresariais cresceram e consolidaram-se, como é notório no caso da Associação de Valorização do Chiado e da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, e adquiriram saber-fazer e experiência».

Fundada em 2001, a Agência para a Promoção Baixa Chiado (ABC) precisou de ser relançada a meio dos seus nove anos de existência, em 2006, numa tentativa de lhe imprimir maior dinamismo.

Mas nem a tentativa de equiparar a marca Baixa ao Chiado conseguiu vingar, apesar das transferências financeiras feitas pela autarquia para garantir o funcionamento da estrutura da ABC.

Os concursos de montras de Natal, a tenda gigante instalada na Praça da Figueira e as projecções animadas na fachada do Teatro D. Maria II foram as poucas iniciativas promovidas pela ABC que deixaram a marca da agência.

Durante os nove anos de existência da ABC, segundo os dados que constam nos boletins municipais da autarquia consultados pela Lusa, a autarquia gastou cerca de 2,5 milhões de euros para garantir o funcionamento daquela estrutura, quase metade dos quais nas obras no edifício municipal na Rua dos Douradores onde ela funcionou.

A ABC arrancou em 2001 com um Fundo Associativo Comum Inicial de 84.771 euros, cerca de 40.000 dos quais garantidos pela Câmara de Lisboa, que ainda no ano de criação chegou a aprovar uma transferência de 50.000 euros.

O restante montante do Fundo era garantido pelos outros sócios fundadores: a União das Associações de Comércio e Serviços, a Associação de Restauração e Similares de Portugal (ARESP), a Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, a Associação de Valorização do Chiado, o Banco BPI e o Metropolitano de Lisboa.

Além dos 50.000 euros para pôr a agência a funcionar rapidamente, a Câmara de Lisboa teve de fazer obras num edifício municipal para arranjar instalações para a ABC, uma intervenção que custou aos cofres da autarquia mais de 1,1 milhões de euros.

Em 2006 que surge a intenção de relançar o projecto, com mais 250.000 euros transferidos da autarquia e a apresentação de uma campanha que envolvia projecção multimédia na fachada do Teatro D. Maria II e uma tenda gigante na Praça da Figueira durante a animação de Natal.

Por esta altura, a direcção da ABC falava num aumento do número de visitantes da Baixa na ordem dos 15 a 20 por cento, mas admitia que o comércio de rua não estava a atingir um crescimento em vendas proporcional ao aumento de visitantes.

No ano seguinte a autarquia volta a transferir mais de 77 mil euros para a Agência, que ainda marcou a época natalícia com um concurso de montras alusivas à época.

Mas nesta altura já a agência estava sem representante da autarquia, depois da saída de Fontão de Carvalho, na sequência do processo dos prémios da EPUL, uma situação que assim permaneceu entre Fevereiro de 2007 e Abril de 2008, quando o executivo de António Costa decidiu designar para o lugar o director municipal das Actividades Económicas.

A autarquia ainda avançou com mais 50.000 euros em 2008 e com 110.000 em 2009, mas um ano depois, em Dezembro de 2010, é finalmente proposta a extinção da ABC, para a qual o município ainda contribuiu com 80.000 euros, no quadro da liquidação a executar.

Hoje, quase 10 anos depois, a Agência para a Promoção da Baixa Chiado, considerada um dia «imprescindível» para dinamizar o tecido económico do conjunto Baixa/Chiado, reduz-se a um site, ainda consultável. Nas novidades anunciadas está a CasaDecor 2007.

Lusa/SOL»

Wednesday, January 12, 2011

POSTAIS DA BAIXA: Rua Dom Antão de Almada


Veremos se de facto alguma coisa vai mudar - para melhor - agora que a Baixa tem um "Plano de Pormenor"...

Thursday, January 6, 2011

POSTAIS DA BAIXA: Natal na Rua da Prata

Há qualquer coisa de muito absurdo quando no final de cada ano a CML pendura decorações de Natal nos arruamentos decadentes da Baixa. A degradação dos edifícios pombalinos, com a pele das suas fachadas cobertas de podridão e poluição, não consegue responder aos sinais festivos que a autarquia atira para o ar. É uma cidade a preto e branco - sendo que o preto tem origem no trânsito automóvel.

Saturday, December 18, 2010

POSTAIS DO CHIADO

Rua das Flores: The New Graffiti Empire?
Rua das Flores / Travessa do Alecrim
Rua António Maria Cardoso: este estacionamento em espinha é no mínimo anti-urbano... e que dizer daquele dispositivo publicitário?)

Wednesday, December 8, 2010

POSTAIS DA BAIXA: Rua da Prata 152-160/Rua da Vitória 26-32

RUA DA PRATA 152-160 torneja RUA DA VITÓRIA 26-32

PROPRIETÁRIA: Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Desde o ano passado que estão a cair deste prédio pombalino azulejos das fachadas e vidros das caixilharias dos vãos. No domingo de manhã, dia 5 de Dezembro, intensificaram-se os sinais de ruína do imóvel com a queda de azulejos e vidros. A CML recebeu um alerta de um munícipe que por sorte escapou à queda de um vidro de uma varanda do 2º andar - era meio dia na Baixa. Ontem, os Bombeiros e a Polícia Municipal, estiveram no local a remover azulejos em risco de destacamento da fachada assim como vidros partidos de várias janelas e varandas. Este imóvel passou assim a ser mais um na nossa capital a ficar cercado por grades de segurança... O património arquitectónico de Lisboa está a desaparecer à frente dos nossos olhos: seja pelo abandono que condena à ruína, seja por demolição deliberada para construção nova. E o que fazem os nossos governantes? Por exemplo, gastam 10 milhões de euros numa cimeira da NATO!

Sunday, December 5, 2010

BAIXA: as iluminações de Natal 2010 são perigosas!

ATENÇÃO: as iluminações de Natal em alguns arruamentos da Baixa são perigosas! Vários elementos estão em vias de se destacarem e outros já cairam para a via pública. Na Rua da Prata, por exemplo, cairam discos em chapa metálica que faziam parte das iluminações de Natal! É preocupante constatar que estas decorações não foram pensadas para resistir aos ventos e chuvas fortes que normalmente se fazem sentir nesta altura do ano. Para evitar acidentes, foi pedido ao Presidente da CML a revisão, com urgência, destas estruturas e elementos decorativos. Esperemos que sejam apuradas as devidas responsabilidades junto dos autores do design, e da construção, das iluminações de Natal.

Fotos: Rua da Prata, domingo dia 5 de Dezembro