Friday, February 12, 2016

PRAÇA DO COMÉRCIO, praça de barracas e publicidade















Durante mais de 1 mês Lisboa teve esta barraca desqualificada montada na sua mais importante e das poucas classificadas como Monumento Nacional. Porquê CML? Porquê DGPC?

Saturday, January 9, 2016

ROMA, FONTANA DI TREVI




















Irá o Turismo destruir as mais belas e interessantes cidades do mundo?
http://www.bbc.com/news/world-europe-34714200

Thursday, December 17, 2015

Publi-Cidade: Rua Garrett


Aqui vemos um dos melhores exemplos até à data de tela de protecção com publicidade; a área da publicidade ocupa menos de 50% da área total da tela; ainda estamos longe dos exemplos de Roma ou Londres mas é um passo na boa direcção e que merece ser destacado. 

Wednesday, December 16, 2015

Publi-Cidadae: Praça Luís de Camões






















Reparar na patética tentativa de "concessão" ao "Património" com a colocação de uma faixinha que reproduz 3 janelas do prédio!

Thursday, November 26, 2015

RUA DA MADALENA: mais um edifício com caixilharias em alumínio




Pode ser observado na Rua da Madalena 33 a 39 / Rua do Comércio, 1 a 13. Tudo aponta para que seja mais um Hotel ou «AL». Aprovado pelo Vereador Manuel Salgado e pela DGPC? A avaliar pela proliferação de exemplos destes, deve estar tudo legal, com todos os valores do bem cultural classificado salvaguardados, caso contrário estariamos numa República das Bananas.

Monday, November 23, 2015

LISBOA: apenas para entretenimento e consumo do Turista?


Neste espaço existiu até há poucas semanas uma das mais belas lojas de antiguidades da zona da Sé de Lisboa. Mas tal como outros estabelecimentos do género também este acabou por encerrar. A mudança drástica dos números, e do perfil, do turismo que nos visita assim parece obrigar. Agora é o turismo de massas que manda - e a cidade se ajoelha oferecendo tudo o que houver de mais barato, reles, pobre e vulgar. No eixo que vai do Largo de Santo António da Sé, Rua de Augusto Rosa e o Limoeiro, uma a uma as lojas de velharias e antiguidades colapsam face à pressão agressiva do novo turismo. Mas neste eixo fecharam também, nos últimos anos, uma padaria e uma farmácia - estabelecimentos essenciais para os moradores da zona. Actualmente já existem 18 lojas de souvenir e afins entre a Sé de Lisboa e o miradouro de Santa Luzia! Este tipo de turismo, que Lisboa acolhe de braços abertos e olhos fechados, tem levado à abertura descontrolada de lojas que servem exclusivamente a necessidade do souvenir ou da cerveja barata. Nenhuma outra ambição para além disso. A forma como monopolizam os pisos térreos é claramente nefasta para a saúde de qualquer bairro. Paralelamente, também os pisos superiores vão sendo subtraídos para serviço do Turismo: não há semana em que não apareça no mercado mais um apartamento «AL» - numa verdadeira epidemia de alojamento local. É cada vez mais difícil encontrar uma casa para alugar nos bairros históricos centrais - apenas para nós claro, porque para o "turista" há cada vez mais oferta, escolha! Os preços das casas sobem velozmente expulsando progressivamente cada vez mais moradores para as periferias. A CML, em vez de actuar, tem contribuído para a aceleração deste fenómeno com a venda em hasta pública dos seus imóveis - porque a grande maioria deles acaba metamorfoseado em mais «AL», «Hostel» ou «Hotel»! O que está pois a nascer nesta colina da Sé/Castelo e Alfama? Um bairro reduzido ao entretenimento e consumo do turista? E assim se vai matando a fábrica física e social dos bairros históricos de Lisboa. Até quando a inércia da CML face a este problema crescente? 
Fotos: Rua de Augusto Rosa 1 a 3

Saturday, November 21, 2015

POSTAIS DA BAIXA: «LOW COST URBAN PLANNING»

 Largo de Santo António da Sé
  Largo de Santo António da Sé
 Rua da Conceição
 Rua da Prata
 Rua da Prata
 Rua do Comércio
 Rua dos Fanqueiros
Rua dos Fanqueiros

Sunday, November 8, 2015

Porta sim, porta não, a Baixa está entregue aos turistas

A Câmara de Lisboa não disponibiliza dados sobre a dimensão da oferta hoteleira na Baixa mas basta um passeio pelo local e uma pesquisa online para encontrar mais de 60 hotéis e alojamentos locais. É preciso repensar esta “Disneylândia de hotéis”, diz uma deputada municipal do PSD
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O PÚBLICO quis saber exactamente quantos hotéis e AL existem na Baixa Pombalina e a quantas camas correspondem, quantos projectos turísticos e destinados a habitação foram aprovados nos últimos tempos. Mas nem a Câmara de Lisboa nem a Associação de Turismo de Lisboa revelam dados. Um mês depois de receber as perguntas, a autarquia respondeu apenas que “está em elaboração um levantamento exaustivo no âmbito do estudo sobre o impacte do turismo na cidade, cujas conclusões serão divulgadas oportunamente”.
Margarida Saavedra, deputada do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa (AML), tentou saber o mesmo. Nesta terça-feira vai repetir as perguntas pela terceira vez, na reunião deste organismo. "Estou muito preocupada. Demorámos muitos anos a repovoar a Baixa. O turismo é óptimo para a cidade mas não pode alterar as condições das pessoas que vivem lá." A deputada considera que o "licenciamento selvático" de unidades hoteleiras está a transformar a Baixa Pombalina numa "Disneylândia de hotéis", onde os poucos moradores - idosos que sempre viveram ali e casais jovens com filhos que estão a apostar no centro da cidade - estão a ser "escorraçados".
Lisboa é outra Barcelona?
Em Julho, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, afirmou que o tal estudo estaria pronto até ao final do ano. Embora tenha reconhecido que existe “um problema por concentração excessiva” de alojamentos turísticos em áreas da cidade como a Baixa-Chiado e os bairros históricos, Salgado ressalvou que a capital, com cerca de 9 milhões de dormidas por ano, ainda não está ao nível da espanhola Barcelona, onde a pressão turística levou a presidente da câmara a suspender durante um ano a concessão de licenças para a construção de hotéis.

João Seixas, professor de geografia na Universidade Nova de Lisboa, não concorda: “Os números não podem ser vistos apenas em termos de volume.” O investigador, doutorado em Geografia Urbana pela Universidade Autónoma de Barcelona, lembra que os 18 milhões de dormidas registados na capital da Catalunha têm impacto num município com 1,5 milhões de pessoas, enquanto que os 9 milhões de Lisboa vão quase todos para a Baixa, Belém, Alfama, Castelo, além de Cascais e Sintra, onde no total vivem cerca de 500 mil pessoas. “Conclusão: a pressão em Lisboa é maior do que em Barcelona, sobretudo em determinadas zonas”, afirma, sublinhando que “é preciso dizer isto mas sem alarmismos”. Até porque esta a “pressão profunda” corresponde um “impacto económico profundo”.
Artigo completo aqui: