Friday, July 17, 2009

LISBOA É...

...um largo no coração do centro histórico de Lisboa transformado em parque de estacionamento ilegal. É o Largo Rafael Bordalo Pinheiro à hora do almoço (mas à noite ainda é pior, particularmente ao fim de semana). Para quando a devolução deste largo no Chiado à cidade? Apenas uma das viaturas na imagem está em circulação - qual delas é? E reparem bem no sinal vertical a proibir o estacionamento, reduzido a patético emblema da impunidade que reina no espaço público da capital!

Tuesday, July 14, 2009

RUA DA EMENDA ou RUA SEM EMENDA?

Na RUA DA EMENDA é assim quase todos os dias: os peões nas faixas de rodagem e os veículos automóveis nos passeios e passadeiras. Se não conseguimos alterar esta anomalia então que se altere a toponímia do arruamento. Que se assuma a nova «Rua Sem Emenda». A CML tenta justificar os elevados custos na construção de parques de estacionamento subterrâneo com a ideia civilizada da devolução do espaço público aos cidadãos. Mas o que acontece em demasiados casos é que, e logo após a inauguração do novo parque, os passeios num raio de 50m são tomados de assalto pelo estacionamento selvagem. A razão é simples como sabemos: os portugueses estão habituados a estacionar as suas viaturas de transporte privado, gratuitamente e em qualquer lado, desde a década de 60. A entrada para o parque no Largo de Camões fica a 20 metros deste arruamento.

Saturday, July 4, 2009

LISBOA: última na lista das 25 Most Livable Cities 2009

The World's Top 25 Most Livable Cities - 2009
Monocle Issue 25 Volume 3 - July/August 2009

"The Portuguese capital is beginning to make the most of the sunshine and its urban environment. But crime rates remain high and it's still a bit on the sleepy side"

(texto no início do artigo, onde todas as 25 cidades são apresentadas).

LISBON
No. 25 (2008 ranking: 24)

Lisbon comes last but we're looking forward to seeing how plans develop. Lisbon has raised its cultural credentials by inaugurating art galleries, two film festivals and think tanks such as the LX Factory. Of course, becoming edgier has its downside - burglaries are up 25 per cent.

Officials have also begun tastefully restoring kiosks in the city's parks and squares, which provide a sharp contrast to the city's air-conditioned malls. Greens have something to cheer about as bike sharing is on the agenda and cycle paths are set for the waterfront.

Even more promising is the redevelopment of the Parque Mayer theatre district. A local architect is planning pedestrianised streets and lifts to link to the Principe Real neighbourhood (see Monocle June 2009) and its independent shopkeepers.


Foto: Imóvel pombalino degradado na Rua Serpa Pinto. Lisboa, cidade repelente ou atraente?

Monday, June 29, 2009

LX três semanas depois das eleições para o PE



Praça da Figueira. Praça dos Restauradores. Praça do Areeiro. Outras praças da capital, como a do Marquês de Pombal e a de Entrecampos, estão iguais. Mais uma vez, não se respeitou a Lei do Património Cultural. Mais uma vez, a Carta Municipal do Património anexa ao PDM foi ignorada. Monumentos e zonas urbanas classificadas são tratadas como se fossem apenas mais um edifício ou arruamento. Vamos ter propaganda contínua e permanente até ao final do ano? A Comissão Nacional de Eleições está de férias? A quem compete fiscalizar a implantação dos cartazes?

Sunday, June 28, 2009

CHURRARIA DELGADO na companhia de Monumentos Nacionais

CHURRARIA DELGADO na companhia de Monumentos Nacionais

Atrás, o Palácio da Independência, classificado Monumento Nacional (MN);

Mesmo em frente, os imóveis da Praça D. Pedro IV, classificada Imóvel de Interesse Público (IIP) mas Em Vias de classificação para MN;

Do lado direito, a Igreja de S. Domingos, classificada MN;

Do lado esquerdo, o Teatro Nacional de D. Maria II, classificado MN.

Toda esta área urbana tem ainda a pretensão de vir a ser classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.

De facto, e analisando bem, este é o melhor local para se instalar um quiosque do tipo «Churraria Delgado».

Saturday, June 27, 2009

PUBLI-CIDADE: Rua do Carmo

Já nem o chão de Lisboa escapa ao apetite das grandes empresas... nem à falta de critério da CML... nem à apatia dos cidadãos? Se pudessem, pintavam o céu de Lisboa! Marketing agressivo à solta!

Saturday, June 20, 2009

THE CARBON COUNTER: Times Square billboard counts Carbon build up

National debt used to be the big number we all lived in fear of. Now it's greenhouse gases.

Climate change is likely to have all sorts of nasty consequences over the next century—among them, according to a brand-new report from the U.S. Global Change Research program, an increase in torrential downpours in the American northeast.

So it was uncomfortably fitting that a major climate-consciousness-raising event took place in just such a downpour. As reporters and dignitaries huddled under leaky tents just outside New York's Madison Square Garden on Thursday, Deutche Bank switched on its mammoth Carbon Counter billboard. The counter, towering 70 feet above busy Seventh Avenue and dramatically visible to hundreds of thousands of commuters who take the train to and from Penn Station, displays a real-time count of heat-trapping greenhouse gases we're pumping into the atmosphere—about 2 billion metric tons every month, added to the 3.6 trillion tons already floating around up there.

How do they know it's 2 billion tons? Actually, they know it isn't. Although carbon dioxide is by far the most significant human-generated greenhouse gas, it isn't the only one. Methane, generated by ruminating cows and rice paddies is another; nitrous oxide, created in making fertilizer, is another; so are halocarbons, used as refrigerants. If you really want to know about how much heat we're trapping, you have to take these into account too—and that's what Deutche Bank and its scientific advisers from MIT wanted to do.

It's complicated, though. For one thing, each of these gases traps heat at a different rate (OK, they really trap infrared radiation, but it ends up amounting to the same thing). Methane, for example, is a much more efficient energy-trapper than CO2; it's just that we emit a lot less of it. Each of these gases, moreover, degrades in the atmosphere at a different speed. That means you can't just add them up. "It's like you give someone a hundred dollars," says MIT atmospheric scientist Ron Prinn, "but it's a mix of Australian and Canadian and U.S. dollars. "You have to make some conversions before you know what it's worth." For the Carbon Counter, those conversions run into many pages of equations, at the end of which you get a number representing the "CO2 equivalent" of 20 different gases. Add them up, and you're at 2 billion tons monthly.

That's a big number, certainly, but what exactly does it mean? Most popular accounts of climate change don't talk about tons; they talk about parts-per-million—the number of CO2 or other molecules you'd find in a million molecules of atmosphere. CO2 was at about 280ppm back in 1700; it's now at 386 and rising. For perspective, climate scientists believe that if CO2 rises to 450ppm or so, the global average temperature could rise as much as 2 degrees Celsius, with serious consequences (and heavy rainstorms are hardly the worst).

But if you factor in the other greenhouse gases, we're already at 450, or pretty close to it. That being the case, you'd think we'd already be seeing dramatically rising seas and severe weather changes. There are two reasons why we aren't. First, it takes a while for heat to build up once the gases are up there. Second, and more important, the Carbon Counter doesn't take aerosols into account. These are tiny particles of soot, sulfur dioxide and other pollutants spewed into the air along with greenhouse gases. "The problem with these," says Bill Chameides, dean of Duke University's Nicholas School of the Environment, "is that some aerosols tend to cool the planet, some tend to warm it, and some interact with clouds in ways we don't understand."

That's the good news. The bad news is that aerosols cause their own problems— lung disease and acid rain, just to name a couple. Presumably, we'll be trying to limit those emissions in the future, which will leave the greenhouse gases to do their thing without interference.

By leaving some factors out, the Carbon Counter is by definition somewhat inaccurate. But since most of us don't know what 3.6 trillion tons of carbon or carbon-equivalent or whatever actually means, it hardly matters. It's a big number, and it's getting bigger, fast. Deutche Bank and the MIT folks hope that seeing these huge numbers scroll by on a giant billboard will make people more aware of what we're doing to the planet, just as billboards with the U.S. national debt try to raise awareness about another scary number.

Given how much people pay attention to the debt, though, let's hope this one is more effective.

In NEWSWEEK, 19 de Junho de 2009

Foto: O novo «carbon billboard» instalado em Times Square, Nova Iorque.

Nota: Vamos sugerir ao Presidente da CML, e ao Vereador do Ambiente, que instale semelhante painel em frente, por exemplo, da sede do ACP. Ou, em alteranativa, em vez da tela de publicidade da Renova no ROSSIO.

Thursday, June 18, 2009

PUBLI-CIDADE: Rua Garrett

Mais um lamentável, vergonhoso exemplo de Lisboa enquanto PUBLI-CIDADE. Em qualquer outra capital da União Europeia, a regra para as telas de protecção de obras no centro histórico é muito clara e igual para todos: devem reproduzir a fachada do imóvel em obra. Em Lisboa, em pleno Chiado, na Rua Garrett, é permitido uma tela de publicidade desta dimensão? Lisboa sem regulamento ou sem vontade política? A total inoperância das instituições que devem zelar pela protecção e respeito do património classificado? A CML licenciou? O IGESPAR deu parecer positivo?

Wednesday, June 17, 2009

Presidente do ACP desvenda o seu sonho para a Av. Ribeira das Naus

O presidente do ACP, Carlos Barbosa, desvendou ontem o seu sonho para a Avenida da Ribeira das Naus, Avenida Vinte e Quatro de Julho e Avenida Infante D. Henrique (ver visualização em cima): um total de 20 faixas de rodagem, sobre um mega-estacionamento subterrâneo com capacidade para 55 mil lugares.

Monday, June 15, 2009

«FESTAS da PUBLI-CIDADE» no ROSSIO?




Ainda a respeito da grande tela de publicidade que cobre a totalidade da fachada de um imóvel classificado IIP (e Em vias de classificação MN) no Rossio - Praça D. Pedro IV, 10 a 12 torneja Rua do Ouro, 286 a 296, aqui publicamos quatro novas imagens do imóvel, e da sua envolvente, durante as «Festas de Lisboa». Como poderão constatar, a Renova teve companhia: a Chevrolet deu o ar da sua graça. Estamos perante dois péssimos exemplos de desrespeito pelo património classificado. Em ambos os casos a Câmara Municipal de Lisboa emitiu as necessárias licenças. Resta apenas saber qual a posição do organismo criado pelo Estado Português para classificar e salvaguardar o património nacional: IGESPAR. Aguardamos esclarecimentos.

Sunday, June 14, 2009

VERDADES INCONVENIENTES NA PRAÇA DA FIGUEIRA?





...ou puro vandalismo?

Tuesday, June 9, 2009

CRITÉRIOS DA BAIXA: «Promoções»

Finalmente, o Núcleo de Fiscalização da CML actuou! Na passada 2ª feira procedeu à entrega das notificações para remoção em 24h de todos os dispositivos ilegais na Praça da Figueira. Hoje 3ª feira, o mesmo núcleo tinha agendado acções de remoção coerciva. A pergunta que fazemos é: porque razão a CML tolerou aquele caos de dispositivos de publicidade ilegal durante tantos anos?

Monday, June 8, 2009

RUA DA EMENDA ou RUA SEM EMENDA?


Na RUA DA EMENDA é assim quase todos os dias. Os peões nas faixas de rodagem e os veículos automóveis nos passeios e passadeiras. Se não conseguimos alterar isto então que se altere a toponímia do arruamento. Que se assuma a nova «Rua Sem Emenda». Nota: esta passadeira fica no cruzamento com a Rua da Horta Sêca, junto ao Ministério da Economia (a grade amarela pertence ao ME).

Ourivesaria patrimonial em Guimarães

In Público (7/6/2009)

Por António Sérgio Rosa de Carvalho

«O anúncio de um acontecimento de relevo para o prestígio e a imagem do país tomou lugar praticamente desapercebido. Refiro-me à comprovação de que Guimarães irá ser a Capital Europeia da Cultura em 2012.
Guimarães é uma das únicas cidades portuguesas que apresentam um centro histórico completamente restaurado (em lugar de "recuperado") e completamente habitado. E aqui refiro-me a um conceito de reabilitação urbana rigoroso baseado no restauro e não num conceito vago de "recuperação" que permite todas as aventuras interpretativas, "criativas" e "modernas".
Assim, a reconstituição da imagem histórica foi conseguida, desenvolvendo um restauro de tipologias, portas, janelas, coberturas, interiores, com grande atenção para a autenticidade dos materiais, dos detalhes e pormenores, num exercício de ourivesaria patrimonial em cada edifício, transformando todo o conjunto numa grande jóia, agora reconhecida na sua qualidade.
Claro que, com uma estratégia de repovoamento integrada, aqui temos a receita para a auto-estima das populações, a identidade local, o prestígio do reconhecimento internacional. Para o conseguir foi necessário um planeamento. O desenvolvimento de uma carta de princípios e regras a seguir para todo o centro, capaz de garantir coerência na diversidade e unidade na variedade. Tudo aquilo que Lisboa não tem.
Além da destruição sistemática da Lisboa romântica a que se tem vindo a assistir, determinada pelos eleitos e com a indiferente conivência do Igespar, depois do anúncio pela sr.ª prof.ª Raquel Henriques da Silva, em conferência, que o projecto da candidatura a Património Mundial estava morto e enterrado, a Baixa, além de abandonada e apodrecida, encontra-se à deriva. Isso é bem visível, aliás, nas intervenções na Baixa, onde cada um faz o que quer.
No entanto, e curiosamente, a Câmara de Lisboa tem ao longo dos anos acumulado uma experiência patrimonial em conhecimento estético e técnico, através do trabalho das suas Unidades de Projecto nos bairros históricos, inegável.
Com efeito, as intervenções das Unidades de Projecto no edificado histórico, no meio do caos e da confusão de valores, determinada pela ausência de arquitectos especializados exclusivamente no restauro, que tem caracterizado as intervenções no geral, sobressaem pela positiva, pois são aquelas em todos os aspectos que mais se tem aproximado duma atitude de restauro.
Mas, infelizmente, esta sabedoria não tem sido aproveitada de forma contínua, coerente e independente, pois as chefias que controlam as mesmas unidades variam com os ciclos políticos.
Tomando assim lugar o conhecido e desesperante fenómeno da "reinvenção" do país em cada ciclo político, com as conhecidas consequências desmotivadoras e efeitos perversos de esbanjamento irresponsável de recursos financeiros e humanos.
Voltando ao Igespar, poder-se-á perguntar: depois da integração da DGMN no inoperante Ippar, criando o pesado paquiderme a que se chama Igespar, qual o resultado na eficácia? Para mais sabendo que a inoperância e a grave falta de efectividade é agravada, em cada ciclo político, pela "reinvenção da pólvora" num processo afirmativo, apenas com objectivos políticos, num método de tabula rasa.
Quanto tempo poderá aguentar o país ainda este estado de coisas?
Enquanto isso, por cada viagem que fazemos à Europa, ao nos serem revelados centros históricos magníficos na sua qualidade de conservação e restauro, cidades ocupadas e vividas, em plena habitação, com pulsantes dinâmicas culturais e actividades económicas, trazemos incrédulos como troféus imagens que exibimos aos amigos, como se vivêssemos noutro continente, noutro planeta, noutra galáxia.
Historiador de Arquitectura »

Friday, June 5, 2009

CRITÉRIOS DA BAIXA: «Tranquilidade»...


A Renova não está sózinha no crime de atentar contra o património arquitectonico classificado de Lisboa. Basta passar na Rua dos Sapateiros para ver dois mega dispositivos de publicidade da Tranquilidade/imobilário. Num arruamento classificado IIP, «Em Vias de Clasificação» para MN, e parte integrante da Baixa Pombalina candidata a classificação pela UNESCO. São estes os critérios de gestão de uma zona MN? É com estes exemplos que queremos convencer a UNESCO que estamos sérios quanto à candidatura a Património Mundial da Humanidade? Isto é legal? Foi licenciado pela CML? E o IGESPAR? O que se passa?

Projecto para o Terreiro do Paço "desvirtua con ceito de praça barroca"

In Público (5/6/2009)

«A directora do Museu dos Coches, Silvana Bessone, entende que o projecto de reformulação do Terreiro do Paço "desvirtua o conceito de praça barroca" que presidiu à criação da Praça do Comércio após o terramoto de 1755.
"Achei o desenho horrível e como historiadora de arte fiquei impressionada", diz Silvana Bessone, que assinou ontem a petição online a exigir a abertura de uma discussão pública sobre o futuro da principal praça do país. Uma pretensão que não é bem acolhida pela Sociedade Frente Tejo, entidade de capitais exclusivamente públicos criada pelo Governo para reabilitar este e outros troços da zona ribeirinha de Lisboa. "Pela lei não somos obrigados a fazê-lo, uma vez que se trata de um projecto e não de um plano. Mesmo assim, abrimos um processo de participação pública nesta fase inicial do projecto, que é a do estudo prévio", refere a porta-voz da sociedade, Maria João Rocha.

A directora do Museu dos Coches explica que a Praça do Comércio "foi feita de propósito para ali fazer passar os grandes cortejos do fausto barroco [com carruagens puxadas por cavalos], que davam voltas em redor da placa central e subiam depois pela Rua da Prata ou pela Rua do Ouro". Por isso, "transformar aquilo novamente num terreiro", o Terreiro do Paço que ali existia antes do terramoto, "não faz sentido". Da mesma forma, o corredor de pedra que o projecto prevê que venha a ligar o arco da Rua Augusta ao Cais das Colunas "é um disparate", tal como a anunciada valorização da estátua de D. José com alguns degraus em seu redor.
Silvana Bessone faz um apelo: que antes de ser tomada qualquer decisão precipitada o assunto seja discutido não apenas pelos cidadãos como por um painel de especialistas - historiadores de arte, arquitectos, urbanistas, olisipógrafos - que possa indicar um rumo a seguir na reabilitação da praça. De facto, existe um painel de especialistas que já transmitiu ao autor do projecto, o arquitecto Bruno Soares, as suas impressões sobre o seu trabalho. E o PÚBLICO sabe que levantaram várias objecções. "Não vamos revelar publicamente o conteúdo deste debate interno com os especialistas, senão ele deixaria de ser produtivo", diz a porta-voz da Sociedade Frente Tejo. Objecções ao projecto levantaram igualmente vários serviços camarários. Num parecer que emitiu sobre o assunto, o director municipal de Conservação e Reabilitação Urbana, Catarino Tavares, entende que a sobriedade e a simplicidade da imagem pombalina dificilmente se coadunam com a variedade de materiais e de cores que Bruno Soares previa inicialmente que fossem usados no pavimento - "lioz, basalto, calcário, vermelho e amarelo, granito, saibro e mármore verde". Este será um dos aspectos que o arquitecto estará a reformular até ao próximo dia 26 (ver outro texto).
"Deverá meditar-se sobre os materiais a aplicar e as soluções propostas para os desníveis [previstos para o pavimento] junto do torreão poente", conclui o responsável camarário, que elogia a prioridade que o projecto confere aos peões, "não incluindo qualquer obstáculo" à sua circulação. A.H.»

Thursday, June 4, 2009

PUBLI-CIDADE: Praça da Figueira


BAIXA POMBALINA, classificada «Imóvel de Interesse Público» e actualmente «Em vias de classificação para Monumento Nacional?! BAIXA POMBALINA, candidata a Património Mundial da Humanidade?!

Tuesday, June 2, 2009

Licenciamento de obras em Nova Iorque

Porque razão em Portugal não se divulgam publicamente todos os dados referentes a pedidos de licenciamento de obras? Um cidadão português não pode consultar o projecto de uma nova construção enquanto este estiver em apreciação numa Câmara. Porquê tanto secretismo? Para piorar a situação, muitas vezes o «AVISO», que é afixado no local da futura obra, nem sequer é preenchido! Em Nova Iorque (na imagem) é obrigatorio por lei afixar no local todos os detalhes da operação urbanística que se pretende efectuar, desde o nome e contactos do proprietário até à discrimininação exaustiva da intervenção para a qual se pediu licenciamento. E não se pense que isto é uma particularidade da Democracia dos EUA. Em Londres é exactamente o mesmo. Se um proprietário quer mudar a caixilharia de uma janela, terá de afixar igualmente no local todos os documentos oficiais que entregou nas autoridades municipais (incluindo o nome e contacto telefónico do proprietário). Em alguns países, e para novas construções, é também obrigatório a divulgação de imagens, previamente e no local, dos projectos em apreciação. Exemplos de Transparência, Participação, enfim, BOAS PRÁTICAS ainda em falta no nosso país. Não é pois de admirar os problemas urbanísticos que cada vez mais caracterizam a nossa paisagem. O actual sistema alimenta a corrupção.

PUBLI-CIDADE: «ROSSIO» ou «RENOVA»?


...e o escândalo «Renova», que já dura mais de duas semanas, prossegue. Em plena zona candidata a Património Munidal da Humanidade... Lisboa no seu pior. Quem desejar reclamar à Renova pode utilizar o seguinte endereço: info@renova.pt

Thursday, May 28, 2009

Petição "Urge um debate público nacional sobre o futuro do Terreiro do Paço!"

"Petição "Urge um debate público nacional sobre o futuro do Terreiro do Paço!"

Assine em http://www.gopetition.com/online/28118.html
E divulgue!



Caro(a) Amigo(a)


Considerando a aprovação em reunião pública da CML, de 27.05.2009, do “Estudo Prévio do Terreiro do Paço”, sem que até ao momento quem de direito (CML e Governo) tenha promovido o indispensável período de debate que um projecto de espaço público desta envergadura exige (por se tratar de um projecto comprovadamente intrusivo, ex. introdução de novos materiais, desenhos e soluções arquitectónicas), facto que é agravado por se tratar do Terreiro do Paço;

E considerando que decorrem a bom ritmo as obras de preparação para a execução do Estudo Prévio agora aprovado, tornando o mesmo irreversível;

Os abaixo-assinados solicitam a quem de direito que proceda, quanto antes, à abertura de um período de discussão pública antes de se iniciar o projecto de execução ou (pelo menos) antes do concurso ser lançado.


PETIÇÃO
Urge um debate público nacional sobre o futuro do Terreiro do Paço!
Assine em http://www.gopetition.com/online/28118.html

E divulgue!

Remodelação do Terreiro do Paço arrancada a ferros na câmara

Remodelação do Terreiro do Paço arrancada a ferros na câmara
In Público (28/5/2009)
Ana Henriques

«Autor do projecto admite esbater losangos do pavimento da placa central e corredor da Rua Augusta, mas insiste em degraus e rampa


O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, foi ontem obrigado a exercer o seu voto de qualidade para conseguir fazer aprovar pela autarquia os planos de remodelação do Terreiro do Paço elaborados pelo arquitecto Bruno Soares. Além do voto de qualidade, valeu-lhe a súbita ausência de Carmona Rodrigues, cujo voto contrário ao projecto se poderia revelar decisivo, tal como a inesperada abstenção dos vereadores comunistas.

Esta sucessão de coincidências evitou que a câmara se pronunciasse negativamente sobre o trabalho de Bruno Soares - ainda que o estudo prévio que este tem vindo a apresentar tenha sido alvo de fortes críticas, quer de vários vereadores, quer de outros arquitectos (ver outro texto). Mesmo assim, Bruno Soares comprometeu-
-se a alterar alguns dos aspectos mais polémicos do projecto, esbatendo os losangos que desenhou para a placa central do Terreiro do Paço e também o corredor de pedra que iria marcar, no chão, o percurso entre o arco da Rua Augusta e o Cais das Colunas.
A respeito da sobreelevação da placa central relativamente ao Cais das Colunas, o arquitecto mantém-se na sua: apesar de todas as objecções de que a ideia tem sido alvo, insiste em criar um desnível entre a parte da pla-
ca central virada ao rio e a zona imediatamente em frente, de forma a que quem chegue da Baixa veja o rio a partir de um plano mais elevado. O desnível será vencido à custa de degraus e de uma rampa, destinada a permitir o acesso de deficientes.
Mas os desníveis na praça não ficam por aqui. Depois de ter percebido que a parte poente das arcadas está afundada porque o edifício abateu durante a sua construção, após o terramoto de 1755, Bruno Soares resolveu realçar esse desnível, hoje imperceptível, instalando uns degraus no passeio que corre junto às arcadas. O projecto prevê ainda mais degraus em redor da estátua de D. José, para salientar a sua importância. Reagindo às críticas, o arquitecto promete rever o desenho dos vários lances de escadas.
"Uma enormidade" foi a expressão que a vereadora do PSD Margarida Saavedra usou para descrever o estudo prévio de Bruno Soares. A também arquitecta entende que os degraus irão criar barreiras à circulação dos peões, fragmentando a sua unidade enquanto espaço único e amplo.
As críticas do PCP e do grupo de vereadores de Carmona Rodrigues à forma como o processo tem sido conduzido apontavam para que a contagem dos votos obrigasse à reformulação do estudo prévio. Afinal, assim não aconteceu. O movimento cívico Forum Cidadania mostrou-se estupefacto por o resultado da votação não ter tido correspondência com as posições destes vereadores. Segundo o gabinete de Carmona, a sua ausência deveu-se à necessidade de ir prestar declarações ao Ministério Público no âmbito do caso Bragaparques.
As restrições ao tráfego rodoviário na Baixa foram também aprovadas.»

Wednesday, May 27, 2009

Câmara emite parecer favorável ao estudo prévio de requalificação do Terreiro do Paço

Lisboa, 27 Mai (Lusa) - A Câmara de Lisboa decidiu hoje emitir parecer favorável sobre o estudo prévio de requalificação do Terreiro do Paço, elaborado pela Sociedade Frente Tejo, e o novo conceito de circulação na frente ribeirinha, entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré.
O presidente da Câmara Municipal, António Costa (PS), foi obrigado a exercer o voto de qualidade para que o parecer favorável sobre o estudo prévio fosse aprovado, já que votaram contra dois vereadores de "Lisboa com Carmona" (Carmona Rodrigues estava ausente no momento da votação), três vereadores do PSD e as duas vereadoras do movimento "Cidadãos por Lisboa", enquanto os dois vereadores do PCP se abstiveram e os seis vereadores do PS e o vereador José Sá Fernandes votaram a favor.

(...)

In RTP.pt

Tuesday, May 26, 2009

PUBLI-CIDADE: ROSSIO ou RENOVA?


Imagens da insensível mega tela de publicidade que a RENOVA instalou num dos imóveis classificados do Rossio:

- Praça D. Pedro IV, 10 a 12 torneja Rua do Ouro, 286 a 296

É uma vergonha terem tapado quase por completo um imóvel pombalino na Praça D. Pedro IV. Esta mega tela, de pura publicidade descarada, é apenas mais um exemplo do tipo de exploração descontrolada do espaço público de Lisboa. Neste caso é particularmente grave por se tratar de uma praça emblemática da Baixa que está «Em Vias de classificação» como Monumento Nacional, e candidata a Património Mundial da Humanidade. Solicitamos hoje mesmo esclarecimentos junto da CML , Ministério da Cultura / IGESPAR e da RENOVA.

NOVA IORQUE: "Broadway is NO way"

It's curtains for cars on Broadway.

Starting Sunday, vehicles will be barred from the legendary roadway in Times Square and Herald Square as it is transformed into a pedestrian-only area with a food festival, an outdoor yoga studio and a kickball arena, officials said yesterday.

All traffic will be diverted from Broadway between 47th and 42nd streets and between 35th and 33rd streets, said Department of Transportation Commissioner Janette Sadik-Khan. Drivers will have to move to Seventh or Ninth avenues to get downtown.

It's all part of a $1.5 million plan to turn sections of Broadway into massive pedestrian plazas, a plan that Mayor Bloomberg said will ease the grueling traffic bottlenecks that happen near major intersections.

Officials aren't wasting any time turning the Great White Way into the Great Walkway.

On June 7, the city will broadcast the Tony Awards to a live audience sitting on what used to be Broadway's traffic lanes.

Top-notch restaurants will also be out for a Taste of Times Square event on June 8.

Other events, like kickball, capture the flag, and yoga at sunrise, will come later in June.

Construction on the Times Square plazas will be done by Aug. 16, and Herald Square will be finished Aug. 23, officials said.

Sadik-Khan said the closures will "take some getting used to," for drivers, but she doesn't expect any traffic nightmares.

"We actually think traffic is going to improve coming down Seventh Avenue when we're knitting it together," she said.

"I think it'll still take a period of adjustment, though," she acknowledged. Officials begged motorists not to get caught up in any early confusion. "Give it time to see how it works," said Times Square alliance chief Tim Tompkins.
DOT crews will be out monitoring traffic, Sadik-Khan said. The plan is causing a divide among business owners.

A manager at Grand Slam, a trinkets store on Broadway, said he thinks the increased foot traffic will bring him more customers.

"It helps me," said John Palha, who has managed the store for 11 years. "When there's less cars on the street, people can get here. They can walk right over and come in."

But store owners on the Seventh Avenue side said the increased car traffic and sinking economy might tank their business.

"It could very possibly put me under," said a businessman who runs a camera and computer store. "It's not good for me. It's much more attractive for the other side."

in NEW YORK POST, 20 de Maio de 2009

Monday, May 25, 2009

O Projecto do Terreiro do Paço em debate na OA

Amanhã, dia 26, pelas 21h, na sede da secção sul da OA.

Mais detalhes no site da Sociedade Frente Tejo: http://www.frentetejo.pt/137/coloquio-na-ordem-dos-arquitectos.htm

A quem quiser e estiver disponível em ir até este debate d' "A Corporação", a tal que acha que a arquitectura não é referendável. Vou ali e já venho.

Saturday, May 23, 2009

CITY ON AN UP 'CYCLE': 143% JUMP IN PEDALERS


The spokes are really flying around the Big Apple. Scores of new bike lanes and a sour economy have led to a surge in people pedaling to work, data released yesterday show.

The number of bicycle commuters surged by 18,000 from 2007 to 2008, according to numbers from the city and advocacy groups. An estimated 185,000 people pedaled to the office in 2008, compared to 76,000 in 2000 -- a 143 percent increase, according to the figures provided by Transportation Alternatives. The reason, officials and cyclists say, is the hundreds of miles of new bike lanes and the recently tanking financial picture.

"I save at least $60 a month on subway fares, $100 on parking and $100 on gas," said West Village resident Michael Pavlakos. "My bike costs me $50 a year in repairs. So I ride it even more because of the economy."

Over the past three years, the city Department of Transportation laid down about 620 miles of lanes, some separated from busy roads with paint and pylons.

Commissioner Janette Sadik-Khan said it's those lanes -- not the streets -- that will handle the 1 million more people projected to move into the city in the near future. "We can't compensate for more people by double-decking the road network," she told The Post. "We're looking to create a [bike-lane grid] for cyclists to go from Point A to Point B without getting off."

She also praised proposed legislation in the City Council that would make more building owners accept riders storing bikes in their offices. "That would ensure the bike is going to be there when they need it," Sadik-Khan said, noting that riders are worried about bike theft.

Recently, the MTA approved 10 percent fare hikes and the state Legislature agreed to increase the price of driver's-license renewals and car registrations. "People are bring priced out of driving and priced out of transit," said Wiley Norvell, spokesman for Transportation Alternatives. "Any time that happens, you usually see a boost in people biking to work every day."

But bike theft is still a problem, cyclists said, and some want more bike racks around the city. "The city still has a lot to do with parking," said East Village resident Paul Heck, who bikes to work every day. Sadik-Khan said there are more than 6,000 racks in the city now, with more on the way.

TA's biking numbers, which go back to 1980, are based on DOT counts of cyclists who ride into Midtown and lower Manhattan every day and are projected for the entire city.

in New York Post, 15 Maio 2009

Fotos: Nova Iorque ja tem mais de 1000 km de bike-lanes, implementadas nas faixas de rodagem e nunca em passeios. Nota: os sublinhados sao nossos.

Friday, May 22, 2009

Elevador para o castelo arranca em Agosto

Oito anos após ter sido abandonado devido às vozes contra da opinião pública, o projecto da ligação em elevador da Baixa ao Castelo de São Jorge, em Lisboa, foi reformulado e começa a ser construído já no mês de Agosto.

A ligação irá fazer-se por um primeiro elevador colocado num prédio devoluto no começo da Rua dos Fanqueiros, que terá uma saída [ao nível do último piso] para o Largo Adelino Amaro da Costa. Depois, um outro elevador dentro do Mercado do Chão do Loureiro estabelece a restante ponte com a cota do castelo.

Segundo o vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) já deu um parecer positivo ao projecto. "É uma obra que se insere no plano de acesso às encostas. O 'Mobilidade Suave", adiantou.

Além do elevador, o mercado integrará ainda um parque de estacionamento em silo automóvel, um supermercado e um restaurante panorâmico [ver pormenores na caixa ao lado]. Trabalhos que serão custeados pela Empresa Pública Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), à excepção do mecanismo de ligação ao castelo.

Fonte da empresa adiantou, ao JN, que a "transformação do mercado - actualmente sem actividade - em silo automóvel remonta ao mandato de Santana Lopes, tendo sido adjudicado à construtora Soares da Costa, em 2006". "Essa obra arranca em Agosto e o Município assume o custo relativo aos elevadores", disse a mesma fonte.

A Câmara aprovou anteontem a transferência de 380 mil euros para a EMEL, correspondentes ao projecto de inclusão dos elevadores no projecto.

In JN

Mercado de artesanato da Rua Augusta "extinto" por "colidir" com actividades do MUDE

In Lusa

«O mercado de artesanato da Rua Augusta, em Lisboa, foi hoje "extinto por notificação da Câmara de Lisboa" por a actividade "colidir" com a agenda do novo Museu do Design, disse à Lusa fonte próxima dos artesãos.

Segundo Joana Cordeiro, familiar de um dos doze artesãos que têm bancas junto ao Arco da Rua Augusta, a primeira referência ao encerramento das vendas foi feita na terça-feira, durante uma reunião com serviços camarários.

"Foi a primeira vez que ouvimos falar nisto. Na quarta-feira à tarde já recebemos uma notificação a dizer que a partir de hoje o mercado estava extinto definitivamente, portanto, num prazo de 24 horas", contou, adiantando que a justificação se prendia com a abertura, na sexta-feira, do Museu do Design e da Moda (MUDE), na mesma rua.

"Hoje tivemos direito a uma audiência com a vereadora do Abastecimento e foi-nos dito que as actividades não se coadunam com a agenda do MUDE", explicou.

Joana Cordeiro disse que a autarquia propôs alternativas - a Praça da Figueira, o Parque Eduardo VII e o Cais do Sodré -, mas as propostas não satisfazem os artesãos, já que essas zonas não têm ambientes adequados para acolher um mercado que é há anos uma imagem de marca da Rua Augusta.

Os artesãos já não montaram as suas bancas hoje e temem que não haja solução para as suas vendas: "as consequências são gravíssimas. São doze famílias que ficam em dificuldades".

"O MUDE fez uma conferência de imprensa a manifestar a sua intenção de dinamizar a cidade e a única dinâmica inicial é o desemprego. A vereadora disse hoje que o mercado da Rua Augusta acabou", contou Joana Cordeiro.

A Lusa procurou contactar a vereadora responsável pelo Abastecimento, Ana Sara Brito, e o director do mesmo departamento, João Rodrigues, o que não foi possível até ao momento.

ROC.
Fonte: Agência LUSA»

Bom, perdoem-me a franqueza, mas parece-me que só por isto já valeu a pena o tal de MUDE. Aquele artesanato que ali andou anos a fio, além de não o ser (artesanato), era impróprio (qualquer vilória francesa ou italiana tem melhor "mercado" que aquele) para aquele espaço nobre da cidade, que se chama Rua Augusta.